Justiça concede habeas corpus a Marconi Perillo

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Foto: Divulgação

A 4ª Turma do Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF1) concedeu, nesta quinta-feira 11, habeas corpus ao ex-governador de Goiás Marconi Perillo(PSDB). A decisão liminar foi concedida pelo desembargador Olindo Menezes.

Perillo teve sua prisão decretada na tarde desta quarta-feira 10, enquanto prestava depoimento no âmbito da Operação Cash Delivery, que investiga pagamento de 12 milhões de reais em propina da Odebrecht para campanhas eleitorais do tucano e de seus aliados.

Segundo o Ministério Público Federal (MPF), a operação tem o objetivo de “colher provas da prática de crimes de corrupção, lavagem de dinheiro e associação criminosa atribuída ao ex-senador e ex-governador Marconi Perillo em colaborações premiadas de executivos da Odebrecht”.

Leia também: Marconi Perillo é preso pela Operação Cash Delivery

Foram cumpridos cinco mandados de prisão temporária e catorze de busca e apreensão. Os alvos dos mandados são Jayme Rincon, ex-presidente da Agência Goiana de Transporte e Obras (Agetop), o filho dele, Rodrigo Godoi Rincon, o policial militar Márcio Garcia de Moura, o ex-policial e advogado Pablo Rogério de Oliveira e o empresário Carlos Alberto Pacheco Júnior.

Em 28 de setembro, quando a operação foi deflagrada, o ex-governador não foi preso porque a lei proíbe a prisão, fora de flagrante, de candidatos a menos de quinze dias das eleições. Perillo renunciou ao cargo de governador para disputar uma vaga no Senado por Goiás. O tucano ficou na quinta colocação, com 7,55% dos votos válidos (416 613 votos). Foram eleitos Vanderlan (PP), com 31,35% dos votos (1 729 637 votos) e Jorge Kajuru (PRP), com 28,23% dos votos (1 557 415 votos).

Seu advogado, Antônio Carlos de Almeida Castro, conhecido como Kakay, afirmou que a prisão do ex-governador era “ilegal, arbitrária e infundada” e que “afrontava outras decisões de liberdade que já foram concedidas nesta mesma operação”. Em outro trecho, disse que a defesa pede, desde o início, “o respeito às garantias constitucionais”.

Fonte: Veja

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