Goiânia recebe fórum sobre saúde

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Foto: Internet

A Associação dos Hospitais Privados de Alta Complexidade do Estado de Goiás (Ahpaceg) e a empresa The1 vão promover nesta quinta-feira, 7 de junho, um fórum para o debate do cenário atual e dos caminhos da saúde no Brasil e em Goiás. O evento, que vai reunir representantes do setor hospitalar privado, de operadoras de planos de saúde, gestores públicos e profissionais de saúde, trará a Goiânia o médico Gonzalo Vecina, ex-presidente da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), professor assistente da Faculdade de Saúde Pública da USP, ex-secretário Municipal de Saúde de São Paulo e ex-CEO do Hospital Sírio-Libanês, e a CEO do Instituto Coalizão Saúde, Denise Eloi.

Haikal Helou, presidente da Ahpaceg, observa que o debate é muito importante para a busca de soluções que assegurem a sustentabilidade e a continuidade do atendimento nos hospitais goianos, que enfrentam um cenário nada favorável, com a defasagem de valores pagos pelos convênios e pelo Sistema Único de Saúde (SUS), atrasos e cortes nos pagamentos de serviços já prestados e uma inflação que ameaça o equilíbrio financeiro das instituições.

O professor Christiano Quinan, da The1, explica que o mercado de saúde em Goiás vive uma situação extremamente preocupante. Esse mercado, conta Quinan, está concentrado, sendo que 63% dos usuários são beneficiários de três operadoras: Ipasgo, que tem cerca de 600 mil beneficiários, fechou 2017 com um déficit de R$ 72 milhões, está impondo cotas para o atendimento aos usuários e se prepara inaugurar um hospital de alta complexidade com 210 Leitos (maior privado do Estado) no final de 2018; Unimed com 313 mil clientes e o Grupo América, que hoje tem 164 mil usuários, todos atendidos em hospitais próprios da operadora.

A receita média por leito de hospitais privados no Brasil em 2017, de acordo com o Observatório da Anahp (Associação Nacional dos Hospitais Privados) foi de R$ 1.375 milhões/ano. A dos hospitais goianos foi quatro vezes menor: R$ 326 mil, valor inferior ao faturamento por leito/ano de hospitais privados de Curitiba (PR) em 2008, que foi de R$ 391 mil, e inferior também ao faturamento por leito/ano na Santa Casa de Franca (SP), que atende 95% de SUS e encerrou o ano de 2017 com a média de R$ 489 mil.

Segundo ele, o cenário está ruim para os operadores do sistema, os prestadores de serviços hospitalares, os clientes corporativos, que não têm muito opção de contratação de plano de saúde e estão com reajustes elevados, e para os usuários, que também enfrentam dificuldades para conseguir atendimento. Para Quinan, é necessária a união de todos esses segmentos, o debate e a busca de soluções e é essa a proposta do fórum, que acontecerá das 8h30 às 12 horas, na sede da Coopanest

Data: 07/06 (amanhã)
Horário: 8h30
Local: Coopanest – Avenida José Leandro da Cruz, 1075, Parque Amazônia.
Sugestão para entrevistas: 
Haikal Helou – presidente Ahpaceg
Christiano Quinan – CEO The1
Gonzalo Vecina – palestrante
Denise Eloi – palestrante

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