De cada 100 imóveis visitados em Goiânia, três apresentam focos do mosquito transmissor da dengue

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Foto: Divulgação

Estudo mostra que capital está em estado de alerta e Prefeitura intensifica combate ao Aedes nos bairros com maiores índices de infestação

Entre os dias 05 e 09 de novembro deste ano foi realizado em Goiânia o Levantamento Rápido de Índices para Aedes aegypti (LIRAa). O trabalho visitou mais de 30.000 imóveis para verificação da infestação do vetor. O resultado mostrou que o município apresenta atualmente um índice de infestação de 3,23%. O valor está acima do preconizado pelo Ministério da Saúde, que é de 1%. No mês de setembro o LIRAa foi de 0,33%. “O aumento se dá principalmente pelo início do período chuvoso associado às altas temperaturas. Nestas condições e com a maior disponibilidade de criadouros aumenta também a proliferação do mosquito”, explica a superintendente de Vigilância em Saúde da Secretaria Municipal de Saúde da Capital (SMS), Flúvia Amorim.

Em 2018, Goiânia já registrou 26.483 casos e 15 mortes por dengue. Comparados com o mesmo período do ano anterior, os números mostram uma redução de 16% nos casos notificados de dengue. Em relação às outras doenças transmitidas pelo Aedes aegypti, um caso de chikungunya e 356 casos de Zika vírus foram notificados na Capital. Com início do verão e com aumento da oferta de criadouros viáveis para proliferação do mosquito, a SMS intensificará o trabalho de combate nos bairros onde o LIRAa  revelou valores mais altos.pio.

As atividades de cerca de 430 agentes de combate às endemias serão de orientação à população de como identificar, eliminar ou proteger criadouros e assim evitar que o mosquito nasça. “Quanto menos mosquitos, menos transmissão e menos doença”, destaca Flúvia Amorim. Ao todo, neste ano já foram realizadas 2.097.449 visitas pelos agentes em imóveis. Destes 78% residenciais e 22% em comércios, terrenos baldios, dentre outros. Cerca de 80% dos focos foram encontrados em residências.

Para melhorar o monitoramento da infestação em Goiânia desde agosto deste ano também foram instaladas 300 armadilhas chamadas de ovitrampas em todas as regiões da Capital. O material permite verificar a densidade de ovos e assim estimar a quantidade de mosquitos adultos na região, contribuindo para um combate mais eficaz e oportuno. Mesmo com o trabalho da Prefeitura, a superintendente de Vigilância em Saúde da SMS alerta que “sem a ajuda de cada morador não será possível controlar ou evitar a ocorrência de epidemias. O ciclo do mosquito é em média de sete dias, ou seja, do ovo até se transformar em mosquito adulto. Assim, é necessário que, pelo menos, uma vez por semana cada cidadão verifique a presença de qualquer lugar ou objeto que acumule água dentro de casa ou no trabalho”.

A lista dos bairros inclui os setores: Aeroviário, Leste Universitário, Vila Moraes, Vila Romana, Vila Yate, Jardim Bela Vista, Sudoeste, Real Conquista, Capuava, Conjunto Vera Cruz, Vila Finsocial, São Carlos, Jardim Goiás, Vila São João, setor Sul, Santa Genoveva e Vale dos Sonhos. (Pedro Ferreira, da editoria de Saúde/Secom Goiânia)

 

Foto: Anna Lúcia Almeida

Trabalhos a serem realizados:

– Visita casa a casa;

– Atendimento de denúncias;

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