Teste do Pezinho, a importância do exame em recém-nascidos

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Foto: Lucas Lima

Nesta quarta-feira, 6, é comemorado o Dia Nacional do Teste do Pezinho. O exame é gratuito e realizado por meio da análise de amostras de sangue coletadas do calcanhar do bebê. O objetivo é detectar precocemente doenças que podem causar lesões irreversíveis no recém nascido. O serviço está disponível nas maternidades e unidade básicas de saúde da Prefeitura de Goiânia.

O teste padrão realizado pelo Sistema Único de Saúde (SUS) detecta seis doenças e deve ser realizado do 3° ao 5° dia de vida do bebê. No ano passado foram feitos 15.208 exames no município, uma média de 1.300 por mês. Em 2018, até o final de maio, 6.527 foram atendidas.

Os bebês nascidos nascidos no Hospital e Maternidade Dona Iris (HMDI) são encaminhados para fazer o teste a partir do segundo dia de vida. O exame é realizado na própria unidade. O local também atende pacientes externos, ou seja, que nasceram em outros locais da cidade. Em média são realizados 200 testes no HMDI por mês.

A enfermeira obstetra da Maternidade, Tânia Alcântara Souza, destaca a facilidade que a mãe encontra atualmente ao procurar pelo teste do pezinho. ”Devido as unidades básicas de saúde de Goiânia oferecerem o atendimento, as famílias não encontram nenhum empecilho ao buscarem o serviço. Só é preciso se atentar ao prazo do exame, porque doenças como o hipotireoidismo, que prejudica muito a saúde do bebê, deixam de ser detectadas caso ocorra demora na realização do exame”, destaca a profissional.

Nascida no último dia 30 de maio, a pequena Maitê Cardoso, realizou o teste no próprio HMDI. A mãe da criança, Amanda Cardoso, de 19 anos, relata ter sido muito bem assistida na unidade. Mesmo sendo “mãe de ”primeira viagem”, a jovem relatou saber da importância do teste. ”Fui muito bem atendida pela equipe daqui. Eu já sabia da importância, mas as enfermeiras também me instruíram”, destaca Amanda com  a filha nos braços enquanto a técnica de Enfermagem, Lucimeire Vieira Costa, realiza o exame de forma cuidadosa e prestativa.

Todos os testes realizados nas unidades de saúde de Goiânia encaminham as amostras para um laboratório conveniado à Prefeitura da Capital e reconhecido pelo Ministério da Saúde. O resultado é emitido após 30 dias e o responsável pela criança recebe uma ficha com o código para acesso online. Os resultados devem ser inseridos na Caderneta de Saúde da Criança, material fornecido pelas unidades de saúde que contém informações importantes sobre a saúde dos bebês.

Caso a criança apresente um resultado alterado, o laboratório entra em contato com a unidade de saúde que realizou a coleta para que este comunique a família da criança sobre a necessidade de realizar exames complementares que confirmem ou afastem a possibilidade da doença. Se for confirmado o diagnóstico, a unidade instrui a família sobre o acompanhamento mais adequado e realiza os encaminhamentos necessários para assistência do bebê.

O teste detecta a fenilcetonúria, hipotireoidismo congênito, doença falciforme e outras hemoglobinas, fibrose cística, hiperplasia adrenal congênita e deficiência de biotinidase. De acordo com o Ministério da Saúde, para as seis doenças detectadas no programa, há tratamento adequado, gratuito e acompanhamento por toda a vida nos 31 serviços de referência em triagem neonatal do país, presentes em todos os estados brasileiros.

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