“É preciso cuidar das famílias de Minaçu que dependem da mina de amianto”, diz Caiado ao visitar PGR

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O governador Ronaldo Caiado esteve nesta quarta-feira (13/02) com a procuradora-geral da República, Raquel Dodge, para dar continuidade ao esforço em buscar alternativas para a desativação da maior mina de amianto do mundo, localizada em Minaçu, região Norte do Estado, que teve suas atividades encerradas após decisão do Supremo Tribunal Federal (STF). Acompanhado pela secretária da Economia, Cristiane Schmidt, o governador expôs a preocupação com o encerramento das atividades e com os efeitos negativos acarretados pela decisão, que não se restringem apenas ao comprometimento econômico dos moradores da cidade. “Os impactos sociais, econômicos e ambientais na vida das famílias precisam ser considerados e estamos trabalhando para minimizá-los. É preciso cuidar dessas famílias”, pontuou o governador.

Na conversa com a procuradora-geral, Caiado explicou que o apelo é para que o fechamento da mina Cana Brava possa ser promovido de forma gradual e em paralelo à recuperação da área onde a mina funciona há mais de 40 anos. “Nossa preocupação é que houve a desativação [nesta semana] sem que tenha uma modulação para precaver as consequências daquilo que é a escavação, naquelas proporções ali”, argumentou.

O pedido, continuou o governador, é para que seja autorizada a exportação para os Estados Unidos durante um determinado prazo. “É produzir só para exportar, período em que se teria condições de promover uma desativação gradual, cumprindo as condições mínimas de resgatar o local onde há a exploração”, justificou. Cessar de imediato a extração causaria problemas futuros, segundo Caiado. “Hoje os resultados serão muito duros para o município e amanhã haverá consequências ambientais, sociais, como doenças que podem advir e até risco de uma ruptura de qualquer barragem ou escavação.”

Goiana de Morrinhos, Raquel Dodge se sensibilizou com a situação de Minaçu, que tem sua economia e grande parte de seus moradores dependentes da extração do amianto. A procuradora-geral pediu mais informações para que possa avaliar a questão junto ao STF. Os dados serão encaminhados à Procuradoria Geral da República (PGR).

Entenda o caso
Por decisão do STF de 29 de novembro de 2017, o amianto foi banido no Brasil. À época, a ministra Rosa Weber concedeu liminar permitindo que a produção continuasse até que o acórdão (decisão do Supremo) fosse publicado e apresentado os embargos de declaração.

Com o acórdão publicado no início deste mês, a mina teve de ser desativada nesta semana. Contudo, já foram apresentados embargos de declaração no STF pedindo que a desativação possa ser realizada de forma gradual e que a liminar, que permitia o funcionamento, seja prorrogada. Desta vez até o julgamento final dos embargos pelo Supremo. (Fotos Júnior Guimarães)

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