UFG cria projeto para aproximar meninas da ciência

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Foto: Reprodução

Facilitar o acesso da mulher na ciência ainda é um desafio a ser vencido no Brasil e no mundo. A Universidade Federal de Goiás (UFG) tem em suas unidades acadêmicas algumas iniciativas em prol desta integração. A mais recente delas está sendo desenvolvida na Faculdade de Ciências e Tecnologia (FCT), no Câmpus Aparecida de Goiânia, Região Metropolitana de Goiânia. É o projeto de extensão “Aprender Fazendo: A Abordagem Hands-On Para Futuras Estudantes de Computação, Ciências Exatas e Engenharia”, o qual visa, por meio  de laboratórios itinerantes instalados em escolas municipais e estaduais do município de Aparecida de Goiânia, levar a experiência de ensinar ciências naturais e suas tecnologias de forma diferenciada e atrativa.

O projeto que está em fase inicial, tem a finalidade, em parceria com instituições de ensino público do Fundamental II e Médio, de motivar meninas a se interessarem pela as áreas de exatas e tecnológica que são historicamente dominadas por homens. O programa é financiado pelo “Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico” (CNPq) e conta com 15 bolsas júnior, 5 bolsas para professores da rede pública, 3 bolsas para alunos de graduação do cursos de tecnologia e integram também 12 professores da FCT das áreas geologia, arquitetura, física, ciências ambientais, engenharia de transportes, engenharia de produção, matemática e computação.

As atividades terão início neste mês em 5 escolas da cidade de Aparecida de Goiânia, das quais 3 já foram contempladas por empreendimentos anteriores da UFG. Serão oferecidas 15 bolsas para estudantes do sexo feminino que estejam no ensino fundamental II ou médio. A iniciativa tem duração de doze meses.

Por meio do laboratório itinerante e do método hands-on, o qual promove a interação direta das estudantes bolsistas com os experimentos. As discentes que irão integrar o projeto, participarão de aulas práticas, onde terão a oportunidade de fazer experimentos que buscam desenvolver o senso crítico e criar abordagem envolvida a qual se pretende criar uma bagagem de conteúdo atrativo para que as educandas possam futuramente interessar a se envolver no campo da tecnologia. Além do laboratório, o projeto terá  palestras e mesas-redondas propondo discussões sobre a sub representação da mulher nas áreas de exatas e tecnológica e, as especialidades e perspectivas do mercado onde desejam atuar.

A subrepresentação feminina
“Sempre me interessei por iniciativas que favorecessem a participação mais ativa das mulheres na geologia e em profissões adjacentes, devido aos desafios pessoais enfrentados durante a minha experiência profissional de 10 anos na indústria da mineração”, conta a coordenadora do projeto, a professora de geologia econômica,  Estela Leal Nascimento da FCT.

Embora tenha havido nas últimas décadas o aumento da presença de mulheres na força produtiva de diversas campos de trabalho, dados do Instituto de Estatística (UIS, em inglês) da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco)  mostram que somente 28% dos cientistas do mundo são mulheres. Em áreas como a física, química, engenharia e computação há uma subrepresentação feminina e uma desproporcionalidade de profissionais do gênero. O relatório confirma que quão mais alto o escalão de pesquisa científica, menor será a presença de uma mulher em um cargo de alto valor produtivo científico.

 

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