Pesquisa cria método de análise de solo mais econômico e ecologicamente correto

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O estudo, fruto de uma tese de doutorado dos Institutos de Química e Informática da Universidade Federal de Goiás (UFG), desenvolveu uma metodologia de análise de solos ambientalmente amigável e menos onerosa. O procedimento utiliza imagens digitais obtidas por um scanner comercial de mesa para determinar a matéria orgânica e a textura do solo, dois componentes importantes para a avaliação da fertilidade da superfície do terreno. O novo método de análise pode ser incluído à concepção da Química Verde, já que elimina do processo o uso e a geração de substâncias nocivas ao meio ambiente.

De acordo com o orientador da pesquisa, professor Anselmo de Oliveira, as técnicas usualmente utilizadas “são laboriosas, de alto custo e utilizam reagentes químicos tóxicos”. O processo desenvolvido pela UFG em parceria com a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) permite avaliar a qualidade física e biológica do solo por imagens digitais e sem reagentes químicos, o que, segundo o professor, “promove um ambiente de trabalho seguro, além de contribuir com o meio ambiente”.

Conforme explica o pesquisador responsável pelo estudo, Pedro Augusto de Oliveira Morais, o solo é coletado, seco e moído de forma similar ao procedimento executado por análises tradicionais. Entretanto, o material é avaliado por métodos combinados de visão computacional e quimiometria, que permitem quantificar tanto os teores de matéria orgânica quanto a textura do solo. “A alternativa é bastante econômica. Emprega um equipamento barato e deixa o custo da análise inferior aos outros métodos utilizados, além de não precisar utilizar nenhum tipo de reagente químico”, afirma.

Tecnologia acessível

As informações geradas pela análise das propriedades químicas do solo orientam produtores rurais sobre quais medidas devem ser aplicadas no campo para a adequada produção agropecuária. Geralmente, são realizadas em laboratórios especializados com custo moderado. Os resultados da pesquisa da UFG, segundo o orientador e professor, Anselmo de Oliveira, podem contribuir para que as análises de solo sejam mais acessíveis aos produtores rurais.

“O estudo disponibiliza uma forma rápida e barata de monitoramento do solo, visando a produtividade do campo”, afirma. Os resultados da pesquisa, segundo o professor, podem, ainda, contribuir para o aprimoramento e desenvolvimento de novos métodos ambientalmente amigáveis capazes de serem utilizados diretamente no campo.

 

 

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