“Eu quero chegar ao senado com muito trabalho e dedicação”, afirma Luiz Carlos do Carmo

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O empresário e ex-deputado estadual Luiz Carlos do Carmo (MDB) vai ocupar uma das três vagas goianas no Senado Federal a partir do próximo ano. Ele assume o lugar de Ronaldo Caiado (DEM), eleito governador de Goiás no primeiro turno das eleições de 2018. “Eu quero chegar ao senado com muito trabalho e dedicação. O senado renovou muito e também vou ser uma das renovações”, disse em entrevista ao jornalista Jackson Abrão nesta segunda-feira, 29.

O futuro senador afirma que tem muitas propostas para apresentar e a primeira delas é o combate à corrupção. “A corrupção mata o país. Eu acho que falta empregar os instrumentos. Como que uma pessoa pode roubar o dinheiro do povo e sair bem. Já dizia Ulisses Guimarães, do meu partido, que não se pode roubar, deixar roubar e deve prender quem roubar. E eu acrescento ainda que tem de bloquear o dinheiro de quem roubar. Quem rouba quer o benefício do dinheiro e se tirar o dinheiro dele, ele vai pensar duas vezes”.

Outra bandeira que pretende levantar no Congresso é a de debater o desemprego. Segundo Luiz do Carmo, não tem como o desemprego continuar como está no Brasil. “Eu vou ajudar a combater o desemprego, a girar a economia. O que um governo pode fazer de melhor para a população é gerar emprego, pois um pai de família não pode ficar desempregado”, pontuou o senador.

“O governo que sentar ali tem de pensar em como gerar empregos. E em minha opinião o que gera mais empregos, de forma rápida, é a construção civil. O governo tem de financiar, liberar dinheiro. Com isso, tenho certeza de que em seis meses o desemprego cai pela metade”, acrescentou ao falar dos desafios dos novos governantes que chegam ao poder no Estado e na União.

O futuro parlamentar reformou que é representante de Goiás no Senado. “O Brasil tem de estar bem para Goiás estar bem. Como goiano, eu tenho de trabalhar pelo meu Estado. E o dinheiro tem de ir para os municípios, onde está a necessidade mais urgente. A União fica com muito dinheiro, o Estado com um pouco e não sobra quase nada para os municípios. Precisamos fazer uma reforma para mudar isso”.

Novos gestores

De acordo com Luiz Carlos do Carmo, tanto Ronaldo Caiado em Goiás, quanto Jair Bolsonaro, terão grandes desafios. “Não só eles, mas todos nós temos essa capacidade de unir as pessoas. Ganhou, tem de governar para o todos. O Brasil é maior que todas as coisas. Tem de dar espaço pra eles trabalharem. Não é o governante que tem de sair bem, é o país que tem de sair bem”.

Como senador, ele disse que pretende ajudar em tudo que for preciso, dentro da lei, da legalidade. “Hoje o tempo é de união, para desenvolver bem o país. Eu vou fazer o máximo para que os três senadores de Goiás trabalhem em conjunto para a população brasileira e goiana. Eu não tenho dúvida disso. Eu conheço bem o Vanderlan e o Kajuru também, e nós vamos conversar e trabalhar juntos para o bem de Goiás”.

Sobre os desafios de Caiado na formação da equipe de governo, Luiz do Carmo afirma que está confiante em uma nova era, com mais liberdade política e administrativa. “Eu trabalhei com o Caiado muito tempo, desde o começo da campanha. Ele não fez nenhuma promessa do tipo, ‘você me apoia aqui, e eu te dou em troca ali’. Lógico que ele vai ter de consultar os companheiros, mas é um governo sem amarras políticas”.

Para o futuro senador, não há mais espaço para lamentos e ficar jogando a culpa dos problemas em cima de quem estava no poder. “Está fora de moda. A população não aguenta mais isso. Lógico que tem de ser transparente, mostrar o que o governo anterior fez, mas não tem mais prazo para ficar fazendo isso. O que ele tem de fazer é trabalhar”, disse ao reafirmar que confia na capacidade de Caiado e Bolsonaro.

“Muitos de vocês não me conhecem, mas eu tive uma filha assassinada por bandidos que queriam roubar o carro dela. Não é fácil um pai que perdeu sua família pra alguém que quer roubar um carro e trocar por drogas. Eu senti isso no meu coração e tenho de fazer alguma coisa. Eu quero trabalhar para fazer uma lei mais rígida. Minha filha tinha 30 anos, hoje estaria com 36. Os bandidos foram condenados há 27 anos, mas vão sair agora. É muito ruim eu saber que minha filha não está mais aqui e os bandidos que mataram para roubar o carro dela estão livres”, finalizou Luiz Carlos do Carmo.

 

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