Entrevista | ‘Eu me sinto extremamente realizado’

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Vassil Oliveira

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Iris Rezende, nome forte de um MDB que já não é mais o mesmo, começou na política como vereador por Goiânia em 1958. Vem daí uma longa história, permeada por derrotas e grandes vitórias. Deputado estadual, prefeito de Goiânia de 1966 até outubro de 1969, quando foi cassado pela ditadura, governador de Goiás eleito em 1982, primeiro a bancar o custo político de um comício pelas diretas, ministro da Agricultura, eleito novamente governador em 1990, ministro da Justiça, eis que… inesperadamente, já que líder disparado nas pesquisas, perde o governo, em 1998, para um jovem, o tucano Marconi Perillo. Seis anos depois, em 2004, o recomeço, de volta à prefeitura da capital. Reeleito, deixa o mandato em 2010 para disputar o governo, e aí… nova derrota. Em 2017, o reencontro com a vitória. E onde? Na prefeitura de Goiânia. Em 2018, na ponta do lápis, e no acúmulo de palanques, ruas e íntimo ‘intindimento’ com o povo, ele completa 60 anos de vida pública. É disso que ele, aos 84 aos, no meio de um mandato, com uma reeleição no horizonte, fala nesta entrevista. Principalmente, de sentimento.

“O povo é sábio. Eu confio muito no povo”

Tribuna do Planalto – O sr. completa 60 anos de vida pública. Depois de todo esse tempo, considera-se um homem feliz?

Iris Rezende – Eu me sinto extremamente realizado, principalmente quando vejo aquilo que no decorrer de todos esses anos, seja como prefeito, seja como governador, seja como ministro, deixei de positivo para a população. Por exemplo, quando assumi a prefeitura em janeiro de 1966, a cidade de Goiânia dava privilégio aos moradores aqui do Centro, do Palácio à Praça da Estação Ferroviária, da Rua 74 até o (córrego) Botafogo. Os demais setores, Campinas, por exemplo – que, quando Goiânia veio para cá, já tinha mais de 100 anos de cidade -, contava com duas ruas asfaltadas, a 24 de Outubro e a Amazonas, hoje Avenida Anhanguera. Só. Era uma poeira e um barro o tempo todo. E ali eu vivi vinte e tantos anos (como morador), parece que até para conhecer o sofrimento da família que mora em uma rua de terra. Lembro que a água de todas as cisternas de Campinas era contaminada, e eu, como vereador, e o vereador Felisberto Braga, fomos tirar amostra de 100 cisternas lá. Não existia água tratada, e toda casa tinha cisterna – contaminadas. Eram aqueles buracos feitos no fundo do quintal, em uma área toda pequena. Assim era a Vila Nova, a Nova Vila, eram os bairros novos. Só o Centrinho de Goiânia tinha água tratada do João Leite, o que dava 30%, 40% da cidade. Então, eu vivi aqui, jovem, estudante, e aquilo que competia à prefeitura eu realizei quando assumi. Asfaltei isso tudo: setor Oeste, setor Sul, que só tinha a Rua 82 asfaltada e habitada, Nova Vila, Vila Nova até o setor Pedro Ludovico. Levei asfalto do Palácio até lá. Quer dizer, asfaltei Campinas inteira, Vila Coimbra, fiz um trabalho que ninguém esperava. Construí o Mutirama, construí a Praça Universitária, onde na época moravam 284 famílias, e que era uma favela. Não deixei uma família jogada debaixo da ponte. Fiz com que cada uma recebesse seu imóvel, seu lote, uma ajuda para construir. Quer dizer, fui criando condições de vida. Então, hoje, quando começo a pensar que Goiânia é a única cidade do Brasil com mais de um milhão de habitantes, que não convive com favela, eu digo: ‘Olha, foi uma inspiração divina’. Eu não aprendi isso na faculdade.

Dá prazer em morar em Goiânia? O sr. sente assim e acredita que a população também?

