Resgate da identidade visual do Centro

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Patrimônio Histórico - Proposta prevê adequação de propagandas para não esconder o Art Déco de Goiânia

Proposta da Segplanh prevê criação de regras para evitar a poluição visual.

Promover o resgate da identidade visual do Centro Histórico de Goiânia e de Campinas. Esse é o objetivo do projeto apresentado por técnicos da Secretaria Municipal de Planejamento Urbano e Habitação (Seplanh), dia 30, à Associação Comercial e Industrial do Estado de Goiás (Acieg).

O projeto prevê a despoluição visual das duas regiões e a valorização da paisagem histórica do centro de Goiânia, estipulando regras para a implantação e utilização de identidades visuais e materiais de propaganda

Os técnicos da Seplanh afiram que o projeto vai promover o ordenamento dos Engenhos Publicitários, que são equipamentos de divulgação e identificação dos empreendimentos, no próprio local onde a atividade é exercida, valorizando o ambiente natural e construído da cidade, preservando seu patrimônio e memória cultural e histórica

A proposta abrange traçado tombado como patrimônio histórico pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) como Núcleo Pioneiro de Goiânia, e que engloba trechos das avenidas Anhanguera, no Centro, e 24 de Outubro, em Campinas, e o polígono formado pelas ruas Rio Verde, Sergipe, Senador Morais Filho, Quintino Bocaiuva e avenida Honestino Guimarães. “Espaços que possuem traços de patrimônios da história e da memória. Defendemos a extensão da área objeto do programa”, afirma o secretário Henrique Alves, da Seplanh

Pela proposta, os proprietários dos imóveis terão prazo de 18 meses após a promulgação da lei para realizar a adequação dos seus imóveis com contrapartida da gestão municipal. Após esse período, os proprietários que não se adequarem sofrerão sanções conforme a legislação.

Com o intuito de dar viabilidade ao projeto, a Prefeitura estuda a concessão de incentivos fiscais para garantir a adesão por parte dos proprietários dos imóveis e empresários. Uma das propostas é a concessão de prazo de até 12 meses para adesão ao projeto, com prazo de seis meses para as adequações. Como contrapartida, a Prefeitura daria até 100% de desconto no Imposto Predial Territorial Urbano (IPTU) no exercício fiscal seguinte à conclusão da adequação.

Para o presidente da Acieg, Euclides Barbo Siqueira, a iniciativa é benéfica, pois resgata ao olhar da população uma beleza que há anos está escondida. “Existem imóveis instalados neste traçado que possuem fachadas belíssimas e que estão escondidas por trás de placas de publicidade. Temos um dos maiores patrimônios Art Déco do mundo e que pouquíssimas pessoas conhecem.”

Ele considera a proposta possível de ser concretizada, mas diz que é necessário debater o assunto para que um meio termo seja encontrado. “Passamos por um momento complicado na economia. Muitos empresários e proprietários de imóveis terão dificuldade em realizar essas adequações. Precisamos de um apoio maior da gestão pública para, em conjunto, encontrarmos um ponto de equilíbrio entre os investimentos que deverão ser feitos e os benefícios concedidos para tal”, afirma Euclides

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