Agora é rua

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Foto: Internet

Vassil Oliveira

Chapas para governador estão formadas. É o momento de ir a campo e disputar voto a voto

Em um ano de peito aberto como pré-candidato a governador, Ronaldo Caiado (DEM) liderou as pesquisas de intenção de voto, manteve coesa uma ampla aliança partidária – contra as apostas de aliados e adversários -, e fez oposição em tom agudo, mas não destemperado. Seu grupo chegou a visualizar vitória no primeiro turno. Enquanto isso, Daniel Vilela (MDB) e José Eliton (PSDB) patinaram. Mal saíram do lugar nas intenções de voto. Daniel se mostrava cada vez mais sozinho. Eliton via sua base de partidos balançar. No fim da pré-campanha, porém, o cenário é outro: Caiado segue líder, mas tanto o tucano quanto o emedebista marcaram pontos. Em vez de perdidos, estão vivos no jogo.

Foto: Divulgação

Eliton segurou parcela substancial de sua base aliada como governador. E formatou uma chapa que pacifica os conflitos internos. Daniel somou dois partidos, o PP e o PRB, que lhe deram tempo de TV e o discurso de crescimento no momento mais delicado, quando parecia, aos olhos de aliados inclusive, que poderia até desistir. Mais que no jogo, estão fortalecidos.

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Kátia Maria (PT) conclui a primeira etapa no embate pelo governo igualmente com o quê comemorar. Incorporou o PCdoB e sustenta um discurso propositivo. Foi a primeira a apresentar uma diretriz para o Estado, na prévia do que será seu plano de governo. Weslei Garcia (Psol) cumpre a missão de apresentar-se como alternativa, ainda que consciente do poder – estrutura, dinheiro, alianças – dos adversários. E Marcelo Lira (PCB) se estabelece para mostrar ideias, marcar posição, como admitiu.

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A campanha começa, assim, com equilíbrio onde estavam todas as atenções desde o início: Caiado tem pesquisa a favor; Eliton e Daniel, estruturas amplas, capazes de alavancar suas candidaturas. O cenário aberto escancarado pelas convenções, e que já vinha sendo desenhado aqui, é só o começo de uma nova fase da guerra com fi m marcado para as urnas. O combate segue seu curso, igualmente pontuado: a decisão virá no enfrentamento das ruas.

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PP fica com Daniel

O final de semana só não foi um momento de festa e alegria, com formação das chapas, por conta do PP. O partido estava dividido entre fechar com o governo ou com o MDB. Na convenção, o deputado federal Roberto Balestra levantou questão de ordem: queria uma definição de rumo ali, na frente dos aliados. A base – ou seja, prefeitos, vices e filiados -, esperaram, em vão.

Queriam ficar na base de José Eliton. Mas a cúpula, liderada pelo presidente da legenda, Alexandre Baldy, já tinha definido apoio a Daniel Vilela, e esperava fazer o anúncio depois, longe da pressão. À noite, Baldy oficializou apoio ao MDB. Ganhou Daniel, que conseguiu aumentar seu tempo de TV e rádio no horário eleitoral e mostrar crescimento na base de apoio à sua candidatura.

 

 

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