Crise enfrentada por avicultores goianos é pauta no Senado

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Foto: Internet

A Comissão de Agricultura do Senado Federal debaterá, na próxima terça-feira (12), às 11 horas, a interrupção do abatimento de aves em municípios goianos pela BRF. Em Mineiros, no sudoeste goiano, 90% das granjas estão paralisadas. A audiência pública foi requerida pela senadora Lúcia Vânia (PSB-GO) e irá contar com a presença do ministro da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Blairo Baggi, do superintendente do Banco do Brasil em Goiás, Marco Antônio Sanches, do presidente da Federação da Agricultura e Pecuária de Goiás (Faeg), José Mário Schreiner, e de executivos da BRF.

A atuação, os problemas e as perspectivas da BRF em Goiás serão debatidos na Comissão. Além de Mineiros, a empresa também reduziu o abatimento de aves em Rio Verde e interrompeu o fornecimento de insumos e aves para os avicultores. Com essa recessão nas atividades, a BRF já concedeu férias coletivas para funcionários dos frigoríficos dos municípios do sudoeste goiano.

Os avicultores estão receosos com a paralisação total da produção. Em visita ao município de Mineiros, a senadora goiana constatou o problema e ouviu a preocupação dos produtores do sudoeste goiano. Segundo o presidente da Associação dos Avicultores Integrados de Mineiros, Aloir da Silva, mais de 500 avicultores estão aguardando uma definição da BRF. “O setor possui uma extensa cadeia produtiva responsável pela geração de emprego e renda. Os avicultores não podem ficar reféns dessa situação”, afirmou a senadora goiana.

Em Mineiros, o abatimento de perus foi reduzido de 32 mil por dia para 9 mil. “Hoje vivemos um período de incerteza e falta de previsibilidade”, explica. Os fornecedores realizaram investimentos nas granjas por meio do Fundo Constitucional do Centro-Oeste (FCO) e estão preocupados com o pagamento do financiamento. Desde o início da crise já foram demitidos funcionários de granjas e da indústria de Mineiros, município que tem mais de 2 mil empregos diretos ligados ao setor de aves. As demissões e paralisação das atividades em toda a cadeia produtiva acaba gerando um impacto social, uma vez que a economia da região gira em torno da produção de aves.

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