Festival Italiano já aquece economia de Nova Veneza

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Foto: Divulgação

Ao menos 1.200 oportunidades de trabalho diretas e indiretas devem ser geradas com a realização do Festival Italiano de Nova Veneza, segundo expectativa dos organizadores do evento, que ocorrerá entre os dias 7 e 10 de junho. De acordo com Hermione Stival, presidente da Associação Veneziana Pro-Festival Italiano (Afesti), ano passado, a festa gerou uma movimentação financeira na cidade de R$ 2 milhões. Neste ano, a perspectiva é de crescimento, uma vez que o evento será 30% maior em número de estandes.

O evento movimenta toda a cadeia produtiva da região com a aquisição de ingredientes, além da contratação de pessoas para a prestação de serviços. Só a Cantina da Nona, que prepara cerca de 20 mil pratos, consome cerca de 4 vacas, 1600 litros de leite, 460 quilos de queijo e  2,5 toneladas de marcarrão. Todos estes ingredientes são adquiridos preferencialmente de produtores e comerciantes da regiã o.

A movimentação para o evento já começou.  Desde o último dia 7 de maio, já começou a pré-produção para os mais de 20 mil pratos de comidas típicas da Itália que devem ser servidos durante o evento, e 50 pessoas já foram contratadas e estão sendo treinadas para o trabalho. “Até a realização do Festival, cerca de 200 pessoas devem atuar nas áreas de organização, cozinha, balcão e na limpeza”, informa  Hermione Estival.

O impacto faz a diferença para a comunidade. Nessa semana, o expositor Antônio Faquim Neto – que pelo oitavo ano seguido participa do Festival – irá contratar sete pessoas para trabalhar na produção do que será servido no restaurante que ele montará durante o evento. “Cerca de 15 dias do início do Festival, a nossa cozinha começa a produção para o que será servido aos visitantes”, explica. Faquim conta que durante o Festival ele terá cerca de 30 pessoas trabalhando no restaurante. Serão atendentes, cozinheiras e profissionais de limpeza.

Uma das pessoas que já foram contratadas por Faquim para trabalhar no evento é a manicure Laís Stival, 28, que atuará como pizzaiola. Ela diz que a renda extra que consegue durante o festival representa um quase o dobro de sua renda mensal média. “Com esse dinheiro eu mantenho uma reserva financeira para alguma emergência que sempre surge”, conta a manicure que é divorciada e mãe de uma criança de 5 anos.

Hospedagem

Outro que já comemora a movimentação que o Festival Italiano de Nova Veneza traz é o empresário Enéas Amaral, 44, que comanda o Hotel Amaral – o único hotel da cidade. Ele explica que o estabelecimento tem 24 quartos já sente um aumento de aproximadamente 50% no número de procuras para reserva.

De acordo com o empresário, se houvessem 300 quartos ainda seriam insuficientes para atender a demanda que o evento gera. E foi justamente motivado pela grande atividade turística, ocorrida não só durante o Festival, mas também nos feriados importantes, é que Enéas decidiu vender uma fazenda que tinha, no valor de R$ 1 milhão, e investir numa nova unidade do hotel, com previsão de ficar pronto no final do ano. “Acredito que o turismo tende a ser mais lucrativo e dinâmico que o agronegócio, pelo menos em nossa região. Não me arrependo de me desfazer de um patrimônio para reforçar o nosso negócio”, finaliza.

Enquanto o hotel não fica pronto, a própria comunidade aproveita a demanda para ganhar renda extra. Formada em Turismo e Hotelaria, Silvanice Rodrigues da Silva, 41 anos, irá alugar os quartos de sua casa para oito pessoas que irão trabalhar em um dos 36 estandes de alimentação do evento. “São oito pessoas que vão ficar na minha casa durante os quatro dias do Festival. Eles vão dividir o imóvel com a minha família. É uma oportunidade de levantar um dinheiro extra para  quitar as pendências e fazer uma reserva financeira”, conta. De acordo com Silvanice, só a locação dos quartos de sua casa trará um aumento de 40% na renda da família.

Estímulo ao empreendedorismo

Quem já está com seu estande garantido nesta edição do Festival Italiano de Nova Veneza é Carla Bueno Silva, 46 anos. Pela quarta vez consecutiva, ela participa do evento e, foi a partir dessa experiência, que decidiu abrir seu próprio negócio, em Goiânia, um restaurante de comida italiana.

“Fiquei apaixonada pela cultura e pela maneira como as pessoas aceitam a culinária italiana”, diz ela que havia se especializado na cozinha italiana durante a faculdade. Em 2018, ela estará de volta ao evento com uma estrutura que cresce a cada ano. Ela conta que na primeira edição em que participou, há quatro anos, eram cinco pessoas. “O número de produtos oferecidos também cresceu. Antes eu trabalhava com três tipos de massa, hoje já são oito”, revela. O estande de Carla irá gerar oito oportunidades de trabalho temporário direto. De acordo com a chef, a festa lhe garante 30% a mais em sua  renda mensal média.

O Festival Italiano de Nova Veneza é também uma grande oportunidade para o fortalecimento das empresas locais. Descendente de imigrantes italianos que fundaram a cidade, Giuseppe Constantino Pivetta possui uma sorveteria que está há 20 anos no mercado e mesmo entregando sorvetes, paletas e tortas geladas em sete cidades vizinhas, ele faz questão de participar como expositor no Festival, pois diz que o retorno é muito bom. De acordo com Giuseppe, os dois estandes que montou na edição do ano passado, lhe garantiram um incremento de 30% em relação a média de vendas que registra nos outros meses.

 

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