O Banco de Alimentos da Ceasa-GO doou aproximadamente mil toneladas de alimentos no ano de 2018

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Foto: Divulgação

Para reduzir as perdas dos alimentos que ainda podem ser consumidos e, ao mesmo tempo, prestar um serviço social, as Centrais de Abastecimento de Goiás (Ceasa-GO) criou há 9 anos o Banco de Alimentos. O objetivo é doar alimentos excedentes da comercialização diária para famílias carentes e instituições de caridade.

O Banco de Alimentos trabalha em conjunto com os concessionários e permissionários do entreposto. Somente em 2018, cerca de 1.200 toneladas de hortifrútis foram doados para 65 entidades e 724 famílias cadastradas. Para o gerente do programa, Lainon Moreira, a iniciativa da Ceasa é de extrema relevância social. “Eu digo que nós, colaboradores, somos um suporte para sociedade, os empresários e toda a equipe que trabalha em prol dessa ação. Há muitas pessoas passando necessidade e fome no mundo e ver os alimentos chegando até as pessoas, é gratificante”, afirmou o gerente.

A Ceasa-GO é a 4° maior do Brasil e, em consequência da comercialização, produz aproximadamente 30 toneladas de resíduo todos dias – cerca de 90% são resíduos orgânicos jogados no lixo. O entreposto paga todos os meses R$ 100 mil para Companhia de Urbanização de Goiânia (Comurg), para recolher o material.

O Banco de Alimentos ajuda no reaproveitamento de alimentos bons para o consumo. É o que explica Nivaldo Martins, proprietário da KN Frutas e Verduras, que destina parte do excedente de seu comércio para o Banco de Alimentos. Ele diz que muitos produtos são rejeitados pelos padrões de comercialização. “Os produtos que são doados, eles não servem para vender, são produtos que sofreram alguma escoriação e o consumidor, de modo geral, não compra esse alimento. Há uma crença do consumidor de que o alimento bom deve ter uma boa aparência externa, mas nem sempre é uma regra. O que importa é o conteúdo”, afirmou.

Nivaldo, que comercializa há 30 anos na Ceasa-GO, calcula a perda dos produtos em 10% em consequência da pós-colheita, transporte, condições das estradas, manuseio dos produtos e manuseio operacional dentro da loja. “Se todos colaborassem para evitar o desperdício, com certeza os produtos teriam um valor mais acessível e não haveria fome. O Banco de Alimentos tem um papel de extrema importância, não só social, mas ambiental. É uma sessão de prazer e felicidade saber que a gente está contribuindo para a nutrição dessas pessoas e, sem dúvida, para a reutilização de produtos que ainda são saudáveis para o consumo”, concluiu Nivaldo Martins.

Para selecionar os alimentos que podem ou não ser doados a equipe do Banco de Alimentos faz uma triagem. De acordo com o gerente Lainon Moreira, são recebidas 100 toneladas de produtos por mês e apenas 10% são de alimentos realmente perdidos, que acabam encaminhados para a Usina de Triagem e Compostagem da Ceasa-GO. “Por dia, recebemos 100 caixas de alimentos doados. Mas há dias que recebemos paletes inteiros de frutas e legumes. Depois do recolhimento desses alimentos, os funcionários fazem a triagem, repassando todas as verduras, frutas e legumes para serem doados”, explica.

O gerente diz ainda que a equipe Solidariedade/UNIAP realiza todo processo de recolhimento, fiscalização e a contabilidade de quantas caixas e produtos são aproveitados e perdidos e depois efetuam a divisão dos alimentos para doar no dia seguinte. “Se eu tenho 20 caixas de abacaxi para 20 entidades, então, será doado uma caixa de abaxi para cada. Para as famílias, fazemos cestas de alimentos e doamos todas as quartas-feiras. Em média, atendemos 210 famílias por semana. Uma vez fizemos uma doação para um grupo de pessoas do Haiti e descobrimos que era a primeira refeição da família na semana”, lembra Lainon.

O Banco de Alimento tem um impacto profundo no trabalho realizado por entidades como creches, igrejas, centros espíritas, entre outras. Uma delas é a Comunidade Terapêutica Amanhã Ser, que atende cerca de 60 pessoas. “O Banco de Alimentos da Ceasa-GO veio para ajudar essas pessoas que não tem o que comer. Isso é de suma importância social. A comunidade terapêutica contribui através das doações fazendo cestas e sopão para as pessoas que necessitam”, concluiu o colaborador Weber Balovilo.

As doações percorrem diversas cidades do Estado de Goiás. Uma das entidades cadastradas é o Centro Espirita O Consolador, que contém unidades espalhadas em Goiânia e outras cidades. Uma das unidades da entidade está localizada, em Nazário, a 70 quilômetros de Goiânia. Cerca de 80 famílias se beneficiam dos alimentos doados. “É uma questão de conscientização das necessidades das famílias carentes. Com os alimentos coletados aqui, estamos conseguindo realizar campanhas em diversas áreas, como de crianças carentes, sacolão de verduras e sopão para moradores de rua. Também temos um cadastro de mães que recebem uma cesta básica no objetivo de contribuir para incentivo aos estudos, educação familiar e infantil. Somando nossos esforços nós podemos mudar o mundo. Com o Banco de Alimentos temos o apoio necessário na ajuda social e podemos abrir as portas das unidades para oferecer um atendimento livre à sociedade”, concluiu o fundador e presidente do centro, Valter Francisco.

Para ser incluído do cadastro de famílias e entidades beneficiadas no Banco de alimento é preciso comparecer à Ceasa-GO com documentos para uma análise socioeconômica. “Para que a família seja beneficiada é preciso que tenha uma renda máxima de R$ 1.500. Para as instituições, é preciso fiscalizá-las para estabelecer uma relação de confiança, certificarmos de que os alimentos estão mesmo sendo direcionados ao objetivo apresentado no ofício entregue a Ceasa-GO”, finalizou o gerente Lainon Moreira.

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