Brasil vive epidemia de obesidade e doença deve ser tratada com respeito

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Dia 11 de outubro é comemorado o Dia Mundial de Combate à Obesidade, doença séria que se tornou epidemia no Brasil e vem preocupando profissionais da saúde. Mais de 50% dos brasileiros estão acima do peso e um em cada cinco já são obesos segundo o Ministério da Saúde. Dados alarmantes como esses mostram que a obesidade é uma epidemia no Brasil e é preciso, com urgência, falar sobre meios de combater o avanço dessa doença.

Para o médico gastroenterologista Luiz Henrique Filho, da Clínica Cirúrgica Digestiva e Obesidade (CCDO), a doença crônica deve ser tratada de maneira multidisciplinar. Seja qual for o tratamento para o sobrepeso e a obesidade é preciso ter acompanhamento de médico, nutricionista, psicólogo, educador físico, dentre outros profissionais, o que é fundamental para a perda de peso mantida a longo prazo.

Nos casos de sobrepeso, a reeducação alimentar e a prática regular de exercícios físicos já ajudam o paciente a melhorar sua saúde. “Mas, nos casos deobesidade, além dos medicamentos, a saída pode ser os tratamentos mais complexos ou cirurgias, sendo os mais comuns a cirurgia bariátrica, o balão intragástrico e a gastroplastia endoscópica, procedimento menos invasivo que tem sido destaque no Brasil”, afirma.

Cada tratamento tem suas indicações e possibilidades. A cirurgia bariátrica, já bem conhecida, é uma intervenção para redução do tamanho do estômago do paciente, indicada para pacientes com obesidade avançada e com pós-operatório que demanda cuidado intenso com a alimentação, mas com grande perda de peso que deve ser controlada para manutenção após o primeiro ano. Já o balão intragástrico de silicone é indicado para pessoas com IMC maior ou igual a 27 kg/m2 e sua colocação é feita sob acompanhamento endoscópico, com o paciente sedado por anestesista com tempo máximo de permanência de seis meses com acompanhamento médico mensal.

“Assim como o balão, a gastroplastia endoscópica é feita por endoscopia, sem cortes ou incisões no abdome e consiste na realização de pontos de sutura no estômago, fazendo com que ele assuma um formato tubular, reduzindo em até 60% o seu volume inicial. Os riscos de complicações são mínimos, a recuperação é rápida e a perda é de cerca de 20% do peso”, afirma o médico Luiz Henrique de Sousa.

A psicóloga Núbia Bernaldo explica que não existe um perfil psicológico único para os pacientes que buscam as cirurgias. “O que se percebe é um sofrimento psicológico intenso com comorbidades nas áreas psicológicas da autoestima, da autoimagem corporal, dos transtornos de ansiedade, dos sintomas depressivos significativos e distúrbios do comportamento alimentar. E o acompanhamento busca tornar o paciente mais consciente de si mesmo, de suas escolhas, desenvolvendo recursos internos para suportar a frustração da ausência do alimento como fonte de prazer e defesa psicológica”, afirma.

A atividade física também é uma aliada para perda de peso, mas normalmente os pacientes obesos ou com elevado percentual de gordura, que tentaram emagrecer e não conseguiram, chegam desmotivados e com baixa autoestima. “Após a cirurgia, o paciente pode realizar todos exercícios aeróbicos (bike, caminhada, corrida), exercícios de força (musculação). Após liberação médica também pode fazer exercícios de lutas e abdominais. A cirurgia é altamente eficaz, mas, o sucesso dela depende do empenho, da vontade de querer mudar de cada paciente”, finaliza a educadora física, Thaise Morbeck.

 

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