Vem aí o novo currículo do ensino fundamental

Professores e comunidade escolar ajudam a finalizar em Goiás a segunda versão do novo currículo da educação infantil e ensino fundamental

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Fabiola Rodrigues

A segunda versão do novo currículo da educação infantil e do ensino fundamental foi debatida em setembro com os professores dos 246 municípios goianos em diversos seminários regionais. Aproximadamente 17 mil educadores deram suas contribuições. A comunidade também participou dando sugestões pela internet. A segunda versão do documento recebeu mais de 550 mil propostas, que estão em análise pelo Conselho Nacional de Secretários de Educação (Consed) e União dos Dirigentes Municipais de Educação de Goiás (Undime-GO).

As reuniões aconteceram em 40 cidades do Estado onde ficam localizadas as Coordenações Regionais de Educação, vinculadas à Secretaria Estadual de Educação. A participação do educador nesses encontros contribuiu significativamente para a versão final do novo currículo. Um desses 40 seminários aconteceu em Goiânia, no dia 4 de setembro, no auditório da Faculdade Alves Faria, e serviu de incentivo para os professores do interior do Estado participarem ativamente nos municípios. A representante do Consed em Goiás, Abadia de Lourdes Cunha, explica que o envolvimento do professor na construção do novo currículo é essencial.

“Esse é um momento de construção conjunta, é a oportunidade de o educador ajudar na elaboração do novo currículo escolar do estudante. Não podemos criar um documento tão importante para a educação sem a visão e leitura do professor. Todos têm que conhecer a BNCC, estudar o que está proposto nela, analisar o documento curricular para Goiás, porque ele será executado em todas as escolas do Estado”, destaca.

Dia 19 de outubro o Conselho Estadual de Educação de Goiás (CEE) receberá o documento curricular com algumas novas sugestões, que foram dadas pelos professores nesses seminários. Depois dessa análise feita pelo CEE, os educadores poderão dar mais algumas sugestões. Abadia de Lourdes diz que a versão final do documento está prevista para ficar pronta até dezembro.

2019 será um ano de formação e capacitação dos professores da rede pública e privada. Eles serão preparados para ministrar aulas de acordo com o novo currículo. Em 2020 as escolas do Estado implantarão o currículo baseado na nova Base Nacional Comum Curricular da educação infantil e do ensino fundamental.

Abadia Cunha: “Todos têm que conhecer a BNCC”

“Na formação do professor, ele terá a participação coletiva de outros profissionais, para juntos contribuírem com o processo de ensino nas escolas. É necessário aprender ministrar a respeito das dez competências de ensino, postas no documento curricular do ensino fundamental”, esclarece Abadia de Lourdes.

A representante do Consed em Goiás observa, ainda, que as mudanças nessa fase da educação vêm para melhorar a atuação em sala de aula.

“Não é que tenha que mudar toda estrutura do ensino, mas precisamos nos qualificar e oferecê-lo com qualidade. Estamos a caminho”, destaca.

Homologada em dezembro de 2017, a BNCC traz parâmetro de acompanhamento no desenvolvimento da educação infantil e ensino fundamental no Brasil instituindo um modelo de ensino igualitário nas escolas públicas e privadas. Ela também estabelece conhecimentos, competências e habilidade que os estudantes devem desenvolver ao longo da escolaridade até o 9º ano.

Uma importante novidade da BNCC é a antecipação da alfabetização das crianças, para o 2º ano do ensino fundamental. Atualmente, as diretrizes curriculares determinam que a alfabetização deve ocorrer até o 3º ano do ensino fundamental.

Logo após a homologação da base curricular da educação infantil e ensino fundamental, Goiás começou a discuti-la, desde o início deste ano, para implantar os novos currículos escolares destas etapas da Educação Básica.

Após mais uma etapa de participação dos professores e da comunidade para finalizar o documento curricular, a representante do Consed em Goiás avalia que as reuniões tiveram muitos pontos positivos.

“Tivemos contribuições riquíssimas para a elaboração da versão fi nal do currículo. Foi importante analisarmos a realidade do ensino no Estado e avançar quanto à melhora do currículo escolar dos estudantes”, ressalta Abadia de Lourdes.

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