Tevê não é tudo

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Leicilane Tomazini

Para os candidatos a governador em Goiás, a gente se vê na tevê, mas também nas redes sociais e nas ruas

Sete candidatos ao governo de Goiás registraram sua candidatura na quarta-feira, 15, data de encerramento do prazo. Alda Lúcia (PCO), Daniel Vilela (MDB), Kátia Maria (PT), Marcelo Lira (PCB), Ronaldo Caiado (DEM), Weslei Garcia (PSOL) e Zé Eliton (PSDB), juntamente com seus vices, já podem dar início à corrida eleitoral no Estado. E eles estão correndo – nas ruas e na preparação para os programas eleitorais na TV e no rádio. Em geral, os programas eleitorais são tratados como decisivos, porque em tese são uma grande oportunidade para os candidatos levarem suas mensagens a todos os municípios. ‘Em tese’ porque as antenas parabólicas estão espalhadas pelo interior, e por elas a programação que chega nem sempre é a de Goiás. Por outro lado, a relatividade da força dos programa é grande, hoje em dia. Os tempos são outros: menos de rádio e tevê e mais de redes sociais. E é exatamente nas novas mídias que os governadoriáveis apostarão mais para propagar as suas propostas de governo. Uma coisa compensando a outra. Uma coisa levando a outra. Neste momento, temos uma corrida em busca de uma estratégia ´matadora´, ou seja, arrasadora. Quem mais busca isso são os partidos pequenos, que contam com apenas segundos no horário eleitoral. Os tempos maiores estão com José Eliton, Daniel Vilela, Ronaldo Caiado e Kátia Maria, que tem coligações com partidos bem representados no Congresso, e por isso conseguiram mais espaço. Mesmo eles, porém, apostam algo nas redes sociais, um ponto de interrogação que deixa em aberto o destino da eleição este ano.

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O tempo e o vento das campanhas

Para o candidato Weslei Garcia, a alteração no tempo gratuito foi um grande golpe na campanha de seu partido, o PSOL, já que terão apenas alguns segundos disponíveis nos canais tradicionais. Weslei afirma que usarão esse tempo restrito para chamar as pessoas para acompanhá -los nas redes sociais. “Estamos produzindo um material bem bacana de mídia para as redes sociais, e acredito que conseguiremos levar a mensagem utilizando os poucos recursos e os poucos espaços que nós temos, especialmente em tempo de TV.”

Ronaldo Caiado apostará no uso de redes sociais. É o candidato que mais se destaca quando se trata de participação em redes como Facebook, Instagram e Twitter. Caiado está bem à frente dos outros postulantes ao governo no que se refere ao número de seguidores, com mais de 915 mil no Facebook, 387 mil no Twiter e 99 mil no Instagram. De acordo com a assessoria de Caiado, durante a campanha este trabalho será otimizado, contando ainda com um programa no Facebook, o ‘Caiado ao vivo’, em que os seguidores poderão participar enviando perguntas, fotos e vídeos. Devem explorar também a militância virtual nos grupos de Whatsapp. O objetivo é divulgar as propostas e combater as fake news.

Para o candidato do PCB, Marcelo Lira, a legislação eleitoral é um sistema extremamente excludente que beneficia os partidos que estão no poder, e vai contra o anseio da população pela renovação. “Para se ter uma ideia, o Geraldo Alckmin terá três vezes mais tempo de televisão do que o segundo colocado, ou seja, é uma disputa desigual e desleal que, infelizmente, chamam de democrática”, afirma Marcelo.

O PCB também irá apostar nas redes sociais como estratégia de divulgação, entretanto ressalta que mais de noventa por cento da população ainda tem a televisão como principal mecanismo de informação, e mais ou menos quarenta por cento sequer tem acesso à internet. Ainda assim, utilizarão esse instrumento como forma de difundir seu programa e alcançar toda a classe trabalhadora do Estado.

Daniel Vilela também reforça que a televisão e o rádio ainda são importantes para informar ao cidadão, e que, de acordo com pesquisas, são os principais meios de informação sobre as eleições. A coligação de Daniel – com PP, PRB e PHS – garantirá um bom tempo de televisão, que será, segundo o coordenador geral da campanha, Pedro Chaves, o momento de tornar o candidato conhecido e levar sua mensagem.

De acordo com Raquel Teixeira, vice do candidato e atual governador do Estado, José Eliton, as campanhas na rua e nas redes sociais serão decisivas no resultado das eleições em 2018. “Teremos um tripé de demanda: rua, rede e TV”, afirma Raquel. A candidata a vice diz que a tecnologia em favor da campanha é ótima, entretanto propicia a criação de fake news, e as pessoas que não estão acostumadas com as redes tendem a acreditar em qualquer coisa.

Segundo Kátia Maria, do PT, nesta eleição a televisão ainda é o principal veículo de divulgação das propostas. Sua chapa terá mais de um minuto por programa, mais as inserções durante a programação da TV, com os candidatos a deputado estadual, federal e senadores, onde defenderão as propostas que serão apresentadas para a população goiana. “Temos também uma participação muito ativa da militância virtual nos grupos de Whatsapp, que devemos explorar bem durante a campanha. A militância virtual irá nos ajudar a divulgar nossas propostas e a combater as fake news, que tanto têm se alastrado em períodos de campanha”.

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