Governo de Goiás vai entrar na Justiça para garantir atendimento a pacientes do Materno Infantil

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Foto: Divulgação

O Materno Infantil é o único hospital referência em pediatra, neonatal e materno no Estado de Goiás, fechá-lo é colocar em risco imediato as 159 pessoas que estão lá internadas e outros quatro mil pacientes assistidos na unidade todo mês. O alerta foi dado na manhã desta quarta-feira (01/05), pelo secretário de Estado de Saúde, Ismael Alexandrino. Para garantir a continuidade do atendimento, a Procuradoria-Geral do Estado de Goiás (PGE-GO) vai impetrar ação cautelar pedindo a nulidade do termo de interdição do HMI, expedido por auditores fiscais do trabalho da Superintendência Regional do Trabalho em Goiás (SRTE-GO). “Entendemos que é importante e razoável que seja feito um plano de ação com cronograma de melhorias, e não um termo de interdição intempestivo, irresponsável e criminoso”, reforçou.

Na coletiva, Ismael relatou as medidas que o Governo do Estado tem feito para garantir melhorias aos funcionários e pacientes ao mesmo tempo em que trabalha para uma solução definitiva para o HMI. “Não negamos que a estrutura não é adequada, mas refutamos por completo a forma que foi tomada em relação à interdição. Consideramos uma medida totalmente desproporcional, que coloca em risco a vida das pessoas”, argumentou o secretário.

Problemas de estrutura resultantes de décadas de descaso com a saúde pública no Estado de Goiás estão sendo enfrentados – com agilidade, planejamento e transparência – pelo governador Ronaldo Caiado, o secretário de Saúde, Ismael Alexandrino, e toda a equipe do governo. No caso específico do Materno Infantil, horas depois de ser empossado, Caiado visitou a unidade, conversou com pacientes, familiares e profissionais que trabalham no local para verificar, pessoalmente, a situação que já sabia ser grave e determinar providências emergenciais. De lá para cá, dificuldades como a falta de medicamentos e de leitos foram contornadas e muito se avançou no projeto de construção de um novo Materno para os goianos.

Em abril, o Governo de Goiás inaugurou 55 leitos no Hospital Estadual de Urgências Governador Otávio Lage de Siqueira (Hugol), sendo 45 leitos de enfermaria pediátrica e 10 leitos de UTI pediátrica, que passaram a servir de retaguarda para pacientes do HMI. “Isso fez com que a capacidade do Materno, na parte de pediatria, tenha sido dobrada nestes cento e poucos dias”, destacou o secretário.

Sobre as situações apontados pela SRTE-GO, Ismael Alexandrino explicou que a Secretaria de da Saúde vai providenciar a correção dos problemas estruturais. “São questões possíveis de serem contornadas”, avaliou. Com relação à farmácia e aos insumos, o secretário assegurou que todos os pacientes que estão sendo atendidos atualmente no hospital têm a medicação adequada e necessária. “Talvez, essa realidade, no dia que assumimos, fosse uma verdade. Hoje ela não se aplica, já está uma descrição tanto quanto anacrônica”, relatou.

O secretário contou que será elaborado, contingencialmente, um plano de transferências. No entanto, apontou, não é possível transferir os pacientes e os atendimentos em dez dias sem causar enormes prejuízos à rede de saúde como um todo, preterindo outras especialidades médicas no Estado. “O termo fala da interdição total em 10 dias. Isso não é razoável e certamente o restante da rede, que já está sobrecarregada, e os demais hospitais vão sofrer muito, provocará o caos”, alertou. “Essa medida certamente não é o remédio. É o veneno da situação.”

Em benefício da população que reconhece no Materno Infantil um atendimento de referência, Ismael Alexandrino reafirmou que o hospital não deixará de prestar assistência. “Aos pacientes que chegarem, por demanda espontânea, na porta do hospital, nós não negligenciaremos o tratamento. Isso seria omissão de socorro e não faz parte da ética médica nem de uma boa gestão da Saúde.”

Enquanto trabalham para melhorar a assistência oferecida hoje, o governador Ronaldo Caiado e o secretário Ismael Alexandrino já projetam a construção de um novo Hospital Materno Infantil. Estão sendo avaliadas áreas para a edificação e os dois têm procurado levantar verbas em Brasília, além de outras parcerias, para angariar os recursos necessários para a obra. “Um hospital desse porte, pela experiência que já temos em outros estados, não fica por menos de R$ 150 milhões. Então, temos emanado todos os esforços necessários para a construção de um novo hospital. E até que isso aconteça, temos buscado soluções alternativas para que desafogar o Materno”, finalizou o secretário.

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