Kátia Maria propõe uma Segurança Cidadã para tirar Goiás do mapa da violência

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Foto: Letícia Coqueiro

“Goiás é o segundo estado que mais mata mulher no país. Temos que mudar esta realidade”, diz Kátia Maria.

A falta de segurança tem retirado o direito de ir e vir da população em todo o país e em Goiás isto não é diferente. E esta é uma preocupação da candidata ao governo pelo PT, Kátia Maria. “Para garantirmos a segurança da população não basta apenas contratar mais policiais civis e militares, temos que prepara-los bem, dar condições melhores de trabalho e mais do que isso, garantir emprego e renda para a população. E para isso é necessária a integração de serviços para termos uma segurança cidadã. É assim que reduziremos os índices de violência no estado”, alerta a candidata petista.

Segundo levantamento feito pelo jornal O Popular, metade das cidades goianas tem menos de dez policiais militares e 23 não possuem nenhum. “Isto é um dado preocupante que iremos reverter. Não pode um município ter muitos e outros nenhum. Todos têm o direito de se sentirem seguros”, argumenta. Kátia Maria critica a atual gestão que paga R$ 1.500 de salário para o policial civil e militar em início de carreira. “Os profissionais que arriscam suas vidas diariamente precisam ser tratados com dignidade e ter condições mais humanas de trabalho”, diz.

Para ela, como esperar que policiais civis ou militares consigam garantir a segurança da população e, assim, reduzir os altos índices de violência quando eles mesmos estão sujeitos à uma violência que retira a sua dignidade de viver. O programa de governo da petista no quesito segurança pública propõe a melhoria da qualidade do serviço de segurança, investindo nas condições de trabalho, com valorização salarial e qualificação profissional, humanizando o serviço e construindo uma segurança pública cidadã.

Para isto, Kátia Maria irá implantar um sistema integrado de segurança, com tecnologias adequadas e equipes preparadas garantindo que as notificações possam ser acompanhadas em tempo real, com ações de inteligência e de combate articuladas, em todos os municípios goianos, com uma atenção especial para a Região Metropolitana de Goiânia e municípios do Entorno do DF. “As organizações criminosas crescem onde o Estado se ausenta e uma gestão integrada nos possibilita colocar em prática políticas públicas para evitar a criminalidade e possibilitar que a população goiana tenha melhor qualidade de viver em segurança”, explica.

De acordo com dados da própria Secretaria de Segurança Pública, de janeiro a julho deste ano foram registrados 1.197 crimes violentos letais e intencionais (homicídio doloso, latrocínios e lesões corporais seguidas de morte). Isto coloca Goiás entre os estados com os piores índices de violência. Outro dado preocupante é que Goiás é o 2º estado que mais mata mulheres no Brasil. “O assassinato é o nível mais grave da violência contra a mulher, que se apresenta em níveis físico, emocional, psicológico e institucional na vida das goianas, num Estado que não tem Políticas Públicas para Mulheres”, critica. Para resolver esta situação Kátia Maria propõe equiparas delegacias da mulher, aumentar o número existente hoje de 22 Delegacias Especializadas de Atenção à Mulher e qualificar os profissionais que atuam nesta área.

“Enquanto primeira mulher governadora de Goiás irei fazer um governo participativo e paritário, com mulheres nos cargos estratégicos. Criaremos políticas públicas para mulheres, gerando condições de emancipação econômica e social de maneira sustentável”, anuncia. A proposta da petista inclui programas de capacitação, com o objetivo de preparar as mulheres para entrar no mercado de trabalho e a criação da Rede de Enfrentamento à Violência contra a Mulher, além de estruturar as 22 delegacias existentes, ampliar o serviço e dar condições para que as delegadas possam trabalhar. Segundo Kátia Maria é preciso garantir um atendimento multidisciplinar para as mulheres vítimas de violência com equipes compostas por psicólogos, assistentes sociais e advogados para garantir o funcionamento da rede. “Vamos criar também as Casas Abrigo, onde mulheres e crianças poderão ter o atendimento necessário para que possam sair da condição de vulnerabilidade social”, propõe a candidata.

 

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