Projeto visa inserção de jovens em conflito com a lei no mercado de trabalho

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Foto: Divulgação

Na última quarta-feira, 5 de setembro, o juiz titular do Juizado da Infância e Juventude de Anápolis, Carlos Limongi Sterse, reuniu com representantes de instituições públicas e privadas para discutir ações de inserção de adolescentes que cumprem medidas socioeducativas no mercado de trabalho. O encontro foi realizado na sala de audiência do Juizado em Anápolis.

Durante a reunião, foi criado um grupo de trabalho com o objetivo de integrar o Poder Judiciário estadual, executivo federal, estadual e municipal, autarquias e instituições privadas no desenvolvimento de ações de ressocialização dos jovens em conflito com a lei que cumprem medidas de internação, internação provisória e semiliberdade nas unidades de Anápolis.

Participaram do encontro os representantes do Ministério Público do Trabalho (MPT), da Federação das Indústrias do Estado de Goiás (Fieg), Senai, Senac, Secretaria Municipal do Desenvolvimento Social de Anápolis, Associação Comercial e Industrial de Anápolis (ACIA), ONG Cruzada Pela Dignidade e Instituto de Desenvolvimento Tecnológico e Humano (Idtech), organização social que administra o Centro de Atendimento Socioeducativo (Case) de Anápolis.

Oportunidade

O juiz alertou sobre a importância do projeto que visa a inserção de adolescentes no mercado de trabalho. “Esse é um desejo que tenho há muitos anos. Faço isso porque acredito nesses adolescentes e sei que é possível mudar a realidade econômica e social deles, oportunizando capacitações e colocações no mercado de trabalho. Para muitos desses jovens, só faltaram oportunidade e não podemos esperar que ela venha somente do poder público; é preciso unir esforços. Somos parte dessa sociedade e temos de agir e não ficar apenas no âmbito da reflexão”, disse.

Além de juiz titular da unidade, Carlos Limongi é presidente do Fórum Nacional da Justiça Juvenil (Fonajuv) e se diz empenhado em tornar os centros de atendimentos socioeducativos em unidades que auxiliem na ressocialização dos adolescentes que cometeram atos infracionais. “É preciso estimular a criação de melhores políticas públicas para esses adolescentes para mudarmos o cenário social atual”, alertou.

O procurador do Ministério Público do Trabalho, Meicivan Lemes Lima, explica que a união entre as entidades será primordial para estimular uma transformação social desejada. “É preciso estimular o setor privado para que contrate esses adolescentes, seja com incentivos fiscais ou premiações. Primeiro precisamos levar esses cursos profissionalizantes para dentro das unidades e, depois, captar uma vaga para cada um deles. Não tem como mudarmos a sociedade sem ação”, reiterou.

O vice-presidente da Fieg, Wilson de Oliveira, assegurou que irá viabilizar junto ao Senai os cursos de capacitação e a consequente colocação dos jovens que têm interesse de recomeçar. “A Fieg e seus braços, Senai, Sesi e Iel, se comprometem em auxiliar o juizado e as demais instituições para transformar essa realidade social. Faremos o possível e o impossível para que esses adolescentes tenham uma oportunidade de mudança”, certificou.

O próximo passo do grupo de trabalho será a realização de uma sondagem dos cursos profissionalizantes de interesse dos adolescentes, além da busca da capacitação e parcerias por meio da Lei da Aprendizagem (10.097/2000) e outras medidas legais.

 

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