Não deixe seu 13º derreter com as compras na Black Friday

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Foto: Internet

Por Regina Pitoscia/Equipe Seu Dinheiro

O dinheiro da primeira parcela do 13º nem entrou na conta corrente e já pode estar saindo para as compras antecipadas de Natal com a Black Friday. Mas o uso desse dinheiro requer um melhor planejamento, orienta o sócio e gestor de recursos na Belvedere Investimentos, Ricardo Bueno. Ele reconhece que é mesmo difícil deixar de consumir nessa época do ano na compra de presente para a família ou mesmo para amigos.

Além dos presentes, as viagens, festas, melhorias na casa… É tudo bem tentador. Por isso, na opinião do gestor, planejar os gastos com antecedência é fundamental. “Nesses momentos, o melhor que cada um tem de fazer é entender e respeitar a realidade da sua situação financeira” afirma o especialista.

Para ele, embora a situação seja distinta e mude de consumidor para consumidor, não faz sentido uma pessoa endividar-se mais só para aproveitar uma promoção ou os grandes descontos, como os que são oferecidos na Black Friday, “afinal, a Black Friday e o Natal passam, mas a dívida fica”, lembra o especialista.

No caso de a pessoa já ter dívidas que lhe tiram o sono, as compras de fim de ano podem e devem esperar. “Não se pode ir às compras por impulso, mas sim quando a situação permitir”, orienta ele. E o dinheiro extra que estiver entrando em novembro deve ir mesmo para o pagamento dos compromissos.

Já no caso de quem se planejou para esse dia de ofertas e tem o dinheiro reservado para essas compras, vale a pena aproveitar para negociar e utilizar o seu poder de compra. Isso porque o comércio está propenso a dar bons descontos ao consumidor. E quem realmente decidiu aproveitar as promoções da Black Friday deve evitar os falsos descontos ou parcelamentos que podem ser entendidos como desconto.

Se for possível, o uso do cartão de crédito deve ser moderado, sempre lembrando que a vida segue após esse período. E embora o Brasil tenha o menor juro básico dos últimos tempos, a redução significativa das taxas ainda não chegou no crédito para o consumidor. “Ao fazer um crediário, não comprometa muito a sua renda. Compre se tiver realmente folga no orçamento. Se não der para aproveitar a Black Friday ou comprar presentes de Natal, lembre-se de que o comércio sempre promove períodos com promoções durante o ano e troque o presente por um abraço bem apertado”, complementa ele.

Dívidas

Na opinião de Reinaldo Domingos, presidente da Dsop Educação Financeira, o dinheiro extra do 13º não deveria ser utilizado para quitar dívidas. Ele parte do princípio de que o correto é planejar e ter compromissos financeiros que caibam no orçamento mensal. Isso para que o abono natalino possa ser poupado, investido e proporcionando um rendimento. Uma poupança que possa ser destinada para a realização de sonhos, seja de curto, médio ou longo prazo.

Segundo Domingos, muitas pessoas vão utilizar o 13º salário para fazer as compras de final de ano, o que não é errado, desde que isso já tenha sido programado com bastante antecedência, até mesmo no início de cada ano. Essa é uma forma de incluir as despesas com a ceia de Natal e os presentes já no orçamento financeiro de cada mês, permitindo que o 13º seja integralmente poupado.

Para o especialista, os que estão em uma “zona de conforto”, ou seja, não devem, mas também não poupam, precisam ter a consciência de que um passo em falso pode levá-los ao endividamento e até à inadimplência, uma vez que não possuem reserva financeira para se apoiar.

Fonte: Estadão Conteúdo

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