Setembro Verde alerta para prevenção e tratamento do câncer de intestino

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Foto: Divulgação

O câncer colorretal, popularmente chamado de câncer de intestino, é o segundo tipo de câncer mais comum nas mulheres, o terceiro mais frequente nos homens e, segundo o Instituto Nacional do Câncer (Inca) deve atingir 36.360, sendo 17.380 homens e 18.980 mulheres em 2018, com alta taxa de mortalidade. Para reverter esse índice, a Sociedade Brasileira de Coloproctologia realiza a campanha Setembro Verde para conscientizar sobre a importância da prevenção à doença.

Segundo o médico gastroenterologista Luiz Henrique Filho, da Clínica Cirúrgica Digestiva e Obesidade (CCDO), o câncer de intestino pode ser facilmente prevenido através da colonoscopia periódica, um exame de rastreamento que deve ser feito a cada cinco ou dez anos por pessoas com mais de 50 anos ou a partir dos 40 anos em caso de pessoas com parentes de primeiro grau que tiveram a doença. “Nessas colonoscopias de rastreamento, encontramos os pólipos, que muitas das vezes são lesões pré-malignas que podem ser retirados pela via colonoscópica sem cirurgia, apenas com sedação, prevenindo o câncer de intestino que é o terceiro em maior incidência geral e o segundo em mortalidade”, afirma.

Além do exame preventivo, alguns sintomas devem servir de alerta. “Perda de peso, anemia sem causa aparente, alteração do hábito intestinal, sangramento nas fezes ou massas abdominais são sinais para procurar um médico. Mas, infelizmente, quando o câncer é detectado por sintomas já está em fase avançada e só pode ser tratado com a cirurgia (ressecção do intestino) e/ou quimioterapia”, explica o médico.

Bons hábitos de saúde ajudam a prevenir o câncer de intestino, como ingestão diária de fibras (25 a 30g), frutas e verduras (2,5 xícaras), atividade física regular e não fumar. Evitar o alto consumo de bebidas alcoólicas, alimentos gordurosos, carne vermelha e embutidos também contribui para diminuir riscos. Apesar de não ser possível mudar os fatores genéticos que tornam as pessoas propensas ao câncer, os riscos podem ser reduzidos com medidas simples, como uma dieta rica em vegetais. Segundo estudo publicado pela revista americana Immunity, as hortaliças brássicas, como brócolis, couve-flor, couve-de-bruxelas e repolho auxiliam no desempenho intestinal e ajudam a evitar inflamações que podem causar o câncer.

 

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