Sem dúvida, e digo isso de boca cheia. Primeiro item: não contar com favela já é 50% dos problemas (a menos que outras têm). A favela degrada a família, a criatura humana. É isso que entendi cedo. Em 1982, eleito governador, o meu primeiro projeto foi construir o sistema de captação de água e tratamento de água do Meia Ponte, que está atendendo Goiânia até hoje. De lá para cá ninguém mais se preocupou com outro projeto de captação. Já faltou água no final do ano (passado). Mas ninguém pensou em projeto. Eu pensei e construí, em um governo. E veja Estação Rodoviária de Goiânia. Naquela época, era um vexame para quem chegava e para quem saía. Eu construí (a atual rodoviária), e ela está até hoje impressionando. Tem também o Centro de Convenções. Eu era governador, e construí. Você chega no Palácio da Justiça, sede do Tribunal, naquele Fórum, foi construído por mim quando governador. Porque eu advoguei antes de ser governador e vi a dificuldade dos juízes em uma área pequena ali na Praça Cívica. E o mesmo zelo que tive com Goiânia, tive com o interior de Goiás.

Como?

Vou lhe dar um exemplo: naquela época, o meu relacionamento me ensinava muita coisa, o meu relacionamento humano. No interior, quando um filho terminava o segundo grau e o pai podia, vinha para Goiânia para continuar os estudos, ou ia para Anápolis. Bom, mas se o filho era pobre, ficava lá e ia ser jogador de bilhar, na venda da esquina. Era isso. Senti aquilo, lutei no primeiro ano (como governador), fui duas vezes a Brasília para estender a Universidade Federal para quatro localidades regionais de Goiás, entre elas Cidade de Goiás, Jataí, Catalão. O governo de Goiás tinha dois cursos superiores, Educação Física em Goiânia e Economia em Anápolis. Criei a Universidade Estadual e dei a ela o nome de Anápolis para prestigiar a cidade, inspirado lá em Campinas, São Paulo. Goiânia já tinha duas universidades. Então criei a Universidade Estadual de Anápolis. De dois cursos superiores, criamos mais de 40. Criei curso superior por esse Estado afora para dar oportunidade para o jovem pobre. Se eu fosse mencionar para você tudo aquilo que fizemos… Colocar um ginásio de esporte em cada cidade. Você anda por esse interior aí e a gente tem um ginásio de esporte para fazer festa, casamentos e para a mocidade praticar esporte. Fomos construindo. Não fiz casas só em Goiânia, não, as mil casas em um só dia. Fizemos casas populares em praticamente todas as cidades de Goiás. Você chega em Rio Verde, tem a Vila Mutirão; em Jataí, tem a Vila Mutirão; em Acreúna, em Catalão, é aquela coisa. Construímos em Catalão, em um dia, 300 e tantas casas; em Jataí, 200 e tantas. Quer dizer, construímos mais de três mil casas em 30 cidades em um dia, no interior de Goiás. Dou graças a Deus pela oportunidade que tive de proporcionar um futuro melhor para milhares de famílias na área da moradia, da educação, da saúde e, partindo daí, para todos os lados.

Que Goiânia o sr. está construindo para o futuro, como prefeito agora?

