17 x 13: ALTA PRESSÃO

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Daniela Martins

As próximas semanas não serão fáceis nem para Jair Bolsonaro (PSL) nem para Fernando Haddad (PT), que disputam a eleição à Presidência da República. Tampouco para seus cabos eleitorais e apoiadores, que se engalfinham diariamente pelas redes sociais e nos grupos de whatsapp.

No primeiro turno, Bolsonaro conseguiu driblar os embates (diga-se debates) cara a cara com os demais candidatos e não precisou apresentar propostas. Com um discurso anti-PT, o capitão reformado surpreendeu, agigantou e alcançou 50 milhões de votos. Nada menos que 46% dos votos válidos.

Impulsionado por Lula, Fernando Haddad saiu dos míseros 4% do início de sua campanha, em 11 de setembro, quando foi oficializado como candidato petista, e alcançou 30 milhões de votos ou 20,32% da preferência dos eleitores. Nesse segundo turno, o ex-prefeito de São Paulo tem uma missão difícil: decidir entre manter o discurso do ‘Brasil de Lula’ ou desvencilhar sua imagem do próprio símbolo maior do PT. Avaliar se é hora de sair da sombra da estrela vermelha. Decisão complicada. Afinal, o que impulsionou seu crescimento, também o fez estagnar.

São obstáculos que tanto Haddad quanto Bolsonaro preferiram não encarar até agora. No segundo turno, é outra história. É tudo ou nada.

Nesse ponto, Bolsonaro sai em vantagem. Seu eleitorado parece pouco se importar com propostas. A justificativa do voto está no antilulismo, anti-PT. E basta. Já para Haddad, a situação é um pouco mais complicada. É preciso convencer um partido, um militância apaixonada, de que, agora, o caminho da vitória pode ser o pragmatismo. E torcer para dar certo no dia 28.

As próximas semanas serão de alta pressão para o país. É 17×13. É só o começo. 2019 não será fácil.

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