“Balanço do governo comprova que Goiás vive paralisia administrativa”, afirma Daniel Vilela

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Foto: Naiara Pontes

Para o pré-candidato a governador pelo MDB, Daniel Vilela, o governador José Eliton confirmou durante balanço dos 30 dias de gestão o que o MDB tem apontado nos últimos anos: o governo do Estado está adormecido, incapaz de reagir aos problemas que afligem a população, e tenta disfarçar esta realidade com pirotecnia. “O balanço feito pelo governador comprova que Goiás vive uma paralisia administrativa e continua adotando práticas políticas atrasadas. Se o novo governador quisesse mesmo mostrar alguma mudança de comportamento no Palácio das Esmeraldas, seu primeiro ato não teria sido a nomeação do cunhado de seu antecessor para um cargo vitalício no Tribunal de Contas dos Municípios”, diz Daniel Vilela.

Ao analisar as ações destacadas por José Eliton nos 30 dias de gestão, completados nesta segunda-feira (07), como a adoção de policiamento no Eixo Anhanguera, Daniel diz que o tucano tenta maquiar atraso como avanço. “A onda de crimes nesta linha do transporte coletivo ocorre há anos, sendo que no ano de 2015 foi registrada uma média de um assalto a cada 2 horas e meia e chegamos a ter dois homicídios num mesmo dia. Mas só agora, em abril de 2018, apresentam medidas de segurança para esta linha de ônibus”, critica Daniel Vilela, lembrando que durante parte desse período o secretário de Segurança Pública era José Eliton. “Se é tão óbvio o fato de que a principal linha de ônibus da capital precisa de contar com um aparato de segurança, por que demoraram esse tempo todo para agir?”

De 2015 para cá, lembra o deputado, a onda de violência no Eixão não arrefeceu nem um pouco. Além dos assaltos rotineiros, em fevereiro deste ano, por exemplo, três jovens foram esfaqueados durante uma tentativa de roubo. O presidente estadual do MDB também aponta que José Eliton comemorou em seu balanço casos de pessoas que estavam há 4 anos na fila de uma cirurgia eletiva e só agora estão sendo atendidas. “O novo governador estava este tempo todo na administração, como vice e também exercendo cargos de relevância política e administrativa, então esta demora de anos para um cidadão conseguir uma cirurgia é culpa dele também, não só do seu antecessor”, afirma Daniel.

O deputado também aponta inconsistência do discurso de ajuste fiscal e lembra que a Secretaria do Tesouro Nacional (STN) classificou novamente, em dezembro do ano passado, a nota de crédito de Goiás como C, o que significa que as finanças do Estado não estão controladas. Tal classificação tem como consequência restrições para tomar empréstimos com a União. A demora em fazer os repasses dos convênios previstos dentro do Goiás na Frente, segundo Daniel Vilela, é outro atestado de que o discurso de equilíbrio fiscal não se sustenta. “Todos sabem que o governo gastou muito e gastou mal. Investiu alto em projetos que não consegue entregar, como o Aeroporto de Cargas de Anápolis, e deixou de lado investimentos essenciais em áreas como a saúde e a educação”, critica o pré-candidato emedebista.

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