33 anos de Tribuna do Planalto

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Por Luiz Carlos Bordoni

Julho, dia 07, 1986. Três dias antes, começávamos a preparar a primeira edição do Jornal da Segunda. Eu estava de volta a Goiânia, egresso da Folha de São Paulo. Tião e Rangel haviam me convidado, dia 1°, para ser o editor-chefe. Seis dias depois, o “parto”. Eu era o redator e o editor, chefe de mim mesmo. Lélio Vaz, o revisor. Rangel fez as matérias de esporte. Eu escrevi o resto do jornal. Diagramação e edição no José Mota, outro sonhador, com oficina na 85.

No dia do lançamento, fechamos às 19 e 30. Rangel foi levar o material para a gráfica.

Fui para casa. Banho rápido, correria. O Jóquei já recebia bom público, quando cheguei. E o tempo passando e nada do jornal chegar. Eu e Tião aflitos. Para ganhar tempo, usando o som local, passei a entrevistar políticos, jornalistas e convidados. O senador Henrique Santillo, candidato a governador pelo PMDB, foi uma das atrações. Carlos Alberto Silva, técnico do Goiás e, depois, da seleção brasileira, nos ajudou com ótima entrevista.

Foi quando Rangel chegou com o “bebê” nos braços. Parto feito. Para este, não há cesariana.

Nascia o Jornal da Segunda, semanário, fruto do sonho de Sebastião Barbosa da Silva e José Carlos Rangel Alves. Mais um desafio para mim. Mais uma vitória.

Na rua 20, Centro, perto da Catedral, a primeira sede. Comigo, além do Tião e do Rangel (esporte), tínhamos, na redação, Nana, Noêmia Ataídes, Rosalvo Leomeu e Anésio Júnior. Ah, e o ótimo Fernando Campos com a sua coluna Rodas & Motores.

Na diagramação, Mexicano e Joaquim. Nas fotos, Paulo José, o PJ. Lino, chefe da oficina. Serginho Barbosa na área comercial e na distribuição.

Deixei o jornal para assumir a assessoria de imprensa do governador Henrique Santillo.

Voltei à velha casa, em 1992, com Paulo Beringhs na editoria-geral. Agora a sede era no Setor Aeroporto. Gostava dali.

Eu cuidava da política. “Furei” os jornais diários com a notícia de que Sandro Mabel seria o candidato a prefeito, pelo PMDB. Título que foi para a capa: O PMDB “embolachou” de vez. Foi uma fase boa, onde o Tião sedimentou as bases do jornal para a busca de uma sede própria.

Paulo saiu, assumi o comando e ali fiquei até 1994. Com a ajuda do Mexicano, promovemos mudança gráfica radical. O jornal ficou mais bonito. O Tião trouxe o Orfeu Maranhão para comandar o marketing. Fez ótimo trabalho. Nós nos fizemos mais fortes.

Certo dia, um jovem apareceu com uma avaliação pessoal do jornal e vi que havia pertinência em algumas observações. Pedi que o contratasse. Havia “descoberto” o Vassil de Oliveira e, na minha saída, passei a ele o meu lugar. O futuro provou que fiz ótima escolha.

Trabalhei com muita gente boa. As meninas saíram da nossa “escolinha”. Maria José foi a última delas. Todas ótimas. Os meus subeditores eram aplicados, talentosos. Luiz Sérgio e Anésio, dentre eles.

Saí levando saudade e ainda a tenho comigo, pois ali era um lar, uma família, uma casa de lutadores que não temem desafios. Uma casa de vencedores.

Perdoem se me estendi, mas são poucas linhas – aliás, o jornal inteiro seria pequeno para felicitar o Tião, o Rogério e todos os que ajudaram a construir o nosso Jornal da Segunda, hoje, a nossa bem feita e bem editada Tribuna do Planalto. São 33 anos de jornalismo, de luta, de conquistas e de relevantes serviços prestados a Goiás.

 

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