A arte de Juquinha

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Juquinha lança 'A Vida É Uma Esquina'. Livro escrito pela jornalista Karine Serrano narra a trajetória do humorista, que é ator e apresentador. Foto: Flávio Isaac

Um dos mais conhecidos artistas goianos, juquinha estreia em breve o filme deixe a porta aberta ao sair, ao lado da atriz lucélia santos e se prepara para seu maior desafio: a política. Ele é pré-candidato a deputado estadual

Talvez você não conheça o artista e apresentador Divino Magalhães de Almeida, mas certamente já ouviu falar do Juquinha. Um dos principais atores goianos, Juquinha tem construído uma carreira de sucesso ao longo dos anos. “São mais de 40 anos trabalhando com a arte. Nesse tempo, fi z mais de 900 comerciais, dois programas de televisão, 23 peças teatrais as quais percorreram mais de 220 municípios em Goiás e três filmes, além do memorável Show do Juquinha, que estreou desde 1988 e que, somente no Teatro Goiânia, ficou em cartaz durante um ano”, conta o artista, cuja uma das principais características é o humor e a versatilidade.

Foto: Divulgação

O talento de Juquinha não se restringe à esfera goiana. Seu trabalho já pode ser conferido em outros estados brasileiros, como no Festival Internacional de Teatro de Curitiba. O ator também já gravou comerciais para outros estados e foi entrevistado em programas de televisão de veiculação nacional. Essas histórias e outras tantas que compõem os bastidores da vida do artista viraram livro recentemente: A vida é uma esquina, assinado por Karine Serrano. Roteirizado por Isabella Eva, a trajetória de Juquinha também deverá virar filme em 2019.

Deixe a porta aberta ao sair

Gravação do filme: Deixe a porta aberta ao sair
Foto: Divulgação

Por enquanto é o filme Deixe a porta aberta ao sair, que estrela ao lado da atriz Lucélia Santos, que começa a chamar a atenção dos críticos. O curtametragem dirigido pelos paulistas Pedro de Barros e Kiko Rieser e produzido pela produtora goiana F64 Filmes ainda não foi lançado para o grande público, mas já está inscrito em sete importantes festivais no Brasil e no exterior. “É um filme muito bacana. Interpreto o personagem do pai na história de uma família que vai desenvolvendo uma relação complicada”, antecipa Juquinha. O filme conta a história de um garoto que, após uma briga com seu pai, sai de casa para morar sozinho. A mãe, uma dona de casa um tanto frágil e submissa, perde, assim, um de seus principais alicerces. Ao começarem a entender a estrutura familiar que sempre reproduziram, ela e o pai passam a buscar seus próprios caminhos.

Deixe a porta aberta ao sair
Foto: Divulgação

Juquinha destaca a honra de contracenar ao lado da atriz
Lucélia Santos, “uma história viva da televisão brasileira e mundial, um super sucesso, inclusive, em países como o Japão e a China”. Muito conhecido pela veia humorística, o ator gosta de lembrar a sua origem no teatro e que tem em seu portfólio atuações em outros gêneros. “Algumas pessoas não têm essa ideia

Filme Urubus, estreado por Juquinha
Foto: Divulgação

de que eu sou um ator. Elas ligam muito a minha imagem ao do comediante, mas sou ator de teatro. Inclusive, o filme com a Lucélia não é meu primeiro drama”, diz. “No passado, fiz o Urubus, do Miguel Jorge. Meu personagem era o rei do lixo, um papel muito forte”, complementa.

Humor em destaque

Show do Juquinha 1988
Foto: Divulgação

Essa ideia do público em relação ao lado comediante do ator tem suas razões de ser. A popularidade de Juquinha ganhou grandes proporções justamente com o humor, principalmente por causa do Show do Juquinha, realizado para crianças e jovens, e que fez par te da história de vida de toda uma geração goiana, de quase todos os 246 municípios goianos a partir de seu início, em 1988. Atualmente, Juquinha ainda apresenta seus shows de humor, só que com formatos mais adultos, como o Só rindo com Juquinha.

Outro momento marcante da carreira do artista foi o projeto Cadeira de Barbeiro. A série de sketches foi criada para uma campanha política na década de 1990 e acabou virando uma tese de doutorado na USP, devido ao poder de inserção e inegável influência que teve para os resultados da campanha.

Um Juquinha que ninguém conhece

Ainda Magalhães de Almeida, Juquinha começou a sua história com outro talento, o qual poucos sabem, o desenho. No início da década de 1980, ele ganhou um prêmio da Funarte, importante difusor das Artes Plásticas no Brasil. “Esse prêmio foi muito importante na minha vida. Participei de vários salões, fui convidado para fazer uma exposição na França – que não aceitei por achar que ainda não estava preparado, mas fiz outras exposições por aqui. Durante um bom tempo ganhei a vida pintando quadros! Vendia na Feira Hippie e também de porta em porta, nas empresas, bancos…”, relembra.

Da arte para a Política

No último dia 26 de junho, Juquinha deu um passo diferente em sua vida. Declarou-se, oficialmente, pré-candidato a deputado estadual. Ele pretende ocupar uma cadeira na Assembleia Legislativa de Goiás para levar consigo a defesa da Cultura e dos artistas em Goiás. Mas não é só isso. “A Cultura eu já represento naturalmente. O que me motiva mesmo é saber que o Brasil é um país tão lindo, com um povo tão especial, mas que é massacrado por alguns políticos do mal. Me incentiva ter a oportunidade de fazer alguma coisa não só pela classe cultural, mas representar o povo de um modo geral”, diz. “Por isso, resolvi tomar essa atitude em um ato de coragem mesmo porque não dá mais para esperar nada dos políticos que já estão aí. É aquela sensação de ter que fazer você mesmo e tenho certeza que muita gente pensa como eu e me apóia nesse processo”, revela. Ele enfatiza: “O mal não se junta? Então, o bem também tem que se juntar!”

 

 

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