Paternidade é essencial para o desenvolvimento da criança

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Os bebês e as crianças são moldados a cada momento e sofrem diretamente com a influência das pessoas ao seu redor. São nesses momentos que a paternidade ativa é convidada a entrar em ação não somente como uma obrigação no cumprimento de funções enquanto “provedor”, mas, sobretudo, no aspecto afetivo junto aos cuidados exigidos pela rotina diária dos pequenos. Neste dia 11/08 é comemorado do dia dos pais e vale lembrar que os laços de intimidade entre pai e filho desde criança faz muita diferença na adolescência e faze adulta.

O bom contato proporcionado pela paternidade ativa e constrói vínculos capazes de influenciar positivamente no desenvolvimento cognitivo e social do bebê, formando um indivíduo mais seguro, além de representar equilíbrio e apoio nas dificuldades que encontrará em sua jornada de vida.

A importância da figura paterna para o desenvolvimento infantil vai além do que costumamos imaginar. Por exemplo, o próprio pai tem benefícios com a paternidade. Segundo pesquisa feita pela academia americana de ciências National Academy of Sciences, homens que se tornam pais tendem a ficar menos agressivos e mais sensíveis. Já para a criança, a participação ativa dos pais (ou o substituto dele) é essencial para seu desenvolvimento cognitivo e socioemocional.

Mas isso não significa que as mães não exerçam esse papel também. Normalmente mães e pais têm estilos distintos de comunicação e interação, além de papéis diferentes na educação dos filhos. A mãe vivencia uma união com o bebê logo nos primeiros meses de vida. Seus cuidados fazem com que a criança sinta-se o centro das atenções. Com isso, a relação entre bebê e mãe se torna mais próxima.

Com o passar dos dias, meses e anos, a figura paterna torna-se igualmente importante para a criança. A presença sempre ativa e constante do pai nessa relação pode ajudar as crianças a se sentirem seguras ao expandirem suas experiências pelo mundo. É comum que o pai desafie a criança a ultrapassar seus limites quando estimula que ela balance mais alto, por exemplo. Ou que ensine sobre justiça e direito quando fala sobre regras, enquanto a mãe fala sobre empatia e relações interpessoais.

E quando o pai não é presente?

A ausência do pai pode gerar insegurança ou até agressividade  para a criança. Na escola, por exemplo, isso pode se refletir através da dificuldade de concentração e baixo rendimento escolar. No entanto, isso não é uma regra ou algo que não possa ser restaurado. A ausência do pai não necessariamente representa a ausência da representação da figura paterna, ou do masculino. Segundo a psicoterapeuta infantil e adolescente Monica Pessanha, “essa função pode ser feita por qualquer pessoa e irá permear o caminho da criança até a fase adulta”.

Estimulando o convívio entre pais e filhos

Além das tarefas do dia a dia, outra importante forma de criar ou aumentar o vínculo entre as crianças e os pais é por meio das brincadeiras. A psicoterapeuta sugere brincadeiras antigas, que quase nunca demandam um tempo muito longo ou muitos objetos para acontecerem. Jogos de tabuleiro, cinco marias, guerra de dedos, pedra papel ou tesoura… São brincadeiras simples que já tornam a relação entre pai e filhos muito mais próxima.

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