De olho em 2020, vereadores vão aumentar pressão sobre o Paço

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Foto: Internet

Da Redação

O prefeito Iris Rezende mais uma vez deve começar o ano de 2019 equilibrando os prós e os contras de se desviar de uma política do toma-lá-dá-cá mais agressiva por parte da Câmara Municipal de Goiânia. Nos primeiros dois anos de seu mandato, Iris teve de usar toda a sua experiência política para lidar com vereadores que cobravam, algumas vezes de forma biliar, mais atenção do secretariado, leia-se cargos e serviços.

Um das secretarias mais cobiçadas é a de saúde, em que os serviços ali prestados, bem capitalizados pelos vereadores poderiam render grande resultado político-eleitoral para quem corre atrás de votos 24 horas por dia. Mas o prefeito optou por uma gestão mais técnica e quebrou um paradigma de anos ao não permitir o loteamento geral da gigante Secretaria Municipal de Saúde. Poucos cargos foram destinados em comparação a outros governos.

E assim tem sido em outras pastas. Os vereadores captaram a mudança e aceitaram, mas só em parte, pois disso depende disso o futuro político. Já o prefeito tenta atender a Casa sem comprometer tecnicamente a gestão, que a exemplo das demais prefeituras brasileiras enfrenta uma crise financeira e política sem precedentes. Ou seja, se ceder demais compromete os resultados para o próprio contribuinte que é patrão de todos.

Desde o início do mandato o prefeito sempre fez questão de citar o perfil de uma legislatura heterogênea do ponto de vista partidário e ideológico, mas sempre agindo com respeito e elegância com os vereadores. Isso pode ser constatado nas prestações de contas feitas na Casa, onde Iris dissipou toda a agressividade que os legisladores dispensam ao Paço quando estão na mídia ou usam a tribuna da casa.

Até agora o jogo esteve empatado. Com vitórias e derrotas de ambos os lados. O prefeito governa desafiando a crise nacional que paralisou obras importantes, mas não se dá por vencido e mantém a folha de pagamento em dia e os serviços funcionando aqui e acolá. Agora, quando começam os dois últimos anos de mandato, em que se aproxima a eleição de 2020 , a pressão vai aumentar.

Todos se perguntam o que fará o prefeito Iris Rezende do alto de seus 60 anos de vida pública? Vai ceder às necessidades dos vereadores? Vai novamente apostar no equilíbrio, na estratégia de avançar e recuar? Vai investir no diálogo? Tarefa, aliás, que seu secretariado não consegue cumprir tão bem quanto ele. Ou vai para a guerra?

O resultado depende de outros elementos que ainda estão sendo desenhados nos governos de Ronaldo Caiado e Jair Bolsonaro. Mas Iris também pode partir para o tudo ou nada, afinal, não tem a perder. Não precisa correr atrás de votos para 2020. Já tem seu lugar na história garantido por seus 60 anos de serviços prestados. Além do mais, ele ainda deve sonhar em fechar com chave de ouro sua carreira político-administrativa. E só ele sabe o caminho.

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