José Eliton propõe dar um ano de contrato a recém-formados

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Foto: Divulgação

Uma das primeiras perguntas feitas pelos jornalistas Fernanda Arcanjo e Carlo Magno, durante a sabatina realizada na noite desta segunda-feira, 10, pela Record TV Goiás, foi sobre a denominação escolhida pelo governador em sua campanha política: Zé Eliton. “Não sou nem Vilela, nem Caiado, eu sou o Zé. Não sou conhecido pelo meu sobrenome, mas, sim, pela história que escrevi”, respondeu o candidato, que concorre à reeleição ao Governo de Goiás, pelo PSDB. Ele apresentou proposta que prevê contrato de um ano aos universitários que se formarem, para que atuem na área que escolheram.

José Eliton disse que seu opositor Ronaldo Caiado vem de uma família oligárquica, que dominou a primeira metade do século passado da história de Goiás. “É uma pessoa que tradicionalmente tem na bravata a sua maior característica e em brigas com todos que estão ao seu lado. Caiado não respeita as diferença e nem as pessoas que pensam de forma diferente da dele”, disse.

Sobre Daniel Vilela, que de acordo com o governador se apresenta como o novo, José afirmou que o MDB comandou Goiás por muitos anos e teve como marca principal o atraso no salários dos servidores. “Período este no qual HGG ficou fechado por oito anos e que construíram um hospital em Aparecida que até hoje não foi aberto”.

“Assumi, por diversas vezes, missões que nem eram minhas, escrevi minha história, vim de baixo, estudei em escola pública, me formei em direito, me tornei vice-governador, e hoje sou governador”, explicou.

Durante a sabatina, os jornalistas perguntaram ao candidato como ele via o atentado sofrido pelo presidenciável Jair Bolsonaro, ao ser esfaqueado em Juiz de Fora (MG), na última sexta-feira, 6. “Vejo com muita tristeza esse fato. Temos hoje um país dividido, de um lado os que acham que são donos da verdade e do outro os que têm certeza. No fim, ninguém consegue entender que a dinâmica social exige respeito e compreensão”, disse Zé, ao garantir que pode não concordar com o que diz Jair Bolsonaro, “mas defendo até a morte seu direito de externar suas posições”.

Aqui em Goiás, segundo o governador, também temos essa radicalização, com candidatos que agridem os outros, que falam mal, que não apresentam nada de concreto à população, mas que ficam com esse discurso vazio. “O discurso da paz, ao meu ver, é o melhor. Rezo para que Bolsonaro possa se recuperar rapidamente e dar sequência a sua campanha”, disse Zé Eliton.

Saúde

Ao falar sobre suas propostas para a área da Saúde, o governador citou os programas Terceiro Turno e Fila Nunca Mais. “O primeiro tem o objetivo de zerar completamente as filas em Goiás. Uma vez que isso for concluído, vamos colocar em ação o Fila Nunca Mais, para dar sequência e continuar o trabalho do Terceiro Turno”, afirmou.

José Eliton informou que desde sua criação, esse programa já garantiu a realização de mais de 26 mil atendimentos, 1.200 cirurgias e espera zerar a fila de cirurgia eletiva até o primeiro trimestre de 2019. “Sendo que em cirurgias de cataratas vamos zerar a fila até novembro deste ano. São dez mil cirurgias, seis mil na região do Entorno do DF e o restante na capital e Região Metropolitana, que já estão sendo realizadas”, enumerou.

“Na verdade, eu assumi uma responsabilidade que não era minha e cheguei até a ser criticado. Mas eu tinha a consciência de que seu eu não fizesse nada pela Saúde, ficaria tudo do mesmo jeito”, declarou Zé Eliton.

Ao ser questionado sobre a necessidade de uma “descentralização da Saúde”, em Goiás, o governador garantiu que esse trabalho já começou a ser feito pelo o ex-governador Henrique Santillo. “Ele foi o primeiro governador a construir hospitais regionais em nosso estado, o MDB, que perseguiu ele, veio depois e acabou com essas unidades, municipalizando os hospitais”, disse.

Para o candidato do PSDB, há um grande problema de compreensão por parte da população do que é obrigação tanto do município, quanto do estado. “Quando um cidadão vai a um Cais e vê aquela desordem, ele acredita que a Saúde num contexto geral está um caos, mas na verdade, essa é uma obrigação do prefeito. Quando o paciente vai no HGG, Hugo ou Hugol, ele vê que a situação é diferente. Porque esses locais têm atendimento de qualidade e são da responsabilidade do Estado”, falou Zé, ao declarar que o objetivo é levar esse atendimento de excelência também para o interior.

“Inauguramos a parte ambulatorial do Hospital Regional de Uruaçu, que deve entrar em funcionamento completo em novembro. Também as Unidades Especialidades de Saúde de Quirinópolis Goianésia, as de Posse, São Luis de Montes Belos, cidade de Goiás, Águas Lindas já estão em fase final de acabamento. Em Santo Antônio do Descoberto, assumimos o hospital que era federal e devemos concluir até o fim do ano, assim como a reforma do Hospital Regional de Luziânia”, contou Zé Eliton, ao garantir que seu governo está melhorando e democratizando a oferta de Saúde. “E depois, vem candidato dizendo que vai descentralizar a Saúde, sem ao menos conhecer de fato a nossa realidade”.

Segurança Pública 

Em Segurança Pública, José Eliton falou sobre seu projeto de desativar a Penitenciária Odenir Guimarães (POG) e construir uma nova unidade prisional, que vai custar cerca de R$ 200 milhões. “O projeto está pronto, inclusive com parceria público-privada. Vamos construir, em um espaço fora do perímetro urbano de Aparecida, uma unidade moderna que vai receber os presos do regime fechado, sem que os agentes tenham acesso à comunidade carcerária, buscando a ressocialização dessas pessoas”, falou o governador, acrescentando que a expectativa é que ao todo a obra seja concluída em quase dois anos.

Educação 

Considerada pelo governador Zé Eliton como o melhor caminho para combater a violência, disse que a Educação em Goiás vai continuar sendo prioridade em seu governo. “Aqui temos autoridade para falar de Educação, afinal somos o número 1 do Ideb, um reconhecimento recente que nos mostra que todo o investimento na área valeu a pena”, completou. Ele  explicou que esse foi um dos motivos pelo qual escolheu Raquel Teixeira como vice-governador. “Além de mulher, honesta e competente, é professora”.

Geração de empregos

Em relação à geração de trabalho, Zé Eliton afirmou que tem uma proposta que vai oferecer para o jovem universitário um contrato temporário de um ano, a exemplo do que é feito na residência médica, para que ele possa se inserir no mercado de trabalho assim que formar. “Faremos um contrato de um ano, para atuar dentro de sua área de formação, fomentando o trabalho e ampliando o acesso ao primeiro emprego”, garantiu.

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