Governador Ronaldo Caiado protagoniza parceria entre Instituto Mauro Borges, produtores rurais e setor leiteiro

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Foto: Hegon Correa

“Vamos buscar pontos de convergência e construirmos uma metodologia capaz de dar sustentação, tranquilidade e segurança ao produtor de leite, como também viabilidade ao setor industrial”, afirmou o governador Ronaldo Caiado em reunião com produtores rurais e representantes do setor leiteiro.

O encontro, realizado nesta quinta-feira (1º/8), no Palácio das Esmeraldas, é uma continuação da demanda apresentada pelos produtores rurais em julho, referente à produção de leite, o preço e a forma de pagamento. No mês passado, o governador se comprometeu a intermediar um diálogo para a definição de novas regras de mercado, que não prejudicassem o setor.

Para Ronaldo Caiado, a reunião desta quinta-feira resultou em uma parceria entre produtores, indústrias e o Instituto Mauro Borges para a construção de uma agenda em conjunto. “É com este sentimento que estamos construindo algo. Temos que estar juntos cada vez mais para recuperar a economia de Goiás e não penalizarmos nenhum dos segmentos”, destacou.

Aos olhos do deputado estadual Amauri Ribeiro, que também participa da luta chamada de “Leite na Veia”, todo esse diálogo abrirá precedentes para que Goiás seja referência para o Brasil na questão de venda e compra do leite. “O que nós vimos nesta reunião é algo jamais visto neste País. Foi o maior passo dado em prol e em defesa do produtor de leite e vai afetar não só o Estado de Goiás, mas desta reunião, estrategicamente, será definido o futuro do produtor de leite em todo o País”, comemorou.

O presidente do Sindicato das Indústrias de Laticínios do Estado de Goiás (Sindileite), Alcides Augusto da Fonseca, enfatizou a disponibilidade das indústrias leiteiras em integrar a solução. “Conseguirmos avançar em pontos que são primordiais neste momento, como a previsibilidade do pagamento do leite, para que o produtor possa saber antecipadamente o que receberá ou pelo menos próximo do que receberá para poder se planejar”, disse.

Para Alcides, o encontro trouxe um sentimento de alívio tanto para os produtores quanto aos empresários. “Tanto a indústria como os produtores precisam se aproximar mais ainda para vencer os obstáculos que estão por vir, como a importação. Saímos daqui aliviados e estamos todos aptos a dar a mão para poder fazermos com que a pecuária de leite em Goiás se desenvolva cada vez”.

O governador ainda reiterou que participar da resolução das demandas dos produtores significa proteger o setor que sustenta o Brasil. “Seremos referência no entendimento e definição de critérios para valor do preço e data de pagamento, mas precisamos proteger aqueles que vivem no nosso Estado e que sustentam o nosso país, que é homem do campo, com a industrialização de Goiás”, concluiu.

Também participaram da reunião os secretários Antônio Carlos Neto (Agricultura, Pecuária e Abastecimento) e Cristiane Schmidt (Economia); o chefe de gabinete da Seapa, Armando Leite Rollemberg Neto; André Luiz Junqueira, César Helou (Laticínios Piracanjuba), Danilo Macarani, Edilberto Marra Carneiro (CoopGoiás), Eduardo Veras de Araújo, Jair José Antônio, José Renato Chiari.

Entenda o caso

Em 22 de julho, o governador participou de uma reunião com produtores rurais realizada na Federação da Agricultura e Pecuária de Goiás (Faeg) para tratar sobre a produção de leite, o preço e a forma de pagamento. Na ocasião, Ronaldo Caiado tranquilizou a categoria informando que não faria nada que penalizasse o produtor rural.

À época, os produtores também ressaltaram que é fundamental estabilizar o preço do leite, que teve uma redução drástica no valor pago pela indústria. Conforme dados divulgados pela Faeg, em junho de 2019 o preço do litro variou entre R$ 1,05 a R$ 1,70. Em julho, o produto teve uma redução no valor de R$ 0,15 a R$ 0,45.

Durante a reunião, o governador reforçou que o Governo de Goiás não concederá incentivos fiscais para produtos importados de outros países. “Aquilo que for importado, como o leite em pó, não pode receber incentivo fiscal, porque eu estaria indo contra aquilo que a lei determina. A lei determina que eu dê incentivo para que a indústria instalada absorva aquilo que é produzido no Estado”, afirmou.

 

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