Goiânia é a cidade que experimenta o maior índice de crescimento de Goiás e talvez do Brasil. Não para de crescer. Já estamos hoje com mais de 1,5 milhão de habitantes. Goiânia e as cidades vizinhas, da região metropolitana. São as famílias vindo em busca de educação, saúde, moradia, porque nem todas as comunidades se preocupam com essas questões, não é? Goiânia se transformou em um dos maiores centros de ensino do país. Tudo isso atrai. E tem uma coisa interessante que acontece em Goiás: os médicos disputam conhecimento científico, disputam uns com os outros, de forma que a quantidade de gente que vem de toda parte do Brasil para tratamentos especiais da saúde aqui é imensurável. É uma cidade que, pela sua localização geográfica, poderia ser ofuscada por Brasília, mas não. Goiânia não parou de crescer e continua crescendo. Escora muito no comércio intenso que tem. São pessoas do Brasil inteiro vindo fazer compras aqui. Então, qual a minha preocupação? Na área do conforto, deixamos todos os bairros asfaltados quando terminei meu mandato de 2008. Mas temos aí mais de 30 bairros (novos) sem asfalto. Já vamos começar agora, apesar de toda essa dificuldade financeira, a asfaltar sete, oito deles, imediatamente. Porque é aquilo: a poeira e o barro trazem uma situação dolorosa aos habitantes. Lembro de novo Campinas, quando eu era jovem. Chegava a época da chuva, cada pessoa tinha que comprar uma galocha, que é um calçado de borracha. Porque era lama no bairro inteiro. E na época da poeira, era um Deus nos acuda, né? Emporcalhava as casas tudo.

No governo, qual realização merece destaque?

O grande feito da minha vida de administrador foi a criação do Fomentar… e a pavimentação de quase oito mil quilômetros de rodovias em dois governos. No primeiro (governo), Tocantins (Estado criado em 1988) era Goiás. Abri estradas, pavimentei rodovias, construí a quarta etapa da Cachoeira Dourada, a usina lá em São Domingos, no nordeste (goiano). Energia, estrada para aumentar a produção e o Fomentar, que foi o grande feito. Ninguém imaginava um projeto dessa natureza. Agora, você pergunta: quem ensinou isso a você? O programa Fomentar, por exemplo, eu, quando candidato, em 1982, fui convidado para um debate na Associação Comercial de Anápolis. Me perguntaram: “O que você vai fazer? Qual é o seu projeto? O governador Irapuan (Costa Júnior) construiu o DAIA, avenidas largas, energia elétrica suficiente, água potável própria, e com a inauguração vieram 12 indústrias, mas nove estão fechadas, só tem três funcionando. O que o senhor vai trazer para nós?” Eu falei: “Vocês não se preocupem, vou resolver essa questão.” E dali para a frente passei a pensar: o que vou fazer? Daí surgiu o Fomentar. E criamos, além do Fomentar, distrito industrial em Senador Canedo, Aparecida de Goiânia.

‘Governar não é simplesmente agradar’

Como explicar, então, o MDB há várias eleições ter dificuldade de vencer em Anápolis?

Não é o MDB. Todo partido tem dificuldade. Primeiro é que as autoridades não têm correspondido às aspirações da população. Anápolis foi o esteio número um da industrialização da Goiás. Mas nunca tive dificuldade lá não. À época (primeira campanha para governador), recebi lá uma boa votação, e na outra eleição também. Não tenho queixa de Anápolis, não. Não tenho. O DAIA hoje é um dos melhores Distritos Agroindustriais do Brasil, se agigantou. Construí sistema de água. Criei a Universidade Estadual de Anápolis, aí veio meu sucessor (Marconi Perillo) e mudou o nome: ao invés de Universidade Estadual de Anápolis, passou uma lei mudando para Universidade Estadual de Goiás. Então o Marconi se tornou o criador da UEG… Quer dizer, essas atitudes é que vão levando ao descrédito, sabe, da classe política. Mas eu não tenho queixa de Anápolis, nunca tive. Centro de Convenções: lá atrás, construí um, que ficou pequeno; construí um Fórum, que depois também ficou pequeno. Agora estou vendo: o governador está há 20, 15 anos para construir um novo Centro de Convenções e não termina. Mas o outro, a minha amostra, ficou lá. Naquela época (quando era governador), para você ter uma ideia, o (ex-governador) Otávio Lage abriu uma estrada para Goianésia e Anápolis ficou se queixando de que essa estrada tinha tirado o movimento da cidade, do comércio. Aí peguei o asfalto de Anápolis, levei até Nerópolis, de Nerópolis até Nova Veneza e de Nova Veneza a Inhumas. E até Petrolina. Levei a Leopoldo de Bulhões, e até Catalão. Liguei Anápolis por todo lado. É claro que essa geração de hoje não se lembra disso mais, do que naquela época eu fiz para que a cidade se comunicasse com tudo e tivesse de tudo.

