Entrevista | “Quero retribuir o que o esporte me proporcionou”

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Foto: Divulgação

Daniela Martins e Fagner Pinho

No início do ano, Dante Guimarães Santos do Amaral, o Dante do Vôlei, anunciou sua aposentadoria e deixou as quadras, aos 37 anos. Mas não parou. Tricampeão mundial e campeão olímpico de vôlei, esse goiano de Itumbiara já encara outro desafio. Há quatro meses ingressou no MDB, a convite do candidato peemedebista ao governo, Daniel Vilela, que é amigo de seu irmão. Estava traçada sua nova jogada: driblar a apatia do brasileiro com a política, converter seu prestígio como atleta em votos para conquistar uma cadeira na Câmara de Deputados, em Brasília. Se chegar lá, Dante se propõe a desenvolver políticas públicas voltadas ao esporte. É o caminho que encontrou para, como diz, ver no cidadão “um sorriso confiante em seu representante político”. Confira a entrevista.

Tribuna do Planalto: Essa é sua primeira aproximação com a política, ou o Senhor já tinha participado de alguma forma?

Dante Guimarães: Primeira vez na aparição política, antes só acompanhava a distância. Minha participação se dava apenas como eleitor.

O que o motivou a ser candidato agora, principalmente em um momento em que há tanta descrença com a política e os políticos?

Justamente pelo que está se passando com a política de agora. Quero retribuir o que o esporte me proporcionou, com políticas públicas voltadas para o esporte. Quero ver em cada cidadão um sorriso confiante em seu representante político.

Esse cenário de descrença não preocupa? Não tem receio de ser ruim para a imagem que o sr. construiu no esporte?

Eu me sinto tranquilo, já que dependem cem por cento de mim, fazer o certo, defender os interesses da população e agir com lisura e transparência em meus atos, representando o meu povo como eu sempre fiz em minha vida.

Por que o MDB?

Nasceu de uma amizade entre o próximo governador Daniel Vilela com meu irmão caçula. Os dois jogaram juntos na categoria de base do Goiás. Ele me formulou um convite para participar da política, eu amadureci a ideia junto com a minha mulher e meus familiares. E aceitei. Sendo o próximo governador Daniel Vilela do MDB, seria natural eu filiar a este partido.

Por que a Câmara Federal?

Se eleito, é o lugar que acredito que posso dar minha maior contribuição. E o sul do Estado precisa de um representante na Câmara Federal.

Quais as bandeiras que o sr. irá defender?

O esporte! Porque entendo que esta é uma ferramenta de formar o cidadão. Juntamente com o esporte, tem uma grande margem para a educação, tais como disciplina, comprometimento, acatamento de instrução e na área da saúde para contribuir com a qualidade de vida. Quando falo de esporte, não falo apenas de vôlei, mas, sim, o esporte em geral.

O sr. faz parte da base de Daniel Vilela em goiás. Em nível nacional, qual será seu posicionamento? Quem vai apoiar?

Estou alinhado na base do Daniel Vilela na busca de um Novo Goiás.

A sua base será só Itumbiara?

Sou nascido em Itumbiara, como todos sabem, no sul do Estado de Goiás. Serei o deputado federal representando o povo goiano.

Vai dobrar com quantos deputados estaduais?

A dobradinha com os deputados estaduais da coligação é um fato natural. Estarei junto com todos os candidatos que defendam esporte, educação, saúde, segurança e agronegócio.

Uma das críticas aos chamados outsiders na política, em geral, é o baixo número de projetos apresentados. Como fazer diferente?

Meu primeiro ato será vasculhar nos ministérios tudo aquilo que pode ser aplicado no intuito de ocupação do tempo de crianças e jovens, a fim de formar novos cidadãos.

Os investimentos em iniciação esportiva por parte do governo são suficientes?

Recursos existem, devem ser otimizados e melhorar os gastos. Teremos que ampliar as fontes de recursos para aplicação em iniciação esportiva, demonstrando custo benefício favorável desta atitude.

Em relação aos esportes considerados de elite, o sr. vai apresentar algum projeto para democratizá-los? Existe uma cultura de futebol, pelo fácil acesso, mas há outros esportes que podem atrair jovens, como tênis, natação, remos…

Sim! Temos como exemplo o trabalho do Flávio Canto, do judô, que através do seu projeto social viabilizou o surgimento da atleta Rafaela Silva, medalhista de ouro nas Olimpíadas de 2016. É de suma importância ter mais medalhistas olímpicos saindo de projetos sociais. Quero, sim, dar o máximo de oportunidades para estes jovens.

Os incentivos ao esporte ficam focados sempre nos grandes centros urbanos. Há projetos para descentralização, para facilitar o acesso a quem mora no interior?

Sim, o talento se sobrepõe a tudo. É preciso dar oportunidade para que ele apareça. Eu saí do interior de Goiás, da cidade de Itumbiara, e virei referência mundial no vôlei. Farei, sim, projetos baseados nas informações centralizadas, coletadas junto aos professores de educação física, escolas e escolinhas. Se vocês pararem para pensar, quantos talentos nós já desperdiçamos por falta de oportunidade?

Foto: Divulgação

Dante do vôlei, candidato a deputado federal.

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