“Polícias goianas dão a sua resposta e quadrilhas estão desarticuladas”, diz secretário de Segurança Pública

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Foto: Marco Monteiro

Após o anúncio do governador José Eliton, nas redes sociais, de que a polícia goiana conseguiu desarticular as quadrilhas responsáveis pelos ataques a Ipameri e Novo Gama, o secretário de Segurança Pública, Irapuan Costa Júnior, concedeu entrevista coletiva à imprensa na manhã de hoje para detalhar a ação da polícia. Em Novo Gama, a desarticulação ocorreu 24 horas depois do crime e, em Ipameri, após 48 horas.

“Nossa mensagem à sociedade é que as polícias goianas dão a sua resposta e as quadrilhas estão desarticuladas”, afirmou. A polícia prendeu suspeitos e apreendeu armamentos, explosivos, jóias e dinheiro levados nos assaltos. O secretário ressaltou que as investigações continuam. Abaixo, a entrevista na íntegra.

Qual a avaliação sobre a atuação das forças policiais no processo de elucidação desses crimes?

Irapuan Costa Júnior – Nossa mensagem à sociedade goiana é que, ainda na semana em que aconteceram dois graves atentados, um em Ipameri e outro em Novo Gama, as polícias goianas, trabalhando integradamente, dão a sua resposta. Os dois atentados estão praticamente desvendados. No caso de Ipameri, há um preso, há muito material de assalto a banco encontrado em uma propriedade rural, também encontrado pela investigação policial goiana. Já temos cinco bandidos identificados, não daríamos tréguas a eles. E, no caso de Novo Gama, há dois presos, sendo um, infelizmente, para a nossa vergonha, um companheiro da polícia. E há outro morto em confronto com a mesma polícia.

 Qual a participação desse policial militar?

Nós estamos investigando, e parece que ele fornecia munição, e talvez esteja mais envolvido ainda com esse grupo criminoso. Esse nós trataremos sem nenhuma complacência, porque ele, além de participar da ação criminosa, está traindo os seus companheiros de farda, colocando em risco a vida deles.

Os grupos teriam relação?

Não. Ao que parece, são grupos diferentes. Já encontramos provas de participação deles em outras ações, ações anteriores, e estão praticamente desmantelados.

Por que o senhor acredita que houve dois casos semelhantes de explosão a caixas eletrônicos em Goiás na mesma semana?

Eu diria que, uma vez que essas quadrilhas são visivelmente duas, é mesmo uma coincidência. Em Minas Gerais, no mesmo dia de Ipameri, houve vários acontecimentos.

Como foi no caso de Ipameri?

A primeira coisa que aconteceu foi a chegada de imediato da Polícia Técnico-Científica, o levantamento de impressões digitais, de indícios encontrados nos veículos utilizados, e isso levou até essa propriedade em Cristalina, onde foi encontrado o cidadão que logo confessou o seu envolvimento e essa quantidade de explosivos muito grande.

Lá também estavam as joias que foram roubadas?

Também as joias que se prestaram à confirmação que se tratava do grupo.

E no caso de Novo Gama?

Foi bastante semelhante. Imediatamente houve uma ação do grupo das duas polícias. O grupo anti-roubos a banco e a Rotan, e foi identificado esse cidadão.

De onde são esses grupos?

Há um grupo de Ipameri que tem ligações profundas com a Bahia e o outro possivelmente com o Distrito Federal.

Esse policial envolvido no caso em novo Gama estava de serviço nesse dia?

Ele faltou serviço nesse dia. Alegou uma doença em família para faltar o serviço e não existia essa doença em família. Isso foi o que pesou mais no momento da sua prisão.

Qual a participação dele no crime?

Ainda estamos apurando a profundidade. Há suspeita de que ele vendia munição para essa organização.

Além das joias, foi recuperada mais alguma coisa que foi roubada, dinheiro?

No caso de Novo Gama, sim. No caso de Ipameri, praticamente não houve roubo de dinheiro. Os bancos não estão deixando mais muito dinheiro em caixa.

O que foi apreendido por vocês com esses grupos criminosos?

Foram apreendidos armamentos, explosivos, joias e muita ferramenta para arrombamento.

O senhor fala em coincidência, mas não é estranho tantos casos em Goiás nos últimos anos, meses, de explosão de caixas eletrônicos? Essas quadrilhas chegam ao interior do Estado aprontando, colocando reféns.

Nos últimos meses, se compararmos com o ano anterior, o número desse tipo de crime apresentou queda de 30%.

Secretário, no caso do grupo de Ipameri ficou comprovado que eles tiveram participação em outras explosões em Goiás?

Foram encontradas provas nas investigações feitas ontem e anteontem.

 

 

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