O sr. vai participar da eleição deste ano? Vai pedir votos para Daniel Vilela?

Vou. Nunca fui homem de ficar omisso. Nem na época da ditadura me aquietei. Eu trabalhava para meu partido na oposição, o que era imprevisível. Ainda mais eu, que me elegi prefeito de Goiânia (primeiro mandato) em um partido contra a Ditadura. Fui prefeito de oposição, tanto é que fui cassado no final porque senão estaria eleito governador. Mas depois cumpri a suspensão dos meus direitos políticos por dez anos – porque eles cassavam o mandato e suspendiam os direitos. Por dez anos você não podia dar entrevista, não podia participar de nada. Fui advogar, o que para mim foi uma bênção. Foi quando construí o meu patrimônio. O povo me deu apoio que você nem acredita, quando abri o escritório. É claro que eu era bacharel, não tinha experiência. Mas levei comigo dois mestres, dois desembargadores que foram meus professores na Faculdade de Direito, e um colega de Assembleia, que era advogado experimentado. Chamei os três e criamos o escritório. Eu sabia que, quando abrisse o escritório, teria o apoio da comunidade, porque Goiânia ficou muito revoltada com a minha cassação. E não deu outra. Quando anunciei, dentro de pouco tempo, o nosso escritório era o que tinha o maior número de ações ajuizadas.

O sr. acha que o MDB, hoje atrás nas pesquisas, tem condições de ganhar as eleições?

Tudo vai depender das propostas que apresentarem no programa eleitoral. A legislação reduziu muito o prazo de campanha. Daqui a menos de 100 dias já estaremos na campanha.

Dá tempo de Daniel reverter o cenário hoje desfavorável?

Tem que ter competência na televisão e rádio para alcançar o eleitorado, mostrar as propostas dele, que ele é diferente.

O MDB não está dividido?

Isso é natural, nem me chama a atenção. Tenho minha atitude, lutei para unir os dois (Daniel Vilela e Ronaldo Caiado), fiquei meses preparando a unidade. E três dias antes da reunião que promovi com os dois, com Daniel e Ronaldo, em uma entrevista, um repórter me perguntou: “E se o sr. não conseguir o apoio, quem você vai apoiar?” Eu falei: “Eu apoio o candidato do meu partido.” Isso, três dias antes. O jornal publicou. E foi o que fiz. Acho que usufruo desse respeito perante a população de Goiás porque nunca tergiversei. Sempre tomei minhas posições, sempre tomei atitude. Eu sou claro.

Daniel faz um bom discurso de oposição?

Entendo que Daniel é um bom candidato para o momento. Não quero desfazer dos outros, é claro, mas Daniel é um bom candidato. É jovem, sensível, quer dizer, viveu aqui a administração desde menino.

“A prefeitura está pagando erro, abuso, extravagância de outros titulares (na previdência). Eu não errei. Espero que os vereadores entendam”

Está preparado para administrar o Estado?

Pelos pronunciamentos que tem, sim. E veja, é um jovem deputado federal que está lá (na Câmara) agora como presidente da principal comissão, que é a Comissão de Constituição e Justiça. Eles não colocariam lá um menino qualquer. É porque, durante esse mandato (de deputado federal), ele demonstrou que tem competência. Qual foi o erro grave cometido por ele como vereador (por Goiânia), como deputado estadual, como deputado federal? Você não encontra. Quer dizer, é um moço de princípios.

O sr. fará campanha no interior do Estado?

Não, isso não posso, porque tenho que cuidar, não posso descuidar da minha administração. Agora, aqui eu vou (fazer campanha).

O sr. ajudará a unir o partido, na campanha?

Não, já passou de hora. Para esta eleição, entendo que seria perder tempo. Mas estou certo de que o partido terá comportamento, pelo menos em sua maioria, levando em conta os interesses de Goiás.

O sr. acredita que esta será uma eleição plebiscitária, em relação aos 20 anos de governo do ‘tempo novo’ de Marconi Perillo?

Tudo pode influir. Isso pode influir em uma parte; a apresentação de propostas pode influir em outra parte. Quer dizer: a população de Goiás hoje está bem politizada, e com os meios de comunicação que temos, é muito difícil enganar um eleitorado.

A baixa avaliação do governo do presidente Michel Temer, que é do MDB, pode atrapalhar o partido na eleição em Goiás?

Não, porque essa avaliação vivida pelo presidente Michel Temer se deve a quê? (Se deve) ao governo que ele encontrou. Não foi ele o responsável pelos atos dos seus antecessores. Ele não contribuiu para que se prendesse presidente, para que se processasse presidente, não. É um momento de dificuldade. O governo está podendo muito pouco.

Que MDB sobrou após todos os escândalos, denúncias e crise que o partido viveu nos últimos anos?

(Sobrou) o sentimento que impera no subconsciente de milhares e milhares de brasileiros por aí afora, porque, querendo ou não, o MDB, ao longo da sua história, deu o seu recado. Não estaríamos aí usufruindo de um regime democrático se não fosse o MDB, que enfrentou a ditadura, foi para a praça, foi para a rua, correndo risco de processo, de prisão, e trouxe a democracia de volta.

Os escândalos não desanimam o sr.?

Ah, muito. Mas sempre entendo que o povo vai julgando cada um pelo seu comportamento, pela sua formação. Os mais antigos, como eu, (são julgados) pelo passado; os mais novos, pela proposta. Porque o povo tem um sexto sentido. Ao ver e ouvir um candidato, percebe se ele realmente está falando com o coração, se não é apenas teatro. O povo é sábio. Eu confio muito no povo.

Como está a relação entre Prefeitura e Câmara?

Na verdade, a Prefeitura chegou a uma situação de caos. Eu me tornei candidato por essa situação, porque eu não era candidato. Pensei: pelo que eu devo a essa cidade, não posso ficar de braços cruzados. Estou aqui para consertar. Tudo que se pode fazer para consertar, eu tenho feito. E isso é o que muitos não têm entendido. Tanto é que deixei passar um ano sem escolher líder da Câmara – para que os vereadores entendessem que vim para mudar. Cortei tanta coisa, e muitos não entendiam. Mas devagarzinho vão entendendo. Hoje acredito que já tenho maioria na Câmara.

Na Câmara, a avaliação até de aliados é que o sr. não conseguirá aprovar reformas importantes, como a da Previdência.

Tenho a impressão de que os vereadores vão entender. Não é possível que o interesse de 10 mil, que são os aposentados que levantaram dúvidas, prevaleça sobre os interesses de 1,5 milhão que estão a esperar a ação da Prefeitura na área da saúde, da educação, em todas as áreas. Porque esse projeto que está na Câmara vai dar à Prefeitura uma economia de R$ 27 milhões por mês. É com o que nós vamos equilibrar as finanças. Agora, estamos trazendo prejuízo (com o projeto apresentado)? Não, porque a Prefeitura está pagando um débito que não é meu, um débito de dezenas de anos de prefeitos que nunca pagaram o IPSM, a sua cota, ou que descontavam dos funcionários e não pagavam. Estou é consertando isso. É erro, abuso, extravagância de outros titulares da Prefeitura, não é erro meu, eu não errei. Depois que entrei aqui, temos cumprido a lei regularmente. Espero que os vereadores entendam. Governar não é simplesmente agradar. Governar é ter consciência do que é necessário para proporcionar à população inteira aquilo que ela espera dos poderes constituídos.

A fase de arrumar a casa já terminou?

Quase terminando. A cidade está limpa, está começando a ficar bonita. O povo está colaborando conosco, você já vê aí que as pessoas varrem sua casa, varrem o passeio, e muitas já estão varrendo metade da rua.

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