Governo de Goiás e Fieg aproximam empresários de Goiás e Europa

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Foto: Leopoldo Fernandes/SED

Seminário abre as portas do mercado europeu para empresas goianas por meio de encontro de setor produtivo do Estado e representantes comerciais de 10 embaixadas de países europeus

Goiás deu mais um passo para ampliar as relações comerciais com a União Europeia e abrir espaço para as pequenas e médias empresas venderem seus produtos. Na manhã desta terça-feira (26/06), foi realizado na Federação das Indústrias do Estado (Fieg), o seminário sobre Perspectivas Econômicas e Oportunidades de Negócios entre Goiás e a União Europeia. O evento reuniu empresários goianos e representantes comerciais de 10 embaixadas de países europeus que se mostram interessadas nas potencialidades do Estado. Participaram do seminário conselheiros econômicos da Dinamarca, Áustria, Alemanha, Itália, Eslovênia, Chipre, Bélgica, Espanha, Portugal e Países Baixos. Representando o governador José Eliton estava o secretário de Governo João Furtado. Também participaram o secretário de Desenvolvimento Econômico (SED), Leandro Ribeiro, e o de Gestão e Planejamento (Segplan), Joaquim Mesquita.

O secretário de Governo João Furtado ressaltou a importância do evento e comentou que Goiás tem conseguido dar continuidade a um padrão de relacionamento internacional que começou ainda na gestão do então governador Marconi Perillo. O secretário de Desenvolvimento Econômico (SED), Leandro Ribeiro, afirmou que o Governo José Eliton, segue o planejamento traçado por seu antecessor Marconi Perillo, investe na formação profissional de jovens, como os Institutos Tecnológicos de Goiás (Itegos) e apoia os empresários, liderando missões comerciais a outros países, em busca de novos mercados para os produtos goianos.

Foto: Leopoldo Fernandes/SED

Citou que a balança comercial goiana saltou dos US$ 300 milhões de exportações para mais de US$ 7 bilhões e que os produtos goianos chegam a mais de 150 países, graças a diversificação e da qualidade dos produtos. O chefe da Delegação Comercial da União Europeia, Nicola Ardito, informou que o acordo comercial entre o Mercosul e a União Europeia, que está em negociação há quase duas décadas, deverá sair ainda este ano e vai beneficiar, sobremaneira as pequenas e médias empresas brasileiras que queiram exportar seus produtos ou importar máquinas e equipamentos, além de tecnologias, dos países europeus.

Ele disse que no acordo comercial entre os dois blocos há uma cláusula que protege os negócios entre as pequenas e médias empresas. Ele anunciou que os empresários europeus têm interesse em transferir às empresas goianas tecnologia e aplicar recursos no desenvolvimento de pesquisas e projetos. E, por outro lado, querem ampliar o comércio com o Brasil comprando, além de minérios, grãos (soja e milho) e carnes, que são os principais produtos, outras mercadorias como comidas regionais, peças do vestuário, móveis, cosméticos e outros artigos.

“Temos um mercado enorme, que voltou a crescer depois de alguns anos de sufoco por causa da crise econômica mundial, e precisamos de tudo na União Europeia. Portanto a hora é agora para ocupar o espaço neste mercado”, anunciou o adido comercial. Ele lembrou que, há três anos, quando foi convidado a liderar uma delegação de adidos comerciais da Europa para visitar Goiás ficou pensativo se valeria a pena. “Hoje penso que errei. Deveríamos ter vindo antes. O Estado tem grande potencial para fazer negócios com os empresários europeus e queremos ampliar este canal de relacionamentos comerciais”, afirma Nicola Ardito.

Ele lembrou que a União Europeia ainda é o maior parceiro comercial do Brasil, mas que ainda há espaço para crescer mais. Nicola Ardito acredita que muitas empresas goianas deixam de vender seus produtos para outros países por falta de informações e talvez até por timidez. Mas ele ressalta que a abertura comercial é muito salutar para as empresas e países pois isto, além de aumentar a produção e produtividade industrial, abre oportunidades de empregos e geração de renda.

Acesso

O presidente da Federação das Indústrias do Estado de Goiás (Fieg), Pedro Alves de Oliveira, disse que evento como o seminário sobre perspectivas econômicas e oportunidades de negócios permite que empresas goianas tenham acesso a um mercado de 500 milhões de consumidores. Mas antes, lembrou, é preciso que façamos um estudo sobre hábitos de consumo dos europeus para direcionar ofertas de produtos de qualidade ao bloco, que é muito exigente.

O valor corrente das compras e vendas de Goiás com os países europeus chegou a US$ 943 milhões, no ano passado. Foram exportados o equivalente a US$ 581,85 milhões e importadas mercadorias avaliadas em US$ 361,06 milhões, gerando saldo positivo de US$ 220,79 milhões. Os principais produtos exportados por Goiás foram soja e seus derivados, ouro, ferroníquel e ferronióbio, carnes bovina e de aves, couros e milho. As importações foram de insumos para medicamentos, automóveis, cloreto de potássio, fungicidas e outros medicamentos.

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