Em busca do eleitor

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Foto: Divulgação

A disputa eleitoral em 2018 terá apenas 45 dias – antes, o tempo de campanha era de 90 dias. O horário eleitoral gratuito no rádio e na TV só começa no dia 31 de agosto. Enquanto isso, os candidatos terão as carreatas, comícios, internet e panfl etos como principais mecanismos para expor seus planos de governo.

A Tribuna tentou falar com a equipe de campanha da candidata do PCO, Alda Lúcia, e até o fechamento desta edição não obteve resposta. A seguir, um pouco da estratégia de cada um para tentar vencer a eleição:

Ronaldo Caiado

A campanha curta deste ano é ressaltada pelo candidato Ronaldo Caiado, que afirma ser impossível visitar todos os 246 municípios de Goiás. Para isso, sua chapa contará com carreatas saindo de diferentes pontos do estado convergindo para cidades pólo, as quais receberão um grande comício.

De acordo com a assessoria de Caiado, sua campanha será propositiva e voltada para a solução dos problemas que a população de Goiás enfrenta. Dia a assessoria: “Hoje, há um sentimento muito forte de mudança no Estado que está levando o povo às ruas para escutar as propostas do senador Ronaldo Caiado. Vamos destacar sua história, o seu legado, o que já fez por Goiás como parlamentar, e o fato de ser político ficha limpa sem nenhuma mancha em seu nome”.

Daniel Vilela

Daniel Vilela está mais confiante em relação às visitas aos municípios. Sua campanha está sendo estruturada em regionais, e a ideia é visitar cada cidade por meio de frentes de mobilização com a participação do candidato sempre que possível. Segundo a assessoria do candidato do MDB, Daniel sempre diz que a participação política é importante para mudar “o que está aí”.

“Não adianta o cidadão reclamar da política e não fazer nada para mudar. Estamos usando os meios disponíveis para chegar à população e levar essa mensagem de mudança, de renovação que Goiás tanto precisa”, diz Pedro Chaves. Daniel acredita, segundo ele, que a população vai despertar para a importância da participação na política e, com isso, a campanha crescerá ainda mais. “Temos as melhores propostas para a população, que espera mais trabalho e menos politicagem.”

Weslei Garcia

Weslei Garcia ressalta que seu partido, o Psol, é pequeno, mas está organicamente estruturado, como direção municipal ou comissão provisória, em 25 municípios. Outros 50 municípios contam com filiados do partido. “A partir dessas cidades, estamos fazendo um grande planejamento junto à militância e assim podemos impulsionar reuniões e atividades que possam levar nossa campanha a diante”.

Segundo Weslei, a classe política no Brasil é “inescrupulosa, corrupta e se vende”, por isso o descontentamento das pessoas é compreensível. “O discurso que queremos mostrar para a população é de que os políticos não podem se atentar ao poder, mas na transformação, mostrar que o Psol é o único partido que não está envolvido na Lava Jato, e em nenhum esquema de corrupção”. O candidato afirma que sua campanha se voltará, em grande parte, às pessoas que querem mudança.

Marcelo Lira

Para o candidato do PCB, Marcelo Lira, o descontentamento da população com a política, atualmente, tem a ver com o próprio sistema político eleitoral brasileiro, que beneficia os partidos tradicionais, via legislação excludente. O candidato cita as cláusulas de barreira que foram sendo criadas ao longo dos anos, como tempo de televisão, acesso ao fundo partidário, acesso ao fundo eleitoral, acesso aos próprios debates políticos transmitidos pela televisão e rádio, ou seja, é um cenário que não permite renovação.

“Temos uma estratégia que fundamenta nosso programa, que é a construção do poder popular, ou seja, é o princípio de se criar órgãos de democracia direta nos locais de trabalho, moradia, estudos, etc, como forma de descentralizar o poder do estado e como forma de socializar o poder”, observa. Marcelo ressalta que seu partido é pequeno e não é estruturado em todos os municípios do Estado, e que por isso foi articulada uma estratégia de campanha fundamentada nas regiões.

Na prática, o PCB fez um estudo de todas as localidades do estado e vai tentar cobrir as principais cidades dessa região. Assim como os outros candidatos irão apostar nas redes sociais para alcançar os municípios que, por ventura, não puderem fazer presencialmente o trabalho de base, o PCB, por meio de suas organizações políticas, e juntamente com os movimentos sociais com os quais possuem diálogo, buscará alcançar o maior número de municípios.

José Eliton

Com outro tipo de estrutura, o atual governador de Goiás, José Eliton, contará com a participação ativa de sua vice, Raquel Teixeira, já que não poderá deixar o cargo para fazer campanha em tempo integral. Raquel afirma que o foco principal do candidato é o atual governo, e que ele se dedicará à campanha apenas em seus intervalos.

A campanha do PSDB teve início com o tradicional comício na cidade de Goianésia. Desde então, estão em andamento várias frentes de carreata por todo o Estado, que serão dirigidas por José Eliton, Raquel Teixeira, Marconi Perilo e Lúcia Vânia. O objetivo é chegar às pequenas cidades em duas semanas, motivando a população que não está em clima de campanha.

Eliton e Raquel querem chamar a atenção das pessoas para o início da campanha, por entenderem que o clima de desencanto com a política é perigoso. Nessa hora, diz a vice, as pessoas acabam votando no “salvador da pátria”, ou seja, um demagogo, sofrendo depois com isso. “Vamos levar para o eleitor a consciência de que a omissão não é o caminho, porque quem decide a vida do cidadão é a política”. Raquel acredita que a descrença das pessoas não tem relação direta com o fato de o PSDB estar há vinte anos no poder, já que, para ela, esse grupo criou “uma nova era” em Goiás.

Kátia Maria

A candidata ao governo do estado pelo PT, Kátia Maria, afirma que tem condição de debater o Estado com muita propriedade porque conhece os 246 municípios, e isso tanto em termos de estudo, literatura, quanto em visitas in loco. “No planejamento, falamos muito que o mapa não é o território. Não adianta conhecer apenas pelo mapa, você tem que ir lá para conhecer a realidade local.”

O PT está presente e organizado em 230 municípios do Estado e só na pré-campanha foram visitados 200 municípios. Kátia Maria afirma que o PT entende que este é o momento de renovação política. “Nós vamos dialogar diretamente com o eleitor, ouvindo seus anseios, suas preocupações e expectativas. E teremos intensa atividade de rua em todos os municípios goianos durante os 45 dias de campanha, além dos programas de televisão, redes sociais e os meios de comunicação para reforçarmos que somos o time do nosso presidente Lula em Goiás”.

A petista afirma que representa a mudança de verdade, propondo um modelo diferente de gestão, porque o atual estaria ultrapassado. “Tendo em vista o momento político e institucional pelos qual o país passa, e os problemas que estamos vivendo, exige uma visão integral das coisas”, afirma. E isso, acrescenta, será levado ao eleitor no corpo a corpo das ruas.

 

 

 

 

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