Artigo | Voto, um fator decisivo!

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Cícero Maia

Como sabemos um processo eleitoral é o mecanismo por meio do qual as motivações democráticas se edifi cam, promovendo a alternância ou não de poder por decisão dos seus eleitores que, ao votarem, apresentam e expõem as suas preferências de governabilidade.

Votar é um ato de responsabilidade que apresenta consequências boas ou más a um povo. É o caminho para, por exemplo, ter acesso à saúde, educação e segurança pública dentro do que preconizam as mais elementares normas de gestão pública. É necessário que o gestor eleito saiba encontrar o modo de fazer com que essas solicitações sejam alcançadas.

Há quem pense que para ser político basta, apenas e tão somente, vontade para o exercício da função. Não é nada assim! O exercício dessa atividade deve ser a busca do bem-estar dos eleitores procurando tornar possível aquilo que é necessário a todos, se servindo das normas, princípios e legislações que visam suprir as necessidades sociais daqueles que o escolheram para o exercício desse trabalho.

Há muitos eleitores que estão descontentes com os seus escolhidos e dizem que, por essa razão, detestam a política e estão defendendo a proposta da não participação no próximo pleito que escolherá pessoas para ocupar assentos nas casas legislativas do país, governos estaduais e na Presidência da República.

Votar certo é fechar a porta de seus universos particulares e sociais para tudo o que não convém, interessa e precisamos. Votar errado é deixar aberto todos os espaços igualitários para que aproveitadores, indignos e inescrupulosos atuem em seu nome para ganhar benefícios que estão longe de seus alcances particulares.

Cícero Maia é professor. Foto: Divulgação

Eleger alguém é depositar, no escolhido, as suas expectativas de soluções e anseios da população em uma pessoa. E esse eleito está se propondo a doar, parte do seu tempo pessoal e profissional, a sua comunidade a fim de que o coletivo atinja um bem-estar, senão ideal, pelo menos melhor do que a sociedade já desfruta. Deixar de comparecer ao processo eleitoral é entregar a chave da porta para os bandidos que estão precisamente à espera desse tipo de decisão. Não comparecer, não votar, não exercer sua escolha vai permitir que eles ocupem os lugares onde circulam decisões, projetos, licitações e orçamentos graúdos.

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