“Fim do foro privilegiado é muito positivo”, afirma Marcos Abrão

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O deputado federal Marcos Abrão (PPS-GO) afirmou em entrevista concedida na última quarta-feira (02) que é favorável às restrições no foro privilegiado que estão sendo analisadas pelo Supremo Tribunal Federal nessa semana. De acordo com o parlamentar, “o fim do foro privilegiado é muito positivo para a política brasileira. É uma discussão que precisa ser aprofundada porque é isso que a sociedade espera de seus representantes. Nós teremos mais espaço na atividade política para pessoas que queiram realmente trabalhar, não utilizar seus mandatos como forma de ganho financeiro”, afirmou.

Marcos Abrão defendeu que “a justiça precisa ser igual, independentemente do cargo ocupado ou da condição econômica das pessoas. Aqui em Goiás nós temos muitos pré-candidatos que são na verdade candidatos de empresas, de corporações, que não tem nenhum compromisso com a população goiana. Isso precisa acabar”.

Segundo o deputado, “a sociedade não pode mais tolerar a corrupção e tem exigido dos seus representantes mais transparência e uma postura honesta. Nós não podemos ter no Congresso representantes do capital financeiro de organizações, mas que não representam a vontade das pessoas”. O parlamentar, que votou por duas vezes pelo prosseguimento das investigações contra o presidente Michel Temer, afirmou que “as pessoas que gerem recursos públicos precisam entender que elas também estão suscetíveis à investigações”.

“Eu fui presidente da Agehab, construí 56 mil casas populares e entreguei mais de 17mil escrituras. Todo esse trabalho foi investigado. Como gestor público eu passei por vários processos de investigação e acredito que isso é normal porque nós estamos falando de um dinheiro que é de todas as pessoas”, defendeu.

Participação

Marcos Abrão comentou ainda a atual crise política e pediu mais participação da população. “Eu acredito que esse cenário de descrença será convertido em mais consciência na hora de votar. A população está mais atenta e sentiu o peso de decisões erradas na hora de ir pra urna”, disse.

O deputado ressaltou a importância do engajamento da sociedade civil na política. “Hoje nós vemos muitas críticas à classe política e pouca participação, precisamos de pessoas  e entidades que estejam dispostas a dar sua contribuição, a mostrar alternativas. Não adianta se vestir de verde e amarelo, ir pra rua, falar que você é contra a corrupção se você não se lembra em quem votou nas últimas eleições ou se não acompanha as votações do seu deputado federal, não participa da atividade política”, criticou.

 

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