Rússia 2018 | E agora, Argentina?

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Fagner Pinho

Depois de sofrer para se classificar, argentinos chegam à Copa enfrentando desconfiança mundial

De todas as seleções que sempre chegam como favoritas para as edições da Copa do Mundo de Futebol da Fifa, a Argentina que se apresenta para a disputa na Rússia neste ano talvez seja a que enfrentará a maior desconfiança por parte dos torcedores de todo o mundo. Isso por que a seleção sul-americana vive um péssimo momento, dentro e fora de campo (leia mais no perfil da seleção).

Depois de conquistar sua classificação na última rodada e protagonizar um vexame nos últimos amistosos da data Fifa do mês retrasado, a Argentina irá encarar três seleções que podem lhe causar grandes problemas – destacando duas reconhecidamente fortes, que são a Croácia e a Nigéria – e a Islândia, uma estreante em mundiais, mas que já mostrou sua força na última Euro.

Por todos estes ingredientes, o Grupo D aparenta ser um dos mais equilibrados dentre os oito. Em momentos anteriores, a Argentina seria franca favorita, mas nos tempos atuais, ela deverá brigar por vaga.

Seleções do Grupo D

Argentina

A Argentina sempre teve um grande nome para conduzir suas seleções na história da Copa do Mundo. Foi assim com Di Stéfano, embora por poucas vezes, na década de 1940; com Mário Kempes, na década de 1970; e com Diego Maradona, nas décadas de 1980 e 1990. A seleção atual também conta com um craque.

Ele é Messi. E ele, talvez, seja o melhor de todos os citados. Principal nome de uma geração de grandes jogadores argentinos, jogando pelo Barcelona Messi já venceu diversos prêmios individuais de todo o mundo e é ídolo por onde passa. Mas pela seleção argentina, a despeito de ser o artilheiro do time, Messi fica devendo em relação a Kempes e a Maradona.

O atacante chega a esta Copa do Mundo com um peso de que pode ser sua última. Brigado com parte da cúpula da Associação de Futebol Argentina, Messi precisa provar em campo que pode, sim, levar sua seleção ao título mundial, algo que quase fez em 2014. Para tal conta com ajuda de nomes importantes a seu lado, como Higuaín, Di Maria e Dybala. Mas o principal, será convencer o próprio time que são capazes de jogar uma Copa.

Croácia

Em 1998 a Croácia foi a mais grata surpresa do futebol mundial. Com uma seleção que participada pela primeira vez de uma Copa do Mundo, o time ganhou a simpatia de todos os torcedores presentes àquela edição do torneio, realizado na França, ao alcançar as semifinais, sendo eliminada pela dona da casa.

Com um time recheado de craques – muitos que haviam disputado a Copa de 1990 pela antiga Iugoslávia – tais como Asanovic, Prosinecky, Boban, Jarni, Vlaovic, Simic, Stanic e, principalmente, Suker, a Croácia marcou seu nome como uma das seleções mais fortes da Europa, cargo que ocupa até os dias de hoje.

Esta geração, apesar de ter um meio de campo muito forte, com destaque para Rakitic e Modric, não espera, no entanto, chegar tão longe quanto os atletas daquela época. Mas a expectativa é fazer bonito, levando o time até a próxima fase. Dali para frente, o que vier é lucro e tudo pode acontecer. Inclusive nada.

Nigéria

A seleção nigeriana é reconhecidamente uma das que mais forma bons jogadores no futebol mundial. Pelo selecionado já passaram jogadores como Nwanko Kanu, George Finidi, Taribo West, Victor Ikpeba, Yekini, Amokachi, Oliseh e Jay Jay Okocha, que levaram a Nigéria a medalha de Ouro nas Olimpíadas de 1996.

Este grupo ainda fez bonito na Copa de 1994, chegando até as oitavas de final, na qual foi eliminado pela Itália, apesar de ter jogado melhor durante toda a partida. Em 1998 a equipe também se classificou e chegou como favorita para enfrentar a seleção da Dinamarca nas oitavas. Diante de Brian e Michael Laudrup, no entanto, os nigerianos foram eliminados. Nesta edição da Copa do Mundo o selecionado conta com bons nomes em seu elenco. Destaque para Victor Moses, que atua há anos no futebol inglês defendendo o Chelsea, dentre outros times. O rápido ponta Musa, que atua no futebol russo, jogará em casa. Ao lado de Obi Mikel, eles querem levar a Nigéria mais uma vez à próxima fase. Quem sabe mais longe.

Islândia

O caso da seleção da Islândia é daqueles que gerariam, facilmente, um roteiro digno de concorrer ao Oscar nos Estados Unidos. Imagine uma seleção formada, em sua maioria, por atletas semiprofissionais, que até alguns anos atrás nem imaginava disputar uma Eurocopa e, imagine ainda mais, uma Copa do Mundo.

Pois bem. Essa geração – que não conta com o maior jogador da história do País, o atacante Eidor Gudjohnsen, que defendeu, entre outras equipes, o Chelsea e o Barcelona ao lado de Ronaldinho Gaúcho – mesmo sem um atleta de nível mundial, conseguiu chegar à uma Eurocopa, onde eliminou ninguém menos que a poderosa Inglaterra, provocando um verdadeiro baby boom na ilha nove meses depois.

E agora essa geração chega também a uma Copa do Mundo. E chega gabaritada ao vencer seu grupo que tinha, coincidentemente, a Croácia como adversária. Para os torcedores do País, é certo que chegar a uma disputa da Fifa já é uma vitória, mas, não custa nada sonhar. Quem sabe, não surpreendem…

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