Análise | À espera

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Foto: Internet

Vassil Oliveira

O governo iniciou a semana acelerado, correndo para fechar a chapa em torno de José Eliton. Uma forma de estancar a sangria: impedir debandada de aliados para a campanha de Ronaldo Caiado (DEM). No meio da semana, o processo de conversações murchou. Depois de diálogos tensos entre Marconi Perillo, José Eliton (ambos PSDB), Jovair Arantes (PTB), Magda Mofato (PR), Armando Vergílio (SD), Lúcia Vânia (PSB), Thiago Peixoto (PSD) – tido como vice até então –, cobranças a Alexandre Baldy (PP) para dizer logo se fi ca na base ou vai com Daniel Vilela (MDB), depois disso tudo, restou uma avaliação e outra estratégia. A avaliação: a unidade da base está garantida. Jovair, Magda e Armando deram garantia disso, e mesmo o reticente Vilmar Rocha, presidente do PSD, já se dispunha a dialogar. A nova estratégia: pisar no freio até as convenções.

Nesse meio tempo, Caiado fez barulho para apresentar oficialmente Kajuru. Mas o fato não era novo. Deu foto, mas não se alastrou. Logo o democrata virou alvo pelo que apresentou como novidade: a chapa antecipada. E agora?, a pergunta que surgiu no horizonte. E Daniel, que poucos fatos já apresentava, nada mostrou de novo. Sua estratégia segue a mesma: esperar o PP; enquanto isso, como o governo, o negócio é ganhar tempo. Os outros candidatos trabalham, com menos barulho. Weslei Garcia (Psol), Kátia Maria (PT) e Edson Braz (Rede) fazem o que podem, e como podem muito pouco, sem estrutura, muito pouco aparecem. A este time de legendas menores, se junta agora mais um nome: o jornalista Paulo Beringhs, do Patriotas. E o PCB promete também o seu: o sindicalista Marcelo Lira.

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