Alergias alimentares já atingem 8% das crianças e 2% dos adultos no País

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Foto: Internet

A alergia alimentar é considerada um problema de saúde pública. As estatísticas revelam que no Brasil, cerca de 8% das crianças com até dois anos de idade e 2% dos adultos sofrem algum tipo de alergia alimentar. Não por acaso, a World Allergy Organizition (WAO) definiu o tema “Alergia Alimentar: um problema global” para a Semana Mundial de Alergia 2019, que é realizada entre os dias 7 e 13 de abril.

Em Goiás, a campanha regional que visa conscientizar sobre o diagnóstico, tratamento e prevenção das diversas formas de alergias é conduzida pela seção goiana da Associação Brasileira de Alergia e Imunologia (ASBAI), presidida pela médica alergista Lorena de Castro Diniz.

As alergias alimentares são reações do sistema imunológico (defesa) contra proteínas presentes em um determinado alimento, que são reconhecidas pelo organismo como “inimigas”. “Os sintomas podem surgir na pele, mas também no sistema gastrointestinal, no respiratório e/ou no sistema cardiovascular”, exemplifica a presidente da ASBAI Goiás.

As reações, por sua vez, podem ser leves, com simples coceira nos lábios, eczema, urticária, inchaço de olhos e boca, vômitos, diarreia, falta de ar, crise aguda de asma, e até mesmo comprometimento de vários órgãos e potencial risco de óbito.

“Crianças e adultos com alergia a alimentos devem ser orientados pelo médico especialista para que sejam devidamente orientados a fazer a substituição correta dos alimentos e a adotar uma dieta saudável. Além de terem melhor qualidade de vida, também estarão aptos a prevenir situações de emergência”, detalha Lorena Diniz.

Lista de alimentos
Mais de 170 alimentos são considerados potencialmente alergênicos, apesar de uma pequena parcela deles ser responsável por um maior número de reações: leite, ovo, soja, trigo, amendoim, castanhas, peixes e frutos do mar. A alergia a camarão, por exemplo, é mais comum entre adultos e a dieta deve excluir também frutos do mar.

“As alergias alimentares podem se manifestar em qualquer época da vida. Geralmente, começam na infância, e tanto podem acabar na adolescência quanto persistir por toda a vida”, explica Lorena Diniz.

O princípio geral e considerado base do tratamento é a dieta de exclusão do alimento. Medicações orais podem ser usadas no resgate de crises. A Asbai tem se esforçado para conseguir a liberação de licença para venda, no Brasil, de adrenalina auto-injetável, que é o medicamento de primeira escolha para reações graves imediatas – atualmente esse medicamento só está disponível via importação, com altos custos.

Em relação aos exames que detectam alergias alimentares, vale reforçar que, mesmo positivos, os mesmos devem ser interpretados por médico alergista, que saberá orientar se e quais as exclusões serão realmente necessárias a cada paciente individualmente.

Saiba mais
Somente o médico pode realizar o diagnóstico preciso da alergia alimentar, que deve seguir estes pilares:

– Análise da história clínica
– Exame físico
– Testes cutâneos
– Testes no sangue
– Testes de provocação oral

Pontos de pauta:
1) Por apresentar uma variedade muito ampla na alimentação, existe uma regionalização dos alimentos mais comumente associados a alergias entre os diferentes Estados brasileiros.
2) Na infância, o leite é o principal vilão das alergias alimentares.
3) Alergia x Intolerância ao leite: são doenças diferentes, porém muito confundidas. A lactose é um tipo de açúcar encontrado no leite e não é desencadeador de alergias, mas sim de intolerância, por isso não se deve utilizar o termo “alergia à lactose”.
4) Importância da leitura dos rótulos de alimentos industrializados, que devem ter linguagem compreensível.

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