Rússia 2018 | Equilíbrio na última chave

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Fagner Pinho

Um grupo muito equilibrado, sem previsão de quem conseguirá as duas vagas para as oitavas de final. Essa é a expectativa em relação ao Grupo H, o derradeiro a ser conhecido na disputa da Copa do Mundo da Fifa, que começa no próximo dia 12, com os donos da casa estreando em Moscou.

Composto por Polônia, a cabeça de chave, Colômbia, Senegal e Japão, o grupo é uma incógnita. Olhando por cima, Polônia e Colômbia apontam como favoritos, por possuírem grupos de atletas mais qualificados e experientes que os adversários, acostumados a atuar em competições importantes tanto na Europa quanto na América do Sul.

Mesmo dentro deste panorama, Japão e, principalmente Senegal, não podem ser descartados, uma vez que são seleções com importantes peças individuais. Em torneios anteriores, ambos já se classificaram às oitavas de final – Senegal chegou às quartas de final em 2002 – e, claro, podem surpreender neste ano.

Seleções do Grupo H

Polônia

Um dos países que mais demonstraram potencial de crescimento no futebol nos últimos anos é a Polônia. Celeiro de craques, a nação chega para a disputa de mais uma Copa do Mundo tarimbada e podendo ser uma das grandes surpresas do mundial. A luta é pela classificação sem tropeços, mas a possibilidade é de chegar até as quartas de final.

O ponto forte do time é, sem dúvida, o ataque. Basicamente em apenas um jogador: Robert Lewandowsky, reconhecidamente um dos maiores atacantes do futebol mundial. Ele apresenta, em seus números, uma média extraordinária de gols. Foram 103 em 187 jogos pelo Borussia Dortmund, e são 149 em 195 jogos pelo Bayern.

Além de Lewandowsky, outro grande nome no ataque, é o atacante Milik, que vem tendo grandes atuações pelo Nápoli. Na defesa o grande nome é do goleiro Fabianski, que atua no futebol inglês, e o zagueiro Glick, que atua no Mônaco. Com o time equilibrado, os poloneses esperam fazer bonito na vizinha Rússia.

Senegal

Diz-se a cada Copa que se aproxima cada vez mais a possibilidade de uma seleção africana chegar até a final de um mundial. Já foi assim com Camarões, na década de 1990, com Nigéria, nas décadas de 1990 e 2000, com Gana, em 2010, e também foi – e mais uma vez é – com Senegal neste ano.

O desafio dos senegaleses, neste ano, é repetir 2002, quando com uma equipe recheada de craques, surpreendeu o mundo eliminando, na primeira fase, as fortes seleções do Uruguai, do então jovem Diego Forlán e do experiente Álvaro Recoba, e a então campeã mundial França, de Henry e de Zidane.

Neste ano o time aposta todas as suas fichas do excelente atacante Manè, que forma um dos mais fortes ataques do mundo no Liverpool, ao lado de Firmino e de Salah. Caberá a ele conduzir sua equipe na primeira fase e conseguir eliminar tanto Colômbia quanto Polônia para chegar às oitavas de final.

Colômbia

A seleção colombiana foi uma das que mais evoluiu no futebol sul-americano nos últimos anos. Sob o comando do experiente técnico argentino José Pekerman, os colombianos cresceram em técnica e habilidade, mas, principalmente, no quesito tático, que evoluiu muito comprovando uma mudança de valores no futebol do país.

A Colômbia deixou de ser uma seleção festiva e excêntrica, representada por jogadores como o goleiro René Higuita e pelo habilidoso meia Carlos Valderrama, para se tornar um time amadurecido, focado na disciplina tática mesclada com a ainda surpreendente habilidade dos jogadores do país.

Esta será a segunda oportunidade para que esta ótima geração de jogadores colombianos possam fazer história e colocar a seleção entre as quatro melhores do mundo. Esse papel caberá a Falcão, Cuadrado, Téo Gutierrez, Ospina e James Rodrigues. O problema, como sempre, será a defesa, que não inspira confiança.

Japão

Depois do crescimento proporcionado pela chegada do meia Zico ao futebol japonês, ainda no final da década de 1980 e início dos anos 1990, o esporte no país não parou de crescer. E em meio a isso, vários jogadores japoneses começaram a despontar no futebol mundial e até a jogar no futebol europeu.

Foi o caso dos meias Honda e Nakamura, que brilharam no futebol europeu por vários anos. Destes, Honda ainda permanece na equipe, sendo constantemente convocados para defender o selecionado japonês. Honda, que atuou vários anos pela Roma, da Itália, hoje defende a equipe do Pachuca, do México.

Neste ano o Japão chega até a Rússia com dois grandes desafios. O primeiro deles é conseguir se classificar dentro de um grupo no qual é claramente a seleção mais fraca. Conseguindo superar a primeira fase, o desafio passa a ser a busca pelas quartas de final, que seria a primeira dos samurais na história das copas.

Cotação: Os samurais se classificaram até com certa facilidade, mas, apesar de toda organização tática, ainda não conseguiram dar o salto de qualidade para ir longe no Mundial. Oitavas deve ser o limite.

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