Na TBC, Daniel Vilela critica pirotecnia do governo

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2011
Foto: Divulgação

O deputado federal e pré-candidato ao governo pelo MDB, Daniel Vilela, disse na noite desta terça-feira (12), durante o programa Roda de Entrevista, da Televisão Brasil Central (TBC), que o governo de Goiás precisa parar de pirotecnia e agir na defesa dos interesses da população. O parlamentar fez críticas à gestão do atual governador, José Eliton (PSDB), quando passou pela Secretaria de Segurança Pública: “Ele foi secretário e saiu pelas portas do fundos. Na sua gestão saiu fazendo pirotecnia, abraçando policial na chuva para fazer foto, como se aquilo fosse resolver. Agora estamos entre os maiores índices de homicídios do país.” O programa contou com a participação do apresentador Enzo de Lisita e o dos jornalistas convidados Vassil Oliveira, da rádio Sagres 730, e Marcos Nunes, do jornal O Popular.

O pré-candidato afirmou que, depois de 20 anos de um mesmo grupo no poder, o governo envelheceu e a população sente a necessidade de uma renovação legítima. Questionado pelos jornalistas sobre seu trabalho, Daniel listou as conquistas para Goiás em menos de 4 anos na Câmara dos Deputados. “Como deputado federal, consegui liderar o processo de criação de duas universidades federais em Goiás (em Catalão e Jataí) e consegui a retomada de obras importantes como rodovias, anel viário, BRT de Goiânia, destinamos recursos para uma centena de municípios e cheguei à presidência da principal comissão da Câmara, a CCJ.”

Em comparação com os demais pré-candidatos, o emedebista listou os fracassos de José Eliton à frente de três secretarias de Estado (Celg, Desenvolvimento Econômico e Segurança Pública) e deixou uma questão no ar: “Pergunto a vocês: durante os 30 anos que exerce cargo público, o que os senador Ronaldo Caiado fez de concreto para Goiás? Esses são temas que serão abordados quando a campanha começar”, afirmou. “Trabalhamos para oferecer uma perspectiva de futuro para Goiás, onde não cabe estagnação e nem retrocessos. Se a pessoa está há muito tempo na vida pública e tem pouco a mostrar, dificilmente tem condições de governar”, completou.

Juventude

O parlamentar ainda falou sobre alguns que têm restrições à juventude como força de mudança e inovação na política: “Vejo que algumas pessoas abordam essa questão da juventude com um certo receio. Entendo que isso é fruto de preconceito ou falta de conhecimento sobre nosso trabalho. Mas os goianos já deixaram claro em outras eleições que não têm medo de ousar e sempre apostaram nos momentos de mudança na força das novas ideias.”

Daniel Vilela abordou a questão das alianças políticas. Disse que este ano não foge à regra e que as definições normalmente acontecem às vésperas das convenções, que nesta eleição ocorrem entre o fim de julho e 5 de agosto. O pré-candidato afirmou que tem conversado com partidos dispostos a se aliarem em torno de um projeto, e não de cargos, e criticou a prática adotada pelo governador José Eliton. “Não faremos o que o governador fez: instalou um balcão de negócios no Palácio das Esmeraldas, anunciou em palanque de partido que daria espaço no governo em troca de apoio eleitoral e depois saiu dando chilique, dizendo que não aguenta mais esse balcão de negócios. Mas é ele quem faz isso.”

O deputado falou ainda que já tem diversos especialistas se reunindo e trabalhando na formatação do projeto de governo e citou como inovações que instituiu durante seu mandato uma parceria com a Universidade Federal de Goiás (UFG), com a destinação de emenda para desenvolvimento de projetos de inovação voltados ao setor público.

Na área da segurança, o pré-candidato falou que é necessário iniciar uma equalização do efetivo policial, que nos últimos anos tem ficado defasado em relação à população, valorização dos servidores da área e também mais investimentos em tecnologia e informação. “Há medidas simples e que mesmo assim não são tomadas. Por exemplo, não faz sentido ter centenas de policiais vigiando prédios públicos. Isso tem que ser otimizado por meio de videomonitoramento e liberar o efetivo para atuar em defesa da população, nas ruas”, disse.

 

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