Entrevista | “Na convenção, o PSD estará unido”

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Francisco Júnior – Deputado Estadual

Samuel Straioto

Uma das principais lideranças do PSD, o deputado estadual Francisco Júnior, tem acompanhado as discussões internas na legenda. O PSD tende a permanecer na base aliada, mas ainda há possibilidade de estar em outra coligação. Em entrevista à Tribuna do Planalto, o parlamentar afirma que a decisão do partido não será unânime e que todos, ao final, respeitarão a decisão da maioria. O deputado explica ainda como a legenda tem se preparado para a formação de chapas visando espaços na Assembleia Legislativa e na Câmara dos Deputados.

Tribuna do Planalto – Estamos já partindo para o afunilamento das articulações. Como o senhor tem acompanhado as conversações não só do seu partido, mas em toda a chamada base aliada?

Francisco Júnior – O PSD desde o primeiro momento, sob a coordenação do nosso presidente Vilmar Rocha, ele foi extremamente democrático. O PSD dialogou e está dialogando ainda com todas as vertentes, com todas as forças políticas em Goiás e ao mesmo tempo respeitando individualmente os seus membros. Não é nenhuma novidade em saber de que lado deputado A, deputado B está. Eu já dei várias declarações que eu componho a base do governo, o deputado Thiago (Peixoto) também, Simeyzon (Silveira) já falou, Lucas Calil e o próprio Vilmar Rocha deu a sua opinião. Discutimos e decidimos a posição do partido. Nossa convenção está marcada para o dia 3 e assim nós teremos uma decisão definitiva da posição do partido. O PSD está conversando com vários partidos, em especial com o PRB, PP e o PR. Uma das nossas metas é de conseguir fazer uma boa coligação de deputados federais e deputados estaduais. Essa é uma prioridade do partido. Ter uma boa composição e contribuir para que nós tenhamos um bom projeto para o estado a nível de Executivo. Essas conversas têm acontecido. Na próxima semana vamos ter outra reunião com este grupo, outra reunião interna do partido, eu acredito que até segunda, ou terça-feira já teremos uma definição oficial. Quem nós estaremos apoiando para o Executivo e como serão formadas as chapas proporcionais.

“Creio que quando formos para a convenção já estaremos com o partido unido em torno de uma decisão que não será unânime”

Sabe-se publicamente da posição que o presidente da legenda, ex-deputado Vilmar Rocha, já manifestou contra à candidatura do governador José Éliton. Como o sr., o deputado Thiago Peixoto, o deputado Simeyzon conversam, participam para que não haja um desgaste interno no PSD?

O PSD é um partido diferenciado. Na última semana fizemos uma reunião de altíssimo nível. Cada deputado pôde expor sua situação pessoal, sua visão, fazer sua análise de contexto. Todos tiveram liberdade para argumentar, para defender o que consideram melhor para o partido, o que consideram melhor para Goiás. O PSD tem esse acordo de unidade. Seja qual for à decisão o partido estará unido. Nós temos conversado de forma muito respeitosa. A unanimidade não existe em lugar nenhum. Um partido é bom dizer isso, o partido não está em jogo, não está falando de uma coisa de lado ou de outro, tentando jogar para criar balão de ensaio, ou fazer algo que seja disfarce para alguma decisão. O PSD durante todo o tempo tem posições claras, os seus membros têm colocado posições claras, têm a liberdade para fazer isso. Isso é muito especial nos dias de hoje. Agora, a decisão nós vamos ter que tomar. No momento de tomar a decisão, alguns vão ter que acolher a opinião da maioria e vão ter que recuar no seu projeto pessoal, particular. Não tem como fazer isso. Não se faz omelete sem quebrar os ovos. É preciso que tudo seja feito com critério, respeito e clareza. Eu acredito que até terça, metade da semana que vem. Creio que quando formos para a convenção nós já estaremos com o partido unido em torno de uma decisão que não será unânime, que não será imposta, mas que está sendo construída e será aquilo que o partido entendeu com a sua maioria e com a compreensão dos demais que a decisão a ser tomada será a melhor decisão para o partido.

À medida que outras legendas vão recuando, vão convergindo, isso facilita a tarefa interna do PSD?

Olha, isso é um processo de amadurecimento. Todo processo político tem prazos para cada etapa. Toda essa discussão, todo esse debate intenso que acontece, ele vai amadurecendo a posição de cada um. Às vezes você tomar uma decisão antes desse amadurecimento, é o que pode provocar sequelas maiores. Na medida em que você vai conversando, amadurecendo, o observando o que está acontecendo internamente e ao redor do partido, então isso colabora sim, ajuda a chegarmos numa conclusão, numa decisão mais amadurecida.

No início da entrevista o senhor falou sobre a intensão do partido de formar uma chapa competitiva para deputado federal e estadual. O que seria melhor para o partido, um “chapão” no caso de deputado federal e uma chapa menor para deputado estadual?

A estratégia para deputado federal é diferente do que para deputado estadual. A chapa para deputado federal, ela necessariamente tem que ser “chapão” em qualquer frente que estejamos. Se estivermos com a base é bom um “chapão”, se estivermos em outro lugar é num “chapão”. Pra deputado estadual não. Aí nós temos que fazer mais contas. Nós temos que compreender a estrutura dos partidos. E aí é um risco calculado. Não há eleição ganha, isso não existe. Nós precisamos ver a competividade que os nossos candidatos tem, se estiverem num chapão, ou se estiverem coligados, ou ainda numa chapa puro sangue. Temos que avaliar e estamos nos preparando para qualquer uma das hipóteses.

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