Incêndios na Amazônia causam pressão política

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(Imagem: Bertrand Guay / AFP / CP)

Na quinta-feira (22), o presidente da França Emmanuel Macron, convocou os países que compõe o G7, para realizar uma reunião emergencial a respeito dos incêndios que atingem a floresta amazônica há quase 20 dias. O número de focos de queimadas na Amazônia cresceu 70% neste ano na comparação com o mesmo período de 2018. “Não podemos mais arcar com os danos para uma das maiores fontes de oxigênio e biodiversidade”, disse António Guterres, secretário-geral da ONU (Organização das Nações Unidas).

O gabinete do presidente francês Emmanuel Macron, disse ontem que com essa situação na Amazônia, a França vai se opor ao acordo agrícola entre União Europeia e Mercosul firmado entre a UE e Brasil, Argentina, Uruguai e Paraguai. De acordo com jornais irlandeses, o primeiro-ministro da Irlanda, Leo Varadkar também concordou com o possível bloqueio do acordo comercial, a não ser que o Brasil proteja a floresta amazônica. O gabinete francês acrescentou que “o presidente Jair Bolsonaro estava mentindo quando minimizou as preocupações com a mudança climática na cúpula do G20 no Japão em junho”.

O presidente Bolsonaro respondeu ontem (22), ao francês Macron pelas redes sociais dizendo lamentar que o presidente da França “busque instrumentalizar uma questão interna do Brasil” para “ganhos políticos pessoais. Ele também disse que o francês se refere à Amazônia “apelando até para fotos falsas”. A imagem que Macron usou junto com seu texto na rede social é antiga. Ela foi feita pelo fotógrafo americano Loren McIntyre, que morreu em 2003.

A pressão política em cima do Brasil está apenas começando com as declarações da França e Irlanda sobre a oposição de acordos comerciais. O porta-voz do governo de Angela Merkel, Steffen Seibert, afirmou que a Alemanha defende que os incêndios da Amazônia são uma situação urgente e que o assunto deve ser debatido durante a cúpula do G7. “A magnitude dos incêndios é preocupante e ameaça não só o Brasil e os outros países afetados, mas também o mundo inteiro” destacou Steffen Seibert.

O G7 é um grupo internacional composto por Alemanha, Canadá, Estados Unidos, França, Itália, Japão e Reino Unido, as sete maiores economias de países desenvolvidos do planeta. De acordo com o Fundo Monetário Internacional (FMI), os países representam mais de 64% da riqueza líquida global, equivalente a US$ 263 trilhões.

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