Artigo | Você sabe dizer se a sua empresa é Pró-Ética?

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Foto: Internet
A Controladoria Geral da União (CGU) anunciou recentemente mudanças sistemáticas na avaliação das empresas que se candidatarem ao Empresa Pró-Ética. O reconhecimento, que já está na 5ª edição, fomenta e reconhece boas práticas de ética e integridade no ambiente corporativo. Uma das novidades, para início de conversa, é que a partir deste ano o prêmio passará a ser bienal. As inscrições  para edição 2018-2019 serão abertas no segundo semestre, mas as empresas interessadas em participar já devem estar atentas e adaptadas às novas reformulações para estarem aptas ao novo processo.

Pioneiro na América Latina, o Empresa Pró-Ética foi criado em 2010 pela CGU, em parceria com o Instituto Ethos. O objetivo é fomentar a adoção voluntária de medidas de integridade pelas empresas, por meio do reconhecimento público daquelas que, independentemente do porte e do ramo de atuação, mostrarem-se comprometidas em implementar ações voltadas para a prevenção, detecção e remediação de atos de corrupção e fraude.

Para se ter uma ideia, na última edição, o número de solicitações de inscrição bateu recorde pelo segundo ano consecutivo, com aumento de 92% em relação ao ano anterior. Das 198 inscrições, 171 cumpriram os requisitos de admissibilidade e tiveram os respectivos programas de compliance avaliados, número 131% superior a 2016. Contudo, apenas 23 companhias foram reconhecidas, pelo comitê gestor, como comprometidas com a implementação de medidas e políticas de integridade nas relações entre os setores público e privado.

A boa notícia é que para a próxima edição 2018-2019, a adaptação para o formato bienal propiciará mais tempo para as empresas se preparem e implementarem as melhorias necessárias, bem como para o Comitê Gestor do Pro-Ética fazer as devidas análises.

Outra mudança relevante é a introdução de uma avaliação prévia, que funcionará como um primeiro filtro, para verificar a existência dos pilares fundamentais do Programa de Compliance. A inciativa aprimorará a qualidade do trabalho do Comitê Gestor, uma vez que eliminará a necessidade de se investir tempo na análise de programas que não atendem aos requisitos mínimos.

Jefferson Kiyohara é líder da prática de riscos & compliance da ICTS Protiviti, única empresa de consultoria reconhecida como Empresa Pró-Ética por 3 anos consecutivos.
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Também no novo modelo, os colaboradores ganham mais importância. Uma etapa de pesquisa de percepção será introduzida, com o objetivo de ouvi-los e atestar o quão efetivo é o programa de compliance implementado e o quanto o mesmo reverbera entre as equipes e na cultura organizacional. Há semelhanças com o processo de avaliação das melhores empresas para se trabalhar.

Visando o fomento de boas práticas, a CGU irá adotar grupos de trabalho com empresas entre as edições do Pró-Ética e ainda informou os principais motivos que impedem as organizações com programas de compliance estruturados de obter o reconhecimento. São eles: (i) Deficiência e insuficiência de evidências; (ii) Pouco tempo de existência do programa; (iii) Falta de adaptação para a realidade brasileira (no caso de multinacionais); (iiii) Não aplicação das melhorias solicitadas, em razão do pouco tempo disponibilizado entre as edições anteriores.

Portanto, é preciso que as organizações fiquem atentas, pois faltam apenas três meses para iniciar o período de aplicação do Empresa Pró-Ética 18-19, que será de setembro a dezembro de 2018. Para alcançar o reconhecimento, planejamento, completude e história certamente farão a diferença.

Sobre a Protiviti

A Protiviti é uma empresa global de consultoria que ajuda empresas a resolverem problemas em finanças, tecnologia, operações, governança, risco e auditoria interna. A companhia presta serviços para mais de 60% das empresas da Fortune 1000® e 35% da Fortune Global 500®.

A Protiviti e suas firmas-membro independentes prestam serviços aos clientes por meio de uma rede de mais de 70 escritórios em mais de 20 países, contando com mais de 4.500 profissionais em todo o mundo. No Brasil ela está presente desde 2006. A empresa também trabalha para agências governamentais e empresas de menor porte e/ou em fase de crescimento, incluindo aquelas que têm por objetivo fazer a abertura de capital.

Presente na classificação 57 da lista de 2016 da Fortune – 100 Melhores Empresas para Trabalhar®, a Protiviti é reconhecida em seu segmento entre as “Melhores Empresas para Trabalhar”. A empresa é uma subsidiária integral da Robert Half (NYSE: RHI). Fundada em 1948, a Robert Half é membro do índice S&P 500 e foi nomeada para Fortune® na lista “Empresas Mais Admiradas do Mundo” da revista entre 1998-2016.

 

(www.protiviti.com)

 

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