Alimentação da gestante: nutrição correta garante benefícios à saúde da mãe e do bebê

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Gerar outra vida é um momento muito importante na vida de uma mulher. Sob uma ótica simples, a gestação nada mais é do que um corpo nutrindo outro corpo, portanto, uma alimentação adequada nesse período é tão importante quanto as consultas com o obstetra. Ela garante não apenas a saúde da mãe, mas influencia diretamente na saúde e no desenvolvimento do bebê. Segundo a nutricionista da FATE Academia de Estética, Gracielly Faria, esse é um ótimo momento para construir hábitos saudáveis. Estudos mostram que o desajuste alimentar intra-útero pode causar disfunções no nascimento e predispor à obesidade, hipertensão e diabetes na vida adulta.

A alimentação equilibrada previne o sobrepeso excessivo, um fator de risco na gravidez que pode desencadear diabetes gestacional e hipertensão. Se a mãe ganha muito peso influencia no aumento de peso do bebê ao nascer e, secundariamente, aumenta as chances de complicações de saúde na vida adulta. Pouco ganho de peso também causa atraso no crescimento intrauterino e a mortalidade perinatal. “Portanto, é preciso equilíbrio, através do consumo dos alimentos adequados em quantidades adequadas para garantir saúde da mãe e crescimento saudável do feto, evitando os riscos de complicações no parto e pós-parto para os dois”, afirma Gracielly.

Quanto a gestante pode engordar?
Para uma gestante com Índice de Massa Corporal (IMC) normal é recomendado que o ganho de peso seja progressivo em cerca de 400g por semana, a partir do segundo trimestre, e que esteja entre 11,5kg e 16kg ao final da gestação. Para uma gestante com baixo IMC, a recomendação é de ganho progressivo de 500g por semana e ganho total de 12,5kg a 18 kg. No caso de gestante já acima do peso, o recomendado são 200g por semana e ganho total de 7kg a 11,5kg.

Quais alimentos devem ser consumidos?
“A gestante deve consumir, principalmente, fontes variadas de proteína, carboidratos, gordura, fibras, ácido fólico, ferro, magnésio, zinco, vitamina D, vitamina A, cálcio e iodo. Para evitar as náuseas, vômitos e azia, alimentos condimentados demais ou irritantes (café, chás, chocolate) não devem ser consumidos e ingerir líquidos frios de 1 a 2 horas antes e depois das refeições. Para evitar a prisão intestinal, é preciso beber bastante água, consumir fibras e praticar atividade física regularmente”, explica a nutricionista.

Alguns exemplos de alimentos que contém os nutrientes adequados para uma boa gestação:

  • Proteína: Leguminosas (lentilhas, ervilhas, feijão, grão-de-bico, favas), leite, queijos e iogurtes podem ser consumidos diariamente, mas as carnes devem ter consumo moderado, principalmente vermelhas;
  • Carboidratos: Cereais e derivados (dando preferência à sua forma integral), tubérculos e frutas devem ser consumidos várias vezes por dia todos os dias;
  • Gordura: Azeite, abacate, coco e castanhas são as melhores fontes desse alimento;
  • Ácido fólico: Frutas e hortaliças, bem como os cereais integrais (pães, massas e arroz) e leguminosas. O ácido fólico é, comprovadamente importante para reduzir o risco de desenvolvimento de malformações do tubo neural do bebê. É comum a suplementação;
  • Ferro: Leguminosas, carnes e vegetais e folhas verde escuro. Para melhorar sua absorção pelo organismo é indicado incluir uma fonte de vitamina C, como suco de laranja, evitar a ingestão de chá ou café nas refeições principais e variar as fontes.  Ferro previne a anemia e é importante para o desenvolvimento do sistema nervoso fetal.
  • Iodo: Peixes, leguminosas, hortaliças, leite e outros produtos lácteos são fontes, mas é comum haver suplementação diária na gravidez e durante a amamentação exclusiva;
  • Cálcio e Vitamina D: Leite e produtos lácteos, tofu e alguns peixes como salmão e sardinha. O cálcio mantém saudáveis os ossos e dentes saudáveis da mãe e do bebê;
  • Zinco: Carnes, peixes, leguminosas, produtos lácteos, cereais e castanhas. Ele desempenha funções cruciais em processos biológicos, contribui para o bom funcionamento do sistema imunológico e para o desenvolvimento neurológico do bebê;
  • Magnésio: Castanhas, cereais integrais, tofu, abacate, banana. O consumo adequado diminui o risco de pré-eclampsia, prematuridade e atraso no crescimento intrauterino.

Dicas gerais de saúde para gestantes

– Faça 3 refeições completas e pelo menos dois lanches por dia, comendo de 3 em 3 horas

– Consuma alimentos naturais, variados e em quantidades equilibradas

– Limite o consumo de carne vermelha a 2 ou 3 vezes por semana

– Consuma peixes gordos (salmão, arenque, atum, sardinha) e carnes brancas todos estes grelhados, bem cozidos ou assados

– Coma 3 a 4 porções de fruta por dia

– Consuma pelo menos metade dos cerais (pão, arroz, farinhas) em sua forma integral

– Coma 3 porções de laticínios por dia

– Preferir sempre os óleos vegetais, como azeite;

– Evite alimentos com excesso de sal, use pouco sal para cozinhar e não adicione no prato

– Beba de 2 a 3 litros de água por dia

– Pratique atividade física moderada

– Evite bebidas alcoólicas

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