Incentivos fiscais precisam dar retorno à população, afirma Daniel Vilela

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Foto: Divulgação

Pré-candidato a governador do MDB defende mecanismo de indução do desenvolvimento, mas afirma que poder público tem que contar com métricas objetivas para medir o retorno das isenções. “Hoje não se sabe se algumas das empresas estão cumprindo o que foi acordado, se estão gerando os empregos prometidos ou fazendo os investimentos previstos”, afirma.

O deputado federal e pré-candidato ao governo de Goiás, Daniel Vilela (MDB), disse nesta quinta-feira (19), durante entrevista no programa Papo Cabeça, da Rádio Interativa FM, que os incentivos fiscais concedidos a indústrias são uma importante ferramenta de indução do crescimento da economia, mas precisam ter seu retorno verificado e comprovado.

O parlamentar defendeu a iniciativa como forma “moderna e efetiva de promover o desenvolvimento regional”, especialmente em Estados que não compõem os maiores centros consumidores do País, como é o caso de Goiás. Daniel foi, no Congresso Nacional, presidente da Frente Parlamentar pela Consolidação dos Incentivos Fiscais, que defendeu a manutenção dos acordos já celebrados. A ferramenta vinha sendo questionada na Justiça por estados que já são bastante industrializados, como São Paulo. “Criamos a frente para defender os incentivos e a melhor distribuição de empresas pelo País. O fim abrupto deste mecanismo iria gerar uma onda de desemprego muito grande em vários estados, inclusive Goiás”.

Daniel acredita, no entanto, que atualmente falta controle do retorno gerado por algumas das empresas beneficiadas pelos incentivos em Goiás. “O que precisa é ter estudos mais profundos e métricas mais objetivas. Hoje não se sabe se algumas das empresas estão cumprindo o que foi acordado, se estão gerando os empregos prometidos ou fazendo os investimentos previstos, e nós vamos verificar isso, garantindo que os cidadãos sejam realmente beneficiados em suas regiões.”

O pré-candidato lembrou que a política de atração de indústrias começou na década de 1980, no governo de Iris Rezende, do MDB, e marcou a industrialização de Goiás, gerando empregos de melhor qualidade. “É uma política pública de sucesso comprovado e que traz investimento para o Estado porque, sem os incentivos, grande parte das empresas não viriam e não haveria a geração de emprego e renda”, afirma Daniel.

 

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