“A única coisa que o governador fez até agora foi criar cargos comissionados”, aponta Daniel Vilela

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Foto: Arquivo Tribuna do Planalto

O deputado federal Daniel Vilela (MDB), pré-candidato a governador de Goiás, critica a criação sem critérios de cargos comissionados no governo do Estado. Somente nesta semana foram anunciadas 76 novas funções de livre nomeação do governador e reajustes que vão somar um gasto aproximado de R$ 4,7 milhões até o final deste ano. A última foi um projeto de lei enviado esta semana a Assembleia Legislativa que cria 40 assessorias para a Procuradoria Geral do Estado (PGE), com salários de R$ 5 mil.

“A única coisa que o governador fez até agora foi criar cargos comissionados e nomear apaniguados políticos para funções que deveriam ser preenchidas por técnicos capacitados. É uma prática que representa o que há de mais atrasado na política e vai na contramão das prioridades da população”, critica Daniel. O deputado diz que o governador José Eliton trata o Estado como um instrumento eleitoral e lembra que ele chegou a anunciar a destinação de pastas importantes em cima de palanque de partidos aliados. “Perderam o pudor de usar o Estado eleitoralmente”, diz, acrescentando que seu projeto de governo vai contemplar a redução de funções comissionadas e a abertura de concursos para preencher as funções técnicas indispensáveis.

O deputado destaca a importância dos procuradores do Estado contarem com uma estrutura auxiliar, mas defende que estas funções deveriam ser preenchidas por meio de concurso público. “Uma Procuradoria bem estruturada, com um corpo técnico auxiliar qualificado, é salutar para o Estado. Mas será que eles só perceberam isto agora, depois de 20 anos e às vésperas de uma eleição? Se tivessem planejamento, teriam feito concurso para estas funções, o que possibilitaria uma atuação mais estratégica da PGE para potencializar os resultados a médio e longo prazo”, afirma.

Daniel lembra que em 2013 o IBGE mostrou que Goiás era o Estado com o maior número de comissionados na administração, chegando a 7.264 servidores. A título de comparação, São Paulo contava na mesma época com apenas 1.657 comissionados. A discrepância fica ainda maior se for considerado que São Paulo tem 45,3 milhões de habitantes e Goiás apenas 6,7 milhões.

 

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