Fórum Ambiental debate energia, cidades e espiritualidade

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Foto: Divulgação

Em sua vigésima edição, o Fica 2018 revisita o legado que deixou em seus anos de existência na história da defesa do meio ambiente. A ideia foi do jornalista André Trigueiro, que é consultor do Fórum Ambiental deste ano. Nesta edição, a programação oferece três mesas de Meio Ambiente, que trazem os temas A Nova Energia, As Novas Cidades e A Nova Espiritualidade.

A ideia central do Fórum Ambiental é debater o que há de novo por meio do resgate do que se instigou e influenciou nos últimos anos. Para Trigueiro, o Fica, em duas décadas de existência já abriu caminhos para uma nova visão sobre a defesa do meio ambiente e, neste ano, promove uma “versão sobre a colheita dessa semeadura”.

É com essa ideia de resgate que Mãe Flávia, socióloga, escritora e ministra religiosa de Umbanda, vem ao Fica 2018 para falar sobre as Novas Espiritualidades. “Na verdade trata-se de um retorno à velha, que foi abandonada pela modernidade, àquela espiritualidade que estava conectada com a natureza, com as águas e a terra”, explica. Para ela, é aí que o debate sobre a espiritualidade se encontra com a luta ambiental e o cinema cumpre um papel importante, quando tira a efemeridade das discussões sobre preservação, que ainda não foram incorporadas por muita gente.

Mãe Flávia está empolgada para trazer esse debate a Goiás pela primeira vez, assim como a paulistana Marcella Arruda, que irá discutir as Novas Cidades. Marcella é arquiteta e urbanista e trabalha com intervenção urbana, gestão compartilhada e a construção do comum. “Eu acredito em uma ideia de cidade que tenha a participação da população, que não se prenda às burocracias e tenha certa autonomia, que não fique só na consulta, mas instigue as pessoas com imaginários de cidades possíveis por meio da arte”, explica.

Marcella acredita em uma arquitetura regenerativa, que gere vida a partir de um espaço morto, e cure as pessoas que sofreram com os impactos ambientais, assim como elas conseguem regenerar esses espaços e produzir memória. Para ela, fazer a ponte desse debate com cinema é fundamental, porque a arte eterniza o que é efêmero. “Para mim é um privilégio falar sobre isso neste festival, porque ajuda a costurar o que tenho tentado construir entre as intervenções na cidade e o audiovisual”.

Como já dizia André Trigueiro, que faz história na existência deste festival, o “Fica é um oásis no deserto”. Trata-se do maior festival de cinema ambiental do País e tem crescido e instigado, cada vez mais, a sociedade para a importância de se engajar na defesa do meio ambiente. Trigueiro destaca que neste ano houve um episódio em que o Rio Vermelho, principal rio da Cidade de Goiás, que sedia o Fica, ficou literalmente vermelho devido a um acidente com um caminhão que transportava sangue de gado. Ele lembra, no entanto, que problemas ambientais não são de agora, estão aí há mais de 20 anos.

“O importante é reconhecer que nós somos parte do problema e precisamos ser a solução”, destaca. Trigueiro ressalta ainda o quanto avançamos desde o primeiro Fica. “O festival traz contexto para acelerar o processo de mudança que precisa acontecer, seja nos padrões de consumo, na redução da produção do lixo, entre outros”, ressalta. O Fica, portanto, atua na mudança cultural que se precisa fazer para resolver a crise ambiental, que está aí há anos.

As mesas de Meio Ambiente começam na quarta-feira (06/06). Todas serão realizadas no Convento do Rosário.

Fica 2018 – Fórum Ambiental

Dia 06/06/2018 (Quarta-Feira) – 10h

Tema: A Nova Energia

Com Ney Maron de Freitas (Representante da Abeeólica – Associação Brasileira de Energia Eólica) e Rodrigo Sauaia (Presidente da Absolar – Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica).

Dia 07/06/2018 (Quinta-Feira) – 10h

Tema: As Novas Cidades – Com Peter Scholten e Marcela Arruda.

Dia 09/06/2018 (Sábado) – 10h

Tema: A Nova Espiritualidade – Com Frei Paulo Castanhêde e Mãe Flávia.

 

 

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