“Foco do BNDES será o desenvolvimento social”, observa Caiado, durante a posse de Montezano

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Foto: Marcos Corrêa/PR

O governador de Goiás, Ronaldo Caiado, mostrou entusiasmo com as novas perspectivas para o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico (BNDES), ao participar da posse de seu novo presidente, Gustavo Montezano, em cerimônia nesta terça-feira (16), no Palácio do Planalto, em Brasília. O governador ocupou lugar no palco, ao lado do presidente Jair Bolsonaro e dos ministros Paulo Guedes (Economia) e Onyx Lorenzoni (Casa Civil). “É uma nova mentalidade. Como ficou claro em seu pronunciamento, ao invés de pensamento de banco, vai ser um pensamento de desenvolvimento social. Isso é fundamental para nós neste momento, a sensibilidade para não deixar que se amplie o número de desempregados”, declarou Caiado. Engenheiro e economista, Montezano foi escolhido no mês passado para presidir o banco no lugar de Joaquim Levy, que pediu demissão.

Ronaldo Caiado contou que teve a oportunidade de conversar com o novo presidente antes da posse, mostrando a realidade pela qual passam os estados, e o descreveu como jovem “extremamente preparado e de sensibilidade”. “As metas que [Gustavo Montezano] estipulou são objetivas, claras, e mostram que o banco vai cuidar agora exatamente da área social do Brasil, e não se envolver em empréstimos bilionários para países que não têm nada de democrático nem escolher ‘campeões’, onde eram injetados bilhões de reais nas suas empresas, para ter muito mais apoio do ponto de vista financeiro nas campanhas eleitorais. É uma nova vertente, é um novo Brasil.”

Durante a solenidade, o presidente Jair Bolsonaro confirmou que no dia 26 de julho fará outra visita oficial ao Estado de Goiás; a terceira de seu mandato. Desta vez, será para prestigiar a formatura de uma turma da Polícia Militar. Um dos formandos é Luiz Paulo Leite Bolsonaro, sobrinho do presidente. “Se Deus quiser, estarei lá, prestigiando assim, em nome da Polícia Militar de Goiás, a todas as polícias militares do nosso Brasil. Esses homens fardados, que se arriscam por nossa vida e nosso patrimônio, merecem mais do que nosso respeito, merecem a continência do Presidente da República”, afirmou Bolsonaro sob aplausos.

O goiano também foi citado pelo ministro da Economia, Paulo Guedes. “Quando vemos o Estado de Caiado respirando no canudinho, mas não conseguimos solução, tem algo errado. Ele [Goiás] é vítima dos orçamentos anteriores. Como deputado e senador, Caiado sabe que houve uma concentração excessiva de recursos”, afirmou o ministro. Bolsonaro, em tom de brincadeira, completou: “O canudinho é um caule de junco, e eles estão dentro da lagoa cheia de jacaré”.

Questionado sobre o porquê de, diante desta situação de apuro, não ter seguido a recomendação de Guedes em aderir ao Plano Mansueto, Caiado lembrou que a proposta não chegou a sequer ser aprovada pelo Congresso Federal e que, dada a urgência, Goiás entrou no regime de recuperação fiscal, atendendo a uma determinação do Supremo Tribunal Federal (STF). “É importante que as pessoas saibam que é um projeto que foi aprovado pela Câmara dos Deputados, mas não tem nem relator do projeto. A duração de um debate é muito longa. O único plano capaz de atender aos estados, numa situação como a nossa, de total deterioração do ponto de vista econômico, um período de calamidade financeira, é o regime de recuperação fiscal.”

Caiado ressaltou que o regime impõe ao Estado, entre outros encargos, a obrigatoriedade de conter mais despesas. “É com esse intuito que estamos trabalhando em Goiás, buscando essas alternativas. No início de agosto, estaremos encaminhando um novo documento à Assembleia Legislativa, em forma de projeto, para que rapidamente possamos ter Goiás inserido no regime, e assim podermos aliviar a condição que vivencia o Estado, garantindo benefício direto para o cidadão, principalmente nas áreas de educação e saúde, de segurança, e também social.”

Sobre Gustavo Montezano

O novo presidente do BNDES é mestre em economia pela Faculdade de Economia e Finanças do Instituto Brasileiro de Mercado de Capitais do Rio de Janeiro e graduado em engenharia pelo Instituto Militar de Engenharia. Foi analista de Private Equity (fundo de investimentos para a compra de ações de companhias promissoras) no Banco Opportunity, no Rio de Janeiro, mas pouco tempo depois se transferiu o BTG Pactual, do qual se tornou sócio em 2009. Em 2016, mudou-se para Londres e chegou a ser executivo chefe da Engelhart Commodities Trading Partners, braço do BTG Commodities.

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