G7 oferece 91 milhões para países afetados por incêndios na Amazônia

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(Imagem: Getty Images/Reprodução)

O presidente da França, Emmanuel Macron, afirmou no segundo dia de debates do encontro dos líderes do G7 (Alemanha, França, Estados Unidos, Reino Unido, Itália, Japão e Canadá), que o grupo entrou em acordo para ajudar os países atingidos pelas queimadas na Amazônia “o mais rápido possível”. Concordaram em liberar 20 milhões de euros (cerca de R$ 91 milhões) para a Amazônia. A maior parte do montante será usada para enviar aviões de combate a incêndios. O grupo das sete maiores economias do mundo também decidiu apoiar um plano de reflorestamento de médio prazo que será divulgado pela ONU em setembro, afirmou uma fonte da Presidência francesa.

O presidente da França, que foi escolhido entre os líderes do G7 para comandar os trabalhos de cooperação dos países afeitados pelas queimadas na Amazônia, utilizou o termo “convergência” para se referir ao consenso obtido e assegurou que, “respeitando a soberania, nós devemos ter um objetivo de reflorestamento”.  Disse também que “há contatos” sendo feitos pela França “com todos os países da Amazônia” para disponibilizar “meios técnicos e financeiros”.

O presidente dos EUA, Donald Trump, não participou da reunião em que foi fechado o acordo. Mas o presidente francês, Emmanuel Macron, anfitrião da cúpula, afirmou que o colega americano apoia a iniciativa. Segundo ele, Trump só não participou da sessão sobre biodiversidade porque tinha reuniões bilaterais agendadas para o mesmo horário. Toda polêmica da semana passada em relação ao acordo entre Mercosul e EU, o presidente da França enfrentou resistências por parte dos governos do Reino Unido e Alemanha.

Aceitar a ajuda dos países integrantes do G7 é uma decisão política que cabe somente ao presidente Jair Bolsonaro. Ontem (25), Bolsonaro disse através de uma rede social que aceitará ajuda israelense. “Em contato telefônico com o Primeiro-Ministro Benjamin Netanyahu, este reconhece os esforços do Brasil no combate aos focos de incêndio na Amazônia. Aceitamos o envio, por parte de Israel, de aeronave com apoio especializado para colaborar conosco nessa operação”, publicou.

Jair Bolsonaro, dessa vez não disse sobre o pronunciamento do presidente francês. Semana passada, Bolsonaro acusou Macron de utilizar “um tom sensacionalista” para se referir à Amazônia “apelando até para fotos falsas”. Quem respondeu a Macron foi o ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles. Com ironia, o ministro disse, através de rede social, que o presidente francês poderia começar pagando os “US$ 2,5 bilhões de crédito do Brasil pendentes desde 2005”.

Antes das reuniões, Angela Merkel foi flagrada por uma câmera de TV que filmava os líderes do G7 durante uma conversa. Em que ela dizia sobre um possível contato com o presidente Bolsonaro. “Anunciei que vou ligar para ele (Bolsonaro) na próxima semana, para que não tenha a impressão de que estamos agindo contra ele”, disse a Angela. “É, acho que isso é importante”, concordou o premier britânico, Boris Johnson. Macron acrescentou: “Sim. Nós ligaremos para ele?”. “Sim, eu ligarei para ele”, concluiu Merkel, antes que um segurança interrompesse a filmagem.

Momentos depois, o presidente Bolsonaro postou o vídeo em rede social, com o comentário: “Desde o princípio busquei o diálogo junto aos líderes do G7, bem como da Espanha e do Chile, que participam como convidados. O Brasil é um país que recupera sua credibilidade e faz comércio com praticamente o mundo todo”. O anúncio francês de que vai ser opor ao acordo comercial entre o Mercosul e a UE enquanto o governo brasileiro não respeitar as exigências do Acordo de Paris sobre o clima, não teve mais repercussões. Macron não teve apoio dos outros líderes nessa probabilidade de oposição do acordo entre Mercosul e UE